Atualidades - 01 a 10 Janeiro 2007

DESTAQUES:
PROBLEMA BOLÍVIA - Crise do gás
Escândalo do mensalão - operação abafa
Condenados - TRF condena Estevão, Lalau, e Incal(empresa)
Ellen Gracie - 1ª mulher na Presidencia da República
Declaração de Chapultepec - Liberdade de Expressão para Jornalistas
Hugo Chavez + PDVSA


01/01/2007

JORNAL DO BRASIL

- Petrobras cancela investimento na Bolívia;
- Em resposta à nacionalização das reservas naturais imposta pelo governo boliviano, a Petrobras cancelou investimentos naquele país e abortou a ampliação do gasoduto Bolívia-Brasil. As propostas de aumento do preço do gás serão rejeitadas pela companhia que levará o eventual impasse para tribunais internacionais. O presidente Lula negociará amanhã com líderes sul-americanos. (pág. 1 e A17 e A18)
- Aumento de preço é rejeitado por companhia brasileira, que aborta ampliação de gasoluto. (pág. 1)

FOLHA DE SÃO PAULO

Petrobras desiste de investir na Bolívia
Em tom mais duro do que o do governo Lula, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, anunciou ontem a suspensão de novos investimentos da empresa na Bolívia e afirmou que não aceitará aumento de preço do gás natural imposto pelo país. "Estamos suspendendo qualquer possibilidade de investimento adicional na Bolívia", declarou. Segundo ele, a Petrobras recorreria da decisão em corte arbitral de Nova York, fórum escolhido pelas partes para resolver divergências do contrato, assinado em 2000. Segundo Gabrielli, o contrato está amparado em tratados internacionais que impedem ações unilaterais referentes às exportações de gás para o Brasil. O contrato, segundo ele, define o volume de gás a ser entregue até 2019 (30 milhões de m3 por dia), a fórmula de preço e admite revisões de tarifas a cada cinco anos. Gabrielli lembrou que, em 2003, a Petrobras solicitou uma redução nos preços, porque estava pagando pelo recebimento de 24 milhões de m3 por dia e só consumia metade. A Bolívia recusou (pág. 1).

- Na véspera do encontro do presidente Evo Morales com seu colega brasileiro, o ministro de Hidrocarbonetos boliviano, Andrés Soliz, disse que, caso a Petrobras Bolívia e outras empresas nacionalizadas não cheguem a um acordo satisfatório com o governo, haverá expropriações. É a primeira vez que um alto funcionário do governo admite abertamente essa possibilidade. "Se a negociação não chegar a um bom resultado, então, como última etapa, passaremos às expropriações", disse Soliz, em entrevista coletiva ontem de manhã dentro de uma sala da refinaria da Petrobras em Santa Cruz, a maior do país, cujo controle acionário será passado ao Estado em até seis meses, segundo o decreto de nacionalização assinado na segunda-feira por Morales. "A expropriação é reconhecida pela Constituição no artigo 22, em que diz que se pode expropriar por necessidade de utilidade pública em troca de uma indenização. Como se fixará isso? Obviamente, por auditoria. E não haverá discussão: o Estado sim ou sim, a YPFB sim ou sim terá 50% mais um dessas empresas", continuou (pág. 1).

- A negociação que o Brasil inicia simbolicamente hoje com a Bolívia -após a gestão Evo Morales ter estatizado as empresas de gás e petróleo no país e confiscado 82% do seu faturamento- deve ser pautada, como já se disse aqui, pela frieza do cálculo econômico. Não há necessidade de tom belicoso nas tratativas com o governo boliviano, mas o momento exige firmeza de propósitos e sóbria reconsideração estratégica. No encontro que terão hoje em Foz do Iguaçu, Luiz Inácio Lula da Silva e Morales -não se sabe bem o que Hugo Chávez, que não é nem produtor nem consumidor do gás boliviano, vai fazer numa reunião dessas-, estará em pauta o preço do metro cúbico do gás natural importado pelo Brasil. Essa é uma variável-chave, que decide o impacto das novas regras do negócio nas contas da Petrobras e no bolso do consumidor industrial e residencial brasileiro (pág. 1).

- CLÓVIS ROSSI: Se eu lesse os jornais distraidamente, acabaria acreditando que toda a culpa pela nacionalização do gás boliviano é do presidente Lula e de sua política externa. Tudo bem, cada um acredita no duende de sua preferência, mas, para os que preferem fatos, um modesto ajuda-memória:
1 - A Petrobras se lançou ao gás boliviano no governo Fernando Henrique Cardoso, não no governo Lula. Logo, se culpa há (e, nesse caso, acho que não há), é do governo anterior.
2 - Digamos que, após a vitória de Evo Morales, na esteira de uma campanha em que prometeu nacionalizar os recursos naturais, a Petrobras e o governo deveriam ter ficado espertos. Tudo bem, mas o que fazer? Fechar as torneirinhas, botar o gás no bolso e voltar para casa? Ou mandar as tropas brasileiras se anteciparem e ocupar as refinarias antes que as bolivianas o fizessem? (pág. 1)

- Em duas decisões praticamente simultâneas, o plenário da Câmara dos Deputados e o Conselho de Ética da Casa inocentaram ontem mais dois parlamentares acusados de envolvimento no escândalo do mensalão: Josias Gomes (PT-BA) e Vadão Gomes (PP-SP). Com isso, já são dez os absolvidos entre os 19 deputados suspeitos de envolvimento no esquema.Josias Gomes (PT-BA), o último dos sete petistas a enfrentar um processo de cassação, conseguiu salvar seu mandato no plenário, revertendo decisão do Conselho de Ética. Foram 228 votos pela cassação, 29 a menos que o mínimo necessário, que era 257. Outros 190 deputados optaram pela absolvição. Houve ainda 19 abstenções, 5 cédulas em branco e 1 voto nulo no escrutínio, que foi secreto -total de 443 (pág. 1).

- ELIANE CANTANHÊDE: A grande dúvida que já percorre o governo Lula e a diplomacia brasileira é se Evo Morales é uma entidade autônoma ou se é uma subentidade a serviço de Hugo Chávez, o maior ídolo da esquerda latino-americana depois de Fidel Castro. Chávez é daquele tipo que late, mas não morde. Acusa o presidente George Bush até de "ladrão" e vive às turras com os embaixadores americanos em Caracas, mas não quebrou um só contratinho com os EUA, o melhor mercado venezuelano. Ele pode, muito bem, estar botando Morales para morder no seu lugar. E -o que é pior- morder o Brasil e os interesses brasileiros na Bolívia numa área sensível: petróleo e gás. É essa a fonte de poder (e de coragem) de Chávez, com sua PDVSA (a Petrobras venezuelana) (pág. 1).

- Em documento encaminhado à Justiça para contestar o pagamento de cerca de R$ 110 milhões cobrados pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, o PT aponta irregularidades nos supostos empréstimos bancários considerados até aqui pelo partido como a origem do dinheiro do caixa dois petista. Ao longo de 13 páginas da contestação à cobrança, os advogados do PT questionam a versão apresentada em conjunto por Marcos Valério e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares ao afirmar que os supostos empréstimos foram concedidos "ao arrepio das mais comezinhas regras bancárias" -como, aliás, já haviam concluído as investigações da CPI dos Correios e do Ministério Público (pág. 1).

- O mais heterodoxo cientista político teria dificuldade de extrair sentido da nova estratégia do ex-governador do Rio Anthony Garotinho: a greve de fome. Político com projeção nacional, ele tem amplo acesso aos meios de comunicação e mantém há anos um programa de rádio com vasta audiência. Pode defender-se com plenitude das acusações que o vêm cercando. É difícil acreditar nas alegações do político para a greve decretada na segunda-feira. A atitude extrema decerto não é a melhor forma de responder às reportagens apontando irregularidades no financiamento de sua pré-campanha presidencial. Tampouco deixar de comer será eficaz se a intenção do ex-governador fluminense é a de convencer os veículos de imprensa a deixarem de investigar como se dá o custeio dos principais pretendentes ao Planalto nessa fase preliminar da disputa. Trata-se de um assunto de alto interesse público, ao qual os desmandos recentes na política federal acrescentaram apelo (pág. 1).

- O Tribunal Regional Federal condenou o ex-senador Luiz Estevão de Oliveira, os empresários Fábio Monteiro de Barros e José Eduardo Corrêa Teixeira Ferraz, sócios da construtora Incal, e o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto a um total de 115 anos de prisão, e mais de R$ 5 milhões em multas, pelo desvio de R$ 169,5 milhões na construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. Por unanimidade, eles foram condenados pelos crimes de peculato (desvio), estelionato qualificado, corrupção, formação de quadrilha e uso de documentos falsos. Contra a decisão de ontem, os réus poderão oferecer recursos no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. Em julgamento de mais de dez horas, o tribunal reformou sentença do juiz federal Casem Mazloum, afastado do cargo na Operação Anaconda, que, em 2003, condenara apenas o ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho e absolvera os outros réus (pág. 1).

- A Volkswagen do Brasil pretende demitir trabalhadores, cortar benefícios dos empregados e reduzir os custos das fábricas como parte de um amplo projeto de reestruturação da empresa no mundo e no país. Líder em exportações no mercado automotivo, a montadora, que emprega hoje cerca de 21 mil brasileiros em cinco unidades no país, é a quinta maior exportadora do Brasil. A companhia não estima o total de funcionários que deve dispensar e nega que tenha discutido esse número com representantes dos trabalhadores. Mas informa que quer implementar medidas para reduzir em 25% os custos com a mão-de-obra na produção de novos modelos da marca VW. Em assembléia, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT) informou que a montadora quer demitir 5.773 trabalhadores das unidades de São Bernardo do Campo, Taubaté e São José dos Pinhais (Paraná) até 2008 (pág. 1).

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Petrobrás recusa aumento e suspende planos na Bolívia

- Enquanto o presidente lula não vê crise com a Bolívia, a Petrobras endureceu o discurso e, dois dias depois de ter nacionalizada a exploração de reservas de gás natural, anunciou a suspensão de qualquer novo investimento naquele país. A empresa desistiu até dos investimentos que faria na ampliação do Gasoduto Brasil-Bolívia, que elevaria pelo menos 50% a capacidade de transporte, de 30 milhões de metros cúbicos por dia.

O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, afirmou ainda que não serão aceitos aumentos de preço do gás importado. "Ainda não fomos informados oficialmente sobre essa possibilidade (reajuste), mas, se isso acontecer, vamos recorrer à arbitragem internacional." Ele descartou também o risco de um apagão. "A Bolívia quer e precisa manter o fornecimento de gás ao Brasil", disse. Para o presidente Lula, "a situação está muito mais tranqüila do que parece" e está sendo dada "uma dimensão ao problema muito maior do que realmente é". (pág. 1, B1 a B12)

- O presidente Lula vai tentar uma saída para a crise em reunião hoje com o presidente boliviano Evo Morales, em Puerto Iguazú, Argentina. Participam ainda o argentino Nestor Kirchner e o venezuelano Hugo Chávez. (pág. 1 e B4)

- O ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz Rada, definiu a contabilidade das empresas estrangeiras no país como uma "caixa-preta". A Petrobras, disse ele, paga um "preço miserável" pelo gás. (pág. 1 e B7)

- A capitulação do Planalto - Nenhum outro país que queira ser respeitado na cena global deixaria de enfatizar que a soberania das nações com às quais se relaciona termina onde começam as obrigações assumidas. (pág. 1 e A3)

- A indústria paulista reagiu imediatamente à crise do gás. Assim como fez a Petrobras, os industriais congelaram os investimentos previstos, tanto para a montagem de novos empreendimentos quanto para a conversão de instalações industriais para gás natural. Saturnino Sérgio da Silva, da Fiesp, diz que passou a haver uma crise de confiança. (pág. 1 e B12)

- Caiu de 18 para 9 pontos porcentuais a vantagem do pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), sobre o presidente Lula, no estado de São Paulo. Pesquisa do Ibope mostra que Alckmin recuou 4 pontos em relação à rodada divulgada em 6 de abril, para 42%, e Lula cresceu 5 pontos, chegando a 33%. Para o governo do estado, José Serra (PSDB) venceria no primeiro turno em qualquer das situações. (pág. 1 e A12)

- A Volkswagen do Brasil deve demitir 5.773 trabalhadores até 2008 em suas três fábricas que produzem automóveis - uma redução de 27% no quadro de funcionários. A previsão é de que 3 mil demissões ocorram ainda este ano, a maior parte na fábrica Anchieta, no ABC paulista. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A empresa confirma a reestruturação, mas não divulga números. (pág. 1 e B18)

- Uma semana após ter tomado posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Ellen Gracie Northfleet deverá assumir hoje interinamente a Presidência da República. Será a primeira mulher a ocupar o posto no Brasil. A ministra substitui o presidente Lula na ausência do vice e dos presidentes da Câmara e do Senado. "É um marco de igualdade, de igualdade de gênero", disse Ellen Gracie. (pág. 1 e A7)

O GLOBO

- Petrobras rejeita alta de gás e pára investimentos na Bolívia

- A Petrobras disse ontem que não vai aceitar aumento de preços do gás natural importado da Bolívia e poderá recorrer à Justiça internacional. Responsável por quase 20% do PIB boliviano, a estatal brasileira suspendeu todos os planos de investimentos no país, incluindo o aumento das importações de gás, devido à estatização das reservas de petróleo e gás decretada pela Bolívia no dia 1° de maio. Em entrevista ao jornal argentino "Clarín", o ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz Rada, avisou: "Se a empresa não aceitar (as condições atuais), será confiscada." Hugo Chávez e Evo Morales juntaram forças para a reunião de hoje com Lula, relatam as enviadas a Puerto Iguazú Eliane Oliveira e Janaína Figueiredo. (pág. 1, 27 a 30)

- Em meio à euforia provocada pela estatização das reservas de petróleo e gás, o neurocirurgião Germán Antelo, líder do principal grupo de oposição a Evo Morales, critica a medida e teme a perda de investimentos brasileiros, informa o enviado especial Chico Otavio. Sediado em Santa Cruz de la Sierra, hoje com potencial econômico maior do que La Paz, Antelo defende mais negócios com o Brasil e receia que a animosidade entre as etnias em seu país termine em confronto. (pág. 1 e 30)

- Num mesmo dia, a Câmara absolveu Josias Gomes (PT-BA) no plenário e Vadão Gomes (PP-SP) no Conselho de Ética, ambos acusados de envolvimento com o valerioduto. Josias foi o décimo mensaleiro absolvido. (pág. 1 e 10)

- Os erros do Itamaraty e o tom moderado da nota em reação aos atos de Evo Morales estão levando embaixadores aposentados a deixar de lado sua habitual discrição: "Nunca fomos assim, com esta falta de firmeza, estas confusões ideológicas", disse Rubens Ricupero a Míriam Leitão. (pág. 1 e 28)

- O Fundo Estadual de Combate à Pobreza repassou R$ 148 milhões à Fundação Escola de Serviço Público, que contratou ONGs sem licitação. A greve de fome de Anthony Garotinho foi criticada pelo presidente da Associação Nacional dos Jornais, Nelson Sirotsky. O ministro Tarso Genro ofereceu ao PMDB a vaga de vice na chapa do presidente Lula. (pág. 1, 3 a 8)

- Volks culpa câmbio e prepara demissões no Brasil. (pág. 1 e 31)

CORREIO BRAZILIENSE

- Petrobras dá o troco à Bolívia

- Um dia depois de o governo brasileiro reagir timidamente à decisão da Bolívia de destacar tropas do exército para ocupar instalações de refinarias brasileiras naquele país, a Petrobras partiu para o contra-ataque. A estatal reafirmou que o fornecimento de gás ao Brasil, conforme contratos já firmados, será mantido. Avisou que não aceitará aumento no preço do produto. E informou que recorrerá a tribunal internacional e á própria legislação boliviana para garantir direitos. Para completar, reforçou a ofensiva com o anúncio de que não fará novos investimentos no país vizinho. (pág. 1, 21 a 24)

* Encontro entre Chávez e Morales, em La Paz, reforça desconfiança de analistas de que os dois estão se distanciando do Brasil. E teriam unificado discurso para negociação com Lula em Foz do Iguaçu.

* O presidente brasileiro chega hoje para a reunião fortalecido por ofensiva da Petrobras. A estatal anunciou corte de investimentos na Bolívia. E avisou que não aceitará aumento no preço do gás. (pág. 1)

- O presidente Lula designou o ministro Tarso Genro para uma missão arrojada: oferecer a vaga de vice, em sua chapa de candidato à reeleição, à ala do PMDB eu faz oposição ao governo. Tarso levou a proposta ao deputado Michel Temer (PMDB-SP), que reabriu as negociações com o Palácio do Planalto. Pesquisa de intenção de voto mostra que caiu à metade a diferença de Alckmin sobre Lula no estado de São Paulo. (pág. 1, 2 e 3)

- Volks ameaça fechar fábrica e demitir 5,4 mil funcionários. (pág. 1 e 25)

- Mais um impune - Câmara absolve petista acusado de receber R$ 100 mil de Marcos Valério. (pág. 1 e 7)

- No último dia para retirar o título ou transferir o domicílio eleitoral, os postos de atendimento do TER ficaram ainda mais congestionados. Em Ceilândia, às 21h30, 530 aguardavam a vez para se habilitar ao voto. (pág. 1 e 13)

- Estevão condenado - TRF decreta 31 anos de prisão ao ex-senador pelo escândalo do TRT paulista. Luiz Nicolau teve pena aumentada. (pág. 1 e 11)

- Arte proibida - Após a reação de grupos católicos, CCBB cancela exposição Erótica - Os sentidos da arte em Brasília. (pág. 1 e 3)

ZERO HORA

- Lula muda de tom com a Bolívia - "Não pode uma nação impor sua soberania às outras"

- Em suas primeiras declarações públicas a respeito da crise com a Bolívia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ratificou ontem o discurso de respeito à soberania do país vizinho, mas afirmou que uma nação não pode impor sua soberania à outra. (pág. 4 a 10)

- Um compromisso com a liberdade de expressão foi firmado ontem pelo governo brasileiro. Oito meses antes do final de seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Declaração de Chapultepec, um documento que sustenta o livre direito à informação e condena retaliações a jornalistas. (pág. 12)

- Pequenos agricultores fizeram protestos em quatro municípios do Estado ontem, para pedir desconto de até 70% nas dívidas de custeio da safra 2005/2006. Milho, soja e leite foram jogados em frente a agências do Banco do Brasil e do Banrisul, como pagamento simbólico dos débitos do setor. (pág. 30)

- Numa operação simultânea às 15h30min de ontem, a Polícia Federal (PF) fechou as portas de nove casas de bingos e lacrou 500 máquinas caça-níqueis em Porto Alegre. Realizada com o Ministério Público Federal e a Advocacia-Geral da União, a ação, chamada de Operação Víspora, mobilizou 40 viaturas, 105 policiais federais e 27 oficiais de Justiça. (pág. 51)

MANCHETES

VALOR ECONÔMICO (SP)
- Lula encontra Morales e tenta conter preço do gás

GAZETA MERCANTIL (SP)
- Petrobras refuta aumento no gás e confirma corte

JORNAL DO COMMERCIO (PE)
- Lei seca é aprovada

02/01/2007

JORNAL DO BRASIL

- Lula e Cabral declaram guerra contra o crime


- Afinados, o presidente Lula e o governador Sérgio Cabral anunciaram que vão dar um basta aos ataques de traficantes que deixaram o carioca sob o domínio do medo. Lula qualificou os atos de terrorismo, Cabral, no mesmo tom, disse: "Esses facínoras terão respostas". O presidente e o governador já acertaram a vinda da Força de Segurança Nacional ainda este mês e a criação de uma legislação para punir com maior rigor atos extremos de violência. (págs. 1, A2 e A7)


- Os atrasos de vôos podem piorar. As vendas de jatos e helicópteros particulares dobraram em 2006 e vão sobrecarregar ainda mais os órgãos reguladores. (pág. 1 e Economia, pág. A27)


- Bala perdida - Um morto e 4 feridos na noite do Ano Novo no Rio. (págs. 1, Cidades, A12)


- Uma alteração do código genético do gado pode impedir os animais de desenvolverem o mal da vaca louca, doença fatal que, só no ano passado, fez 200 vítimas. (pág. 1 e Saúde, Ciência & Vida, pág. A20)



FOLHA DE SÃO PAULO

- Lula promete acelerar o crescimento


- Ao ser empossado ontem para o seu segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 61, anunciou a substituição do verbo "mudar", tônica de seu discurso em 2003, por outras três conjugações: "Acelerar, crescer e incluir". O petista, 39º presidente da República, reeleito com 60,83% dos votos válidos (58.295.042 de votos), afirmou que não foi escolhido para "ouvir a velha ladainha conformista".


Em discurso de 37 minutos no Congresso, Lula anunciou que adotará nos próximos quatro anos o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). Evitou comprometer-se com a meta de crescimento de 5% do PIB e não antecipou detalhes do pacote que anunciará ao final do mês para destravar a economia. Lula disse que sua vitória demonstra que "o povo optou um lado". Defendeu o Bolsa Família, afirmando que "nunca foi política compensatória, e sim criadora de direitos".


Em comparação a 2003, a posse foi esvaziada. No primeiro mandato, 150 mil assistiram ao evento. Ontem, a estimativa foi de 10 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. Ao falar à população, Lula classificou de "terrorismo" a onda de violência no Rio de Janeiro e pediu a "mão forte do Estado" para combatê-lo. (pág. 1)


- Após conversar rapidamente com o presidente Lula, o novo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), anunciou ontem que espera o envio da Força Nacional de Segurança para o Estado imediatamente para combater a onda de violência que resultou em 19 mortos na semana passada -que Lula chamou de "terrorismo" em seu discurso de posse. (pág. 1)


- Serra (PSDB) critica estagnação econômica e pede volta da ética na política. (pág. 1)


- Aécio (PSDB) que melhor divisão de recursos e autonomia administrativa para Estados. (pág. 1)


- Roberto Requião (PMDB) elogia Chávez e promete "governo de esquerda". (pág. 1)


- Jaques Wagner (PT) ataca PFL e diz que Nordeste não é "fardo" para o Brasil. (pág. 1)


- Yeda (PSDB) prevê um "início difícil" por causa da crise financeira do Estado. (pág. 1)


- A agropecuária brasileira é vítima da própria eficiência. O setor paga caro pelo excesso de dólares que traz ao país. Nos últimos dez anos -de 1997 a 2006-, a receita líquida da balança comercial do agronegócio soma US$ 239 bilhões. Se por um lado o agronegócio salva as contas nacionais, por outro derruba a cotação do dólar, um dos fatores de perda de renda para os produtores. (pág. 1)


O ESTADO DE SÃO PAULO

- Lula promete acelerar crescimento


- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu contem seu segundo mandato com um discurso ao Congresso em que prometeu "destravar o Brasil" para o crescimento econômico. Também prometeu maior distribuição de renda: "Os efeitos das mudanças têm que ser sentidos rápida e amplamente". Ele batizou de Programa de Aceleração do Crescimento as medidas econômicas que pretende anunciar este mês. Garantiu que não abrirá mão, "em hipótese alguma", de responsabilidade fiscal e se comprometeu com a redução dos juros. Em nenhum momento, porém, Lula detalhou como conciliará todas essas metas. Também anunciou que pretende unificar a legislação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias (ICMS) - item que impediu a reforma tributária em seu primeiro mandato e também no governo Fernando Henrique Cardoso. Garantiu ainda que não haverá apagão elétrico nos próximos dez anos. (págs. 1, A4 a A9)


- Frases - Lula - "O Brasil não pode continuar como uma fera presa numa rede de aço invisível, debatendo-se, exaurindo-se, sem enxergar a teia que o aprisiona" - "Nosso governo nunca foi e nem é populista. Este governo foi, é e será popular" - O Brasil ainda precisa avançar em padrões éticos" (pág. 1)


- Falando no Palácio do Planalto, o presidente Lula prometeu usar "mão forte" contra o "terrorismo" ao se referir aos ataques criminosos que mataram 19 pessoas no Rio, na semana passada. "Essa barbaridade não pode ser tratada como crime comum. Isso é terrorismo e precisa ser combatido com a política forte e com a mão forte do Estado brasileiro". O presidente, pela primeira vez, mostrou muita indignação contra as ações do crime organizado. O presidente disse, ainda, que pretende discutir com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, uma forma enérgica de enfrentar o problema da segurança no País. No Rio, Sérgio Cabral pediu que Lula antecipe a presença da Força nacional de Segurança em seu Estado. (págs. 1 e C1)


- Dora Kramer - Soou desproporcional a reação de Lula aos ataques no Rio. No caso do PCC em São Paulo, governado pela oposição, ele foi mais ameno com o crime. (págs 1 e A6)


- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou ontem que os números preliminares mostram que a economia do setor público (governo federal, estados e municípios) foi maior que os 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) estabelecidos como meta para o ano passado. Até novembro, o superávit somava R$ 96,6 bilhões, ou seja 5,09% do PIB. O resultado oficial sai hoje. (págs. 1 e B1)


- A política do cofre aberto - Inicia-se o segundo mandato do presidente com tudo preparado para uma gastança maior. As despesas crescerão, mas sem a mínima garantia de um desempenho econômico melhor. (págs. 1 e A3)


- Em um discurso repleto de recados e críticas ao presidente Lula, o novo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), assumiu ontem e afirma que o País passa por uma crise de valores, moral e política. "Ser ético significa evitar o loteamento de cargos, que traz a ineficiência e estimula a corrupção", disse na cerimônia de posse, na Assembléia Legislativa. Mais tarde, na transmissão do cargo, acusou de "fragilidade" a política econômica do governo federal e a rotulou como "hostil à produção e aos investimentos". Serra disse que quer ter "as melhores relações institucionais possíveis" com o governo federal. Mas completou: "Como é evidente, à oposição cabe se opor". (págs. 1, A12 e A13)


- Frase - José Serra - Governador, "Não fizemos loteamento político no primeiro escalão" (pág. 1)


- Minas Gerais - Aécio Neves (PSDB) tomou posse cobrando a desconcentração dos recursos nas mãos da União. (págs. 1 e A15)


- Rio Grande do Sul - Yeda Crusius (PSDB) assumiu o governo reiterando a intenção de eliminar o déficit fiscal de R$ 2,3 bi. (págs. 1 e A15)


- Ceará - Primeiro ato de Cid Gomes (PSB) foi suspender todos os contratos, que somam R$ 1,3 bilhão. (págs. 1 e A14)


- Bahia - Jaques Wagner (PT) usou o discurso de posse para fustigar ACM: "A Bahia é livre, a Bahia não tem dono." (págs. 1 e a14)


- Educação - MEC escolherá 18 candidatos. O salário de US$ 1.100, com emprego por 1 ano. (págs. 1 e A19)


O GLOBO

- Lula diz que Rio vive terrorismo e Cabral pede ajuda de força federal


- Ao tomar posse para o segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu ontem formalmente, pela primeira vez, o compromisso de combater a violência no Rio de Janeiro, que chamou de "terrorismo". "Essa barbaridade que aconteceu no Rio de Janeiro não pode ser tratada como crime comum. Isso é terrorismo e tem que ser combatido com uma política forte e com a mão forte do Estado brasileiro", disse Lula. O discurso, feito no parlatório do Palácio do Planalto, marca uma nova posição dos governos federal e estadual em relação à criminalidade: o governador do Rio, Sérgio Cabral, também abandonou a postura do casal Garotinho e após ser empossado afirmou que vai pedir a ajuda da Força Nacional de Segurança, que conta com até 7 mil homens, para enfrentar o tráfico. Cabral classificou de facínoras os bandidos responsáveis pela onde de terror e pediu um minuto de silêncio para as 19 vítimas.


A festa popular na posse de Lula em Brasília foi fria, com a presença de cerca de 10 mil pessoas. Ao discursar no Congresso, Lula prometeu crescimento vigoroso, dizendo que os verbos "acelerar, crescer e incluir vão reger o Brasil nos próximos quatro anos". (págs 1, 3, 12 e 18)


- O conjunto de medidas para destravar a economia agora foi rebatizado de Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e será divulgado entre os dias 15 e 22 deste mês, afirmou ontem o ministro Guido Mantega. Depois de o presidente Lula ter dito que aposta num crescimento da economia de 5% em 2007, Mantega agora diz que uma taxa acima de 4% "é possível". Mais uma vez, o ano de 2006 fechou com superávit fiscal acima da meta de 4,25% do PIB. (págs. 1 e 25)


- Diante da situação de descontrole herdada do governo Rosinha Garotinho, o primeiro ato do novo governador Sérgio Cabral foi decretar estado de emergência na área da saúde. Com isso, o novo secretário de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, poderá comprar, sem licitação, remédios, insumos e suprimentos, além de contratar profissionais temporariamente. Para enfrentar a superlotação dos hospitais, Côrtes terá uma central de regulação de leitos e quer os postos de saúde 24 horas por dia. No primeiro dia de trabalho, Cabral assinou ontem 15 decretos, 13 dos quais com o objetivo de reduzir despesas. O Corpo de Bombeiros vai coordenar todo o atendimento pré-hospitalar de emergência do estado. (págs. 1 e 18 a 21)


- O tucano José Serra tomou posse com um duro discurso de crítica ao baixo crescimento econômico do governo Lula e "às ambições modestas", também intelectuais, para romper isso. "A política da pasmaceira tem consagrado a mais perversa tendência: a semi-estagnação." Serra atacou ainda o fisiologismo e o compadrio e disse que o Brasil vive um período de crise de calores. Em Minas, Aécio Neves pediu crescimento econômico e eficiência administrativa. (págs 1, 15 e 16)


- Ancelmo Góis - O vermelho predominou nas gravatas de quem tomou posse ontem, em Brasília e nos estados. (págs 1, 20 e 21)


- Merval Pereira - O discurso de posse do presidente Lula foi uma grata surpresa: renova o mandato e as esperanças. (págs. 1 e 4)


- Tereza Cruvinel - A posse de Lula foi o início de um novo mandato de um governo que ainda não mostrou sua cara. (págs. 1 e 2)


- Os discursos de posse de Lula, Sérgio Cabral, Serra, Aécio e Jaques Wagner. (págs 1, 12, 15 a 17 e 19)


- País chega à marca dos 100 milhões de telefones celulares (págs. 1 e 27).


GAZETA MERCANTIL

Crescer e investir são desafios de Lula II


- O discurso de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recheado de promessas para destravar a economia. Lula, no Congresso, anunciou a criação do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, insistiu na necessidade de diminuir os juros e disse que, em breve, levará para discussão no Congresso política tributária única para os estados com a criação do Imposto de Valor Agregado (IVA).


O secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que o plano de investimentos prometidos para janeiro e o aumento dos recursos para o Projeto Piloto de Investimentos (PPI) devem fazer a economia crescer 4,5% em 2007.


Disposto a não abrir mão da responsabilidade fiscal, Lula insistiu na necessidade de combinar investimentos público e privado e na expansão do crédito. "Nossa meta é criar condições para que, até 2010, chegue a 50% do PIB, especialmente para o investimento, infra-estrutura, agricultura, habitação e consumo." (págs. 1, A-6, A-7 e A-8).


- Serra já pensa no Planalto. (pág. 1 e A-8)


- Aécio prioriza agenda nacional. (pág. 1 e A-8)


- Cabral pede ajuda contra crime. (pág. 1 e A-5)


- O novo ministro da Agricultura receberá como missão implantar uma política agrícola reformulada. As novas diretrizes, nas mãos do atual titular da pasta, terão de ser praticadas pelo sucessor. O governo prevê deixar de socorrer os agricultores e passar a investir em problemas estruturais do setor. "Vamos propor ações que garantam renda ao campo", diz o secretário de Política Agrícola, Edílson Guimarães.


Segundo ele, as principais medidas são o incentivo ao uso dos títulos agrícolas e aos mecanismos de proteção de preço, com a desoneração destes papéis. Outra ação é aumentar o subsídio ao seguro rural - para este ano serão R$ 100 milhões ante os R$ 37 milhões em 2006. O documento propõe também investir em infra-estrutura. A intenção é minimizar os programas de apoio à comercialização e dar mais atenção aos problemas que elevam os custos de produção. (pág. 1 e B-12)


- Depois de quatro anos consecutivos de queda frente ao real, o dólar deve entrar em um período de estabilidade em 2007. O fluxo de moeda para o País - devido aos juros ainda altos e às exportações - continuará pressionando a cotação para baixo. A diferença é que, com os preços já muito baixos (fechou 2006 em queda de 8,66%), a tendência é que o dólar tenha menos força para cair. (pág. 1 e B-1)


- Mesmo com o retorno do réveillon menos tumultuado - relatório

parcial da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicou que até o início da tarde de ontem dez vôos atrasaram mais de uma hora e 21 foram cancelados -, os problemas nos aeroportos tendem a continuar atormentando os passageiros. Além do salto de crescimento de aviação comercial, as vendas de jatos executivos e helicópteros particulares dobraram em 2006, segundo estimativa de empresas do setor. A Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) alerta que as encomendas de aeronaves realizadas nos últimos dois anos, período de recuperação, serão entregues de 2007 a 2008, sobrecarregando ainda mais a estrutura dos órgãos reguladores.


A expectativa do setor é que as vendas da aviação executiva cheguem a US$ 600 milhões em 2006. Dólar mais barato e internacionalização das empresas brasileiras explicam em parte a explosão das vendas. (pág. 1 e A-5)


- O governo vai se empenhar, neste in´cio de ano, para aprovar dois projetos de lei que mudam o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC). O objetivo é tornar o sistema mais seletivo na análise de fusões e aquisições e mais rigoroso no combate aos cartéis. (pág. 1 e A-9)


- Everaldo Maciel - É hora de aprovar a lei complementar para reordenar todo o processo orçamentário. (pág. 1 e A-3)


- Maior movimento da indústria para repor estoques e o aumento das encomendas do comércio puxaram o desempenho do setor de transporte de cargas, que viveu um mês atípico em dezembro, com crescimento de 15% a 20% nos negócios. A expectativa é que a demanda se mantenha aquecida em 2007. (pág. 1 e C-2)


- Depois de dois anos de estagnação, as reservas brasileiras de petróleo e gás cresceram 15% em 2006. Nas últimas semanas do ano, a ANP recebeu dezenas de declarações de comercialidade de áreas de exploração - somente a Petrobrás informou que vai desenvolver 19 novos campos no país. (pág. 1 e C-2)


- A Ideal Invest aposta no crédito educativo em 2007. A empresas, especializada em soluções financeiras para o setor, está ampliando o único programa de crédito educativo privada do País, com o objetivo de atingir um grupo de estudantes diferentes do beneficiado pelo Fies, do governo, embora os dois modelos sejam semelhantes. (pág. 1)


CORREIO BRAZILIENSE

- Governo para os pobres


- A quebra do protocolo parece ter sido feita sob encomenda para encerrar a cerimônia de posse. Depois de agradecer aos pobres e prometer governar para eles, Lula e a primeira-dama, dona Marisa Letícia, desceram do Parlatório, no Palácio do Planalto, e cumprimentaram militantes e simpatizantes, que, apesar da chuva, foram à Esplanada dos Ministérios. Nos dois discursos que fez, Lula atacou as elites e prometeu crescimento com distribuição de renda. No momento mais contundente de seu pronunciamento à população, o presidente classificou como terrorismo os ataques do Rio e prometeu "mão forte" do Estado na questão da segurança pública. (pág. 1 e Tema do Dia, págs.2 A 12)


- Luiz Inácio da Silva - "Posso olhar nos olhos de cada um dos brasileiros e brasileiras e dizer que mantive, mantenho e manterei meu compromisso de cuidar, primeiro, dos que mais precisam (...). Nosso governo nunca foi, nem é populista, este governo foi, é e será popular." (pág. 1)


- Foram três discursos, que duraram ao todo 45 minutos. Na Câmara Legislativa, o governador José Roberto Arruda assinou o livro de posse e cobrou compromisso ético dos parlamentares. No Palácio do Buriti, já empossado, recebeu a faixa de Maria de Lurdes Abadia, e defendeu a educação como principal objetivo de seu mandato. Por último, apesar de a chuva ter frustrado a festa popular, o governador subiu ao palco montado na Praça do Buriti, empossou secretários e dirigiu-se a um público de 5 mil pessoas formado por eleitores e colaboradores de campanha: "Estou prestando contas com a minha história", disse. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. 16 A 19)


- José Roberto Arruda - "A política pública mais eficaz é a que coloca a educação em primeiro lugar. Por isso, no nosso governo a educação de qualidade será o centro das atenções." (pág. 1)


VALOR ECONÔMICO

- Foco de Lula é distribuição da renda


- O presidente Lula que tomou posse ontem para o segundo mandato é bem diferente daquele que assumiu em janeiro de 2003. O primeiro iniciou o governo em meio a grave crise econômica que o tornou refém de uma política econômica herdada de seu antecessor e com a qual nunca havia concordado. O novo Lula não é refém de ninguém, não tem ministros intocáveis e já decidiu que a prioridade de seu segundo mandato será a distribuição de renda e não propriamente a aceleração do crescimento da economia.


Por causa dessa opção, o presidente parou de falar em crescimento de 5% ao ano, meta que ele não mencionou ontem em nenhum de seus discursos. Apenas anunciou que vai lançar um pacote de medidas que denominou de Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em contrapartida, assumiu o compromisso de tornar a política social "estrutural" e "peça chave do desenvolvimento". No parlatório do Palácio do Planalto, em discurso aos populares - um público estimado em 10 mil pessoas, ante as 150 mil de 2003 - Lula foi além: "Não se enganem, mesmo sendo presidente de todos, eu cuidarei primeiro dos mais necessitados".


O presidente prometeu expandir o crédito para 50% do PIB até 2010 e aumentar dez vezes o investimento nas áreas carentes de educação, destinando 60% desses recursos à melhoria de salários e formação de professores - as únicas metas quantitativas de seu discurso no Congresso. Em breve menção à corrupção, disse que o país "precisa avançar" em padrões éticos. (págs. 1 e A2 a A8)


- Só depois do dia 15, quando volta de férias, o presidente Lula anunciará seu Programa de Aceleração do crescimento (PAC), inspirado no plano de metas de JK, e a constituição da nova equipe de ministros par ao segundo mandato.


- Na área econômica, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, deve ser o próximo a pedir demissão, seguindo o exemplo de Carlos Kawall, até então secretário do Tesouro Nacional. Ontem, no discurso de posse no Congresso, Lula sublinhou os verbos que vão marcar seu governo: "Acelerar, crescer e incluir vão reger o Brasil nesses próximos quatro anos".


- Embora Lula tenha garantido que governará com responsabilidade fiscal, uma questão ainda não está clara. O PAC deverá incorporar projetos pilotos de investimentos (PPIs) drigidos à infra-estrutura, podendo chegar a até 0,5% do PIB a partir deste ano. A intenção do governo é abater os gastos com os PPIs do superávit primário, cuja meta é de 4,25% do PIB. A intensidade do programa fiscal a partir de agora, portanto, é uma questão que divide a equipe econômica. Há os que advogam que, a despeito dos investimentos em infra-estrutura, o governo se mantenha firme na meta de 4,25% e há os que alegam que já é possível reduzir esse esforço. Kawall e Appy eram vistos, desde a demissão de Palocci, como os fiadores da responsabilidade fiscal. (págs. 1 e A5)


- Novos governos estaduais anunciaram ontem medidas para reduzir gastos e redimensionar dívidas. O ex-secretário do Tesouro, Joaquim Levy, iniciou um "choque de gestão" no Rio com 11 decretos para a contenção de despesas com celulares e viagens, a proposta de corte de 30% dos cargos comissionados e uma auditoria na folha de pagamento, que é a maior despesa do estado, de R$ 14 bilhões anuais. A Comissão de Programação Orçamentária e Financeira, criada agora, vai analisar todas as ações que tenham impacto fiscal e estabelecer uma política orçamentária.


O primeiro ato do novo governador do Ceará, Cid Ferreira Gomes (PSB), foi suspender até o dia 30 de janeiro todos os contratos, convênios e licitações do Estado para fazer uma auditoria nas contas estaduais.


José Serra (PSDB) assumiu o comando do Estado de São Paulo delineando uma plataforma para a oposição ao governo federal. Ao receber o cargo, criticou a política econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serra disse que não existe espaço no presente para o "poderoso Estado Nacional Desenvolvimentista do passado", mas que isto não significa que ele deva ser substituído pelo "Estado da pasmaceira". Para ele, o baixo crescimento da economia decorre da "fragilidade da política macroeconômica, hostil à produção e aos investimentos". (págs. 1, A9 a A14)


- Precisão no controle da aftosa - A pedido do Ministério da Agricultura e do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa, as indústrias veterinárias desenvolvem versão purificada da vacina contra aftosa, para evitar falsos resultados positivos em testes. (págs. 1 e B7)


- Dívida agrícolas - Na sexta-feira, os ruralistas consegui rolar R$ 500 milhões dívidas renegociadas de 2005/06. O vencimento, adiado em quatro meses, beneficiou cem mil produtores. (págs. 1 e B8)


OUTROS JORNAIS


JORNAL DO COMMERCIO (PE)


- Eduardo propõe diálogo


- Ao tomar posse o governador Eduardo Campos pediu união da sociedade pelo desenvolvimento. Seu mote é "paz, amor e trabalho". (pág. 1)


- Lula promete acelerar, crescer e incluir. (pág. 1)


- No discurso de posse do segundo mandato, presidente diz que vai desatar nós do País e lançar pacote para a economia, mas evita falar na meta de 5%. (págs. 1, 3 a 14)


- Novo governador do Rio vai pedir envio de forças federais. (págs. 1 e 19)

cia?


- Vinte e quatro horas depois dos 16 ataques de traficantes, que causaram a morte de 18 pessoas, a polícia do Rio, em vez de reforçar a presença ostensiva em toda a cidade, sumiu das ruas. Os postos fixos foram abandonados, para que os PMs não se tornassem alvos fáceis dos criminosos, mas também não se via mais policiais circulando de carro pela cidade. O comando da PM afirma que o policiamento foi reforçado. Admite, no entanto, que este trabalho é mais visível à noite. (pág. 1 e Cidade, págs. A9 a A13)


- A Anac proibiu o cancelamento de vôos pelas empresas aéreas e o ministro da Defesa, Waldir Pires, prometeu punições rigorosas às infratoras. Mesmo assim, ontem, 24 horas depois, 30 vôos foram cancelados - dez dos quais no Rio. (pág. 1 e País, pág. A3)


- Mais da metade dos R$ 385 milhões destinados à segurança no Pan segue à espera de liberação. O atraso no repasse da verba federal põe em risco a vigilância dos locais de competição e de pontos estratégicos como a Auto-Estrada Lagoa-Barra e a Linha Vermelha. (pág. 1 e Esportes, pág. A25)


- A governadora Rosinha Matheus anunciou ontem que deixará em caixa, para Sérgio Cabral, dinheiro suficiente para pagar os salários dos funcionários públicos em janeiro. Ela afirmou que entrega o Estado com as contas saneadas. (pág. 1 e País, pág. A4)


03/01/2007

JORNAL DO BRASIL

- Cabral pede a militares que controle 53 favelas


- Dividir o policiamento da cidade com as Forças Armadas é o que pretende o governador Sérgio Cabral ao defender que soldados das três armas saíam dos quartéis para ajudar a patrulhar locais próximos aos batalhões. Mapeamento feito pelo JB mostra que favelas perigosas são vizinhas dos quartéis do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Em Brasília, o presidente confirmou que pode mudar a lei para enfrentar o crime organizado nos Estados. (págs. 1, A8 e A9)


- Vandalismo - Tráfico ataca ônibus e DPS se protegem com barricada. (págs. 1, Cidade e A12)


- Calamidade - Governador: "Saúde é uma barbaridade de ruim". (págs. 1, Cidades e A13)


- Pós-dossiê - Berzoini volta à presidência do PT e desafia o governo. (págs. 1 e A2)


- Balança comercial é recorde no ano - O Brasil fechou 2006 com superávit de US$ 46 bi na balança comercial, o maior saldo positivo na história, apesar das queixas dos exportadores sobre a desvalorização do dólar. (págs. 1, economia, A25)


FOLHA DE SÃO PAULO

- Cabral quer Forças Armadas nas ruas


- O novo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), propôs ontem que tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica patrulhem o entorno de seus quartéis. A medida, diz, dará à população sensação maior de segurança, pois verá ruas e praças vigiadas por militares, e permitirá à polícia priorizar áreas críticas. Ontem à tarde, mais um ônibus foi incendiado, sem feridos. Cabral, 43, anunciou que já conversou com o comando das três Forças. Afirmou que pretende nesta semana voltar a se reunir com eles para definir de que forma Exército, Marinha e Aeronáutica poderão ajudá-lo a enfrentar a criminalidade. Ele definiu a ação como "um complemento" ao trabalho policial.

"Aeronáutica, Marinha e Exército podem dar colaboração estratégica nas áreas militares. Hoje o policiamento é feito basicamente em defesa do patrimônio das Forças. Pedirei em reunião com os comandantes policiamento pró-ativo", disse ele, para quem "o cidadão deseja isso, caminhar nas ruas com tranqüilidade". (pág. 1)


- O segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva começa com um saldo devedor recorde de R$ 17,1 bilhões em investimentos não pagos. São compromissos de gastos assumidos no ano eleitoral de 2006 e, numa parcela menor, em anos anteriores. Eles ameaçam uma das principais promessas feitas pelo presidente anteontem, no discurso de posse: ampliar os investimentos públicos. Em 2007, o governo terá de destinar para essas contas pendentes a maior parte do dinheiro dos impostos que poderia usar em investimentos. Se decidir pagá-los, logicamente. O valor da pendência - chamada de "restos a pagar" - representa 63% dos investimentos autorizados na lei orçamentária deste ano. (pág. 1)


- Sob protesto de setores à esquerda do partido, o deputado Ricardo Berzoini reassumiu ontem a presidência do PT admitindo a redução de seu mandato, que se encerra em outubro do ano que vem. Mas, como ele mesmo reconheceu que "é difícil" a antecipação das eleições internas, o gesto foi encarado como uma tentativa de neutralizar resistências à sua volta, garantindo governabilidade. (pág. 1)


- O novo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou ontem "desconfiar" da existência de funcionários "fantasmas", que ganham sem trabalhar, na folha de pagamento do Estado, que é comandado desde 1995 pelos tucanos. Por iniciativa de Serra, será publicado hoje no "'Diário Oficial' do Estado o decreto que torna obrigatório o recadastramento de todos os servidores. "Desconfia-se de que haja pagamentos indevidos, gratificações indevidas, e mesmo funcionários que não existem", disse o tucano em sua primeira entrevista no cargo à TV Globo. A iniciativa desagradou o grupo ligado ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que entende que a medida coloca em suspeição a administração tucana anterior. Alckmin negou ontem a existência de "fantasmas" na máquina do governo, mas não polemizou: disse que o recadastramento anunciado por Serra faz parte da "boa gestão". (pág. 1)


- Uma série de três explosões acidentais dentro do quartel do Gate (Grupo de Operações Táticas Especiais) da Polícia Militar, na zona norte de São Paulo, matou um sargento e feriu quatro PMs do batalhão, além de cinco pessoas que estavam nas proximidades. As causas do acidente ainda serão investigadas. (pág. 1)


O ESTADO DE SÃO PAULO

- Lula muda de idéia e veta corte de despesas


- O Diário Oficial da União que circulou ontem publicou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a oito dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2007. Um dos itens vetados é o redutor de despesas correntes, que o próprio governo havia proposto em abril. O texto vetado estabelecia que este ano os gastos fixos - relacionados com pessoal, benefícios previdenciários, educação e custeio da máquina pública, entre outras áreas - teriam de ser reduzidos em 0,1% do Produto Interno Bruto. O corte corresponderia a cerca de R$ 2,1 bilhões. O Ministério do Planejamento argumentou, para explicar a mudança de idéia, que a maior parcela dos gastos da União é composta por despesas de caráter obrigatório, que possuem regras de crescimento definidas por leis específicas. A intenção do governo é mudar a legislação para definir limites a algumas despesas correntes. Lula vetou também um dispositivo que pretendia disciplinar a concessão de recursos públicos para entidades privadas, como ONGs, exigindo atestados de funcionamento regular. O governo alegou que isso poderia interromper "importantes ações governamentais". (págs. 1 e B1)


- Lula e o cacique xucuru Marcos de Araújo: solenidade marcou a chegada do programa Luz para Todos a 5 milhões de pessoas. (págs. 1 e A5)


- O presidente Lula defendeu ontem mudanças na lei para evitar novos atos de violência praticados por facções do crime organizado, como PCC e CV. No Rio, o governador Sérgio Cabral apresentou uma mudança na escola de trabalho dos PMs que, segundo ele, triplicará o número de policiais nas ruas: eles passarão a trabalhar 8 horas todos os dias, em vez do regime 24 x 72 (24 horas de trabalho por 72 de descanso). (págs. 1 e C1)


- Meras promessas de ano-novo - O presidente Lula já violou uma promessa de ano-novo, ao vetar na Lei de Diretrizes Orçamentárias a cláusula que previa contenção de gastos correntes no Orçamento. (págs. 1 e A3)


- O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, reagiu ontem ao ataque do governador de São Paulo, José Serra, à estagnação econômica. "Ele esta´querendo se cacifar para enfrentar uma disputa com Aécio Neves." (págs. 1 e A4)


- Apesar da valorização do real, a balança comercial encerrou o ano com um superávit de US$ 46,077 bilhões, recorde na história do País, e US$ 2 bilhões acima das mais recentes previsões do governo. Mas as importações cresceram 24,2%, a um ritmo mais acelerado do que as exportações, que avançaram 16,2%. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior anunciou ontem a meta para as exportações em 2007: US$ 152 bilhões. Reforçadas pelas compras de dólares pelo Banco Central, as reservas internacionais também bateram recorde e fecharam o ano em US$ 85,8 bilhões. (págs. 1, B3 e B4)


- No primeiro pregão do ano, a Bovespa bateu novo recorde e superou a marca dos 45 mil pontos. A alta foi de 2,04%. O mercado reagiu bem aos resultados da balança comercial e seguiu a tendência das bolsas internacionais (págs. 1 e B3)


- Pesquisadores ingleses descobriram uma técnica de criar medicamentos a custos bem menores. O método consiste em mudar a estrutura química dos remédios atuais, transformando-os em novas formulações, livres das caríssimas patentes. (págs. 1 e A15)




O GLOBO

- Governo: policiamento nas vias expressas vai aumentar


- Enquanto o novo comandante-geral da PM, coronel Ubiratan Ângelo, anunciava que sua primeira medida seria reforçar o policiamento nas vias expressas, um bando assaltava motoristas no Elevado da Avenida Perimetral, ontem à tarde. Pela manhã, ao tomar posse, o novo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, também prometeu mais policiais nas vias expressas, mas só a partir de hoje. Segundo ele, a prioridade será evitar a ação de bandidos nas linhas Vermelha e Amarela, na Avenida Brasil e na Perimetral. As autoridades vão aumentar o efetivo da PM com o retorno de policiais emprestados. O governador Sérgio Cabral empossou também o novo chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro. (págs. 1, 12 a 15, editorial "Bom começo" e Flávia Oliveira, página 23)


- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá até propor mudanças da legislação para conseguir maior rigor no combate ao crime organizado no país. (págs. 1 e 13)


- O governador Sérgio Cabral sugere hoje em reunião com representantes das Forças Armadas que eles façam policiamento nas imediações dos quartéis. (págs. 1 e 13)


- Após tomar posse ontem como secretário estadual de ambiente, o deputado reeleito Carlos Minc anunciou que pretende empregar presos em regime semi-aberto ou ex-presidiários no trabalho de reflorestamento das margens do Rio Guandu. Ele disse que vai retomar o projeto de criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Guandu, que foi vetado pelo governo passado. (págs 1 e 16)


- Trechos de fábula de autoria desconhecida, chamada "A lição da borboleta". Estão no filial do discurso de posse do presidente Lula no Congresso - quando ele diz que não recebeu de Deus o que podia, mas o que precisava. (págs. 1 e 5)


- Um dia após a posse do presidente Lula, o deputado Ricardo Berzoini reassumiu a presidência do PT, da qual havia sido afastado durante a campanha por causa do escândalo da compra do dossiê contra tucanos. O retorno, celebrado em restaurante de Brasília, teve tom festivo e presença de ministros e do presidente da Câmara, Aldo Rebelo, mas as correntes de esquerda do PT não mandaram representantes. (págs. 1 e 3)


- O ex-presidente da República, José Sarney usou seu jornal no Maranhão para fazer ataques políticos e pessoais ao ex-governador José Reinaldo, que deixou anteontem o cargo. Sarney chamou Reinaldo, um ex-aliado, de Judas. (págs. 1 e 5)


- Após tomar posse ontem como secretário estadual de Ambiente, o deputado reeleito Carlos Minc anunciou que pretende empregar presos em regime semi-aberto ou ex-presidiários no trabalho de reflorestamento das margens do Rio Guandu. Ele disse que vai retomar o projeto de criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Guandu, que foi vetado pelo governo passado. (págs. 1 e 16)


GAZETA MERCANTIL

- China vai virar a balança com Brasil em 2007-01-03


- A balança comercial voltou a surpreender no ano passado, com um superávit de US$ 46,07 bilhões. A despeito do dólar valorizado, o recorde histórico é de 3,05% superior ao esperado pelo governo. O otimismo continua para 2007 - a projeção oficial para as exportações chega a US$ 152 bilhões, valor 10,5% superior aos 2006. Mas nem tudo são números positivos. Cálculos da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB) mostram que, mantido o atual ritmo de crescimento das exportações da China (50% em 2006), o Brasil deverá registrar, pela primeira vez, déficit comercial com o país asiático, montante que pode superar US$ 500 milhões. A locomotiva chinesa deverá atropelar a Argentina, hoje o segundo maior fornecedor de bens ao Brasil. Em 2006 o país vizinho vendeu US$8,1 bilhões ao Brasil, enquanto os

chineses, US$ 7,9 bilhões. (págs. 1 e A-5)


- O deputado Ricardo Berzoini reassumiu ontem a direção do PT e, ao mesmo tempo, enfatizou seu apoio a Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Câmara. O petista afrontou o presidente Lula, que apóia a recondução de Aldo Rebelo para o cargo. (págs. 1 e A-6)


- Um caso jurídico pode comprometer as contas públicas. Assim que voltar do recesso, o STF julgará o processo de beneficiários do INSS que pedem aumento da pensão por morte. Caso perca a disputa, o INSS terá um gasto adicional imediato de R$ 7,8 bilhões. (págs. 1 e A-10)


- Na primeira sessão do ano, Bovespa repetiu a rotina de bater recordes, com alta de 2,04%, para 45.382 pontos. As ações de emergentes deverão puxar os retornos mundiais em 2007. "Os mercados emergentes são um dos poucos promissores em termos de expansão de lucros neste ano", disse Alan Brown, do Schroders Plc. (págs. 1, B-2 e B-8)


- Rogério Mori - Parece faltar ao projeto econômico do governo criatividade e ousadia, em particular no campo fiscal. (págs. 1 e A-30)


- Penteado Mendonça - É paradoxal, mas o Brasil tem jeito. O brasileiro enjoou dos abusos e isso é bom sinal para o futuro. (págs. 1 e A-3)


- O ex-deputado do PMDB de Minas Aloísio Vasconcelos deixou a presidência da Eletrobras. Ele saiu alegando problemas pessoais, mas sabe-se que mantinha divergências com a diretoria da empresa. Valter Cardeal, diretor de engenharia, assume interinamente, enquanto governo e PMDB buscam outro nome. (pág. 1)


- A carne produzida no Pampa Gaúcho é a primeira em todo o continente americano a possuir um certificado de denominação geográfica. O produto ganhou selo de garantia de origem com bônus de 2% no preço, podendo aumentar conforme a demanda. (págs. 1 e B-12)


- Abastecer com álcool poderá mais uma vez deixar de ser

bom negócio a partir de fevereiro ou março deste ano, quando o preço do combustível poderá romper o limite competitivo de 70% do da gasolina. Segundo estimativas de especialistas desse mercado, as cotações do produto podem subir gradativamente até fevereiro ou março deste ano até que a oferta se estabilize com a chegada da safra nova no País. O mesmo ocorreu no ano passado,quando o produto chegou a registrar alta de 65%. Nas duas últimas semanas,que correspondem às duas primeiras

semanas da entressafra, os preços do álcool hidratado

subiram 10% nas usinas. A avaliação de especialistas é

que a frota de quase 2,5 milhões de carros com motor flex - mais que o dobro de 2005 - e a antecipação de compras pelas distribuidoras provocaram a disparada. (págs. 1 e B-12)


- As vendas de veículos atingiram 204,8 mil unidades em dezembro, recorde para o setor. Até então, o melhor mês para as montadoras era outubro de 1997, com 189

mil unidades. No ano, as vendas foram de 1,928 milhão de veículos - 12,4% maiores que em 2005. (págs. 1 e C-3)


- A Usiminas se prepara para reduzir a sua dependência externa de energia elétrica. A siderúrgica, que compra o insumo da mineira Cemig, de quem é cliente cativo, pretende dobrar a produção própria de energia - dos atuais 60 MW para 120 MW - neste primeiro semestre, período em que deve entrar em operação a sua segunda termelétrica. Com a nova usina, a empresa passa a produzir 50% de seu consumo total. (págs. 1 e C-2)


- O setor de cartões de crédito tem crescido a taxas superiores a 20% nos últimos anos e fechou 2006 movimentando R$ 159,4 bilhões, com um aumento

de 24,5% sobre o ano anterior. "As perspectivas são muito boas e, em 2007, o crescimento continuar á forte", prevê Fernando Chacon, diretor de marketing de cartões do Itaú. A estimativa é que o setor movimente R$ 191,3 bilhões neste ano, com avanço de 20%. A compra da operação brasileira da Amex, pelo Bradesco, e o fim do processo de cisão da Credicard, entre Itaú e Citibank, alteraram profundamente o ranking dos bancos emissores e obrigou concorrentes a rever suas estratégias. (págs. 1 e B-1)




CORREIO BRAZILIENSE

- Choque Antigastos


- Entre as medidas anunciadas pelo governador Arruda para reduzir despesas, está a demissão de 17 mil funcionários contratados sem concurso. - No primeiro ato de sua gestão, José Roberto Arruda exonerou todos os ocupantes de cargos comissionados e de confiança do DGF. Apenas metade desses postos ganhará substitutos, que devem ser nomeados até abril. "As pessoas boas ficam", prometeu, dando mostras de que parte dos dispensados será recontratada. Para conter o déficit de R$ 35 milhões, a ordem é reduzir gastos das secretarias em um terço e fechar o cofre para investimentos até julho. Em reunião com secretários e principais assessores, Arruda reforçou ainda o discurso de que algumas decisões são impopulares, mas necessárias para iniciar uma agenda positiva. Também pediu agilidade na execução de ações como instalação de postos policiais e de saúde que funcionem 24 horas, além de determinar o descredenciamento do Instituto Candango de Solidariedade (ICS) e a extinção da Codeplan. (págs 1, 8 e Visão do Correio, pág. 20)


- Um dia depois da posse, o presidente cobrou projetos dirigidos à população mais pobre. "Faz um ano que eu estou pedindo aos ministros da área social: nós temos que ter uma espécie de pacote da cidadania, ou seja, quilombola, terra indígena, assentamento, periferia mais pobre", disse, durante cerimônia que comemorou a marca de 5 milhões de pessoas atendidas pelo Luz Para Todos. Ele aproveitou para alfinetar FHC, ao citar o investimento de R$ 6,5 bilhões para fazer as ligações elétricas, cobradas no governo do seu antecessor. (págs. 1 e 5)


- Depois de ser inocentado pela PF de participação no escândalo do dossiê, o deputado Ricardo Berzoini reassume a presidência do PT pregando a unidade em torno do nome de Arlindo Chinaglia para comandar a Câmara. O deputado Aldo Rebelo (PcdoB-SP) compareceu ao almoço petista, mas reafirmou sua disposição em concorrer ao posto.(pág. 1 e Tema do Dia, págs, 2 e 3)


- Embora o Congresso tenha encerrado as investigações sobre o esquema ilegal de compra de ambulâncias sem punir nenhum parlamentar, a Controladoria Geral da União encontrou indícios de irregularidades em contratos firmados entre quatro prefeituras e o grupo Planam, dos Vedoin. (págs. 1 e 6)


- O Diário Oficial da União publicou ontem as tabelas do Iposto de Renda da Pessoa Física. Com a correção dos valores em 4,5% anuais até 2010, ficarão isentos de tributação os salários de até R$ 1.313,69. Em 2008, o valor saltará para R$ 1.434,59. (págs. 1 e 17)


VALOR ECONÔMICO

- Ciclo de altas garante maior receita para metais em 2007


- O ciclo virtuoso de alta dos preços das commodities metálicas deve se manter neste ano, beneficiando a balança comercial brasileira. O minério de ferro, que rendeu mais de US$ 11 bilhões em divisas em 3006 ao país, já garantiu para 2007 aumentos de 5,3% a 9,5%, que entrarão em vigor a partir deste mês na Europa e Américas e de abril em diante na Ásia e Oriente Médio. Esse reajuste, o quarto consecutivo desde 2003, vai adicionar US$ 800 milhões às exportações brasileiras.


Os metais de base, como zinco, níquel, cobre e alumínio, contam com a manutenção da demanda chinesa e americana e de outras economias no mundo, bem como com o apetite dos fundos de investimento. A cifra dos fundos alocada para commodities (metais, energia e grãos) já chega a US$ 120 bilhões, conforme dados do Standard Bank. O Brasil é um grande exportador de alumínio e em alguns anos, com novos projetos, deverá se tornar um dos maiores em níquel.


Em aço, a avaliação é de que há pouco espaço para queda nos preços, que alcançaram níveis históricos em 2005 e pouco baixaram desde então. A chapa fina de aço vale US$ 600 e a placa começa o ano em torno de US$ 500 a tonelada. Até outubro, o Brasil exportou 10,3 milhões de toneladas de aço, com receita de US$ 5,5 bilhões. Em 2007, a previsão é subir para quase 14 milhões de toneladas.


Entre os metais não ferrosos, o zinco promete ser a bola da vez. Luiz Manreza, do Standard Bank, prevê que a cotação do metal pode atingir US$ 5 mil a tonelada. "Quatro anos atrás, o zinco estava no fundo do poço, valendo US$ 792", recorda, aliviado, João Bosco Silva, diretor superintendente do Votorantim Metais, quinta maior produtora do mundo. O níquel, que alcançou US$ 35 mil. Até 2008, está com previsão de déficit na oferta. (págs. 1 e B5)


- Os investimentos públicos federais cresceram quase 50% no ano passado, no âmbito do orçamento fiscal e da seguridade social, Considerando só o que foi efetivamente desembolsado, o valor chegou a R$ 15,249 bilhões, ante R$ 10,306 bilhões em 2005. Como proporção do Produto Interno Bruto, porém, os investimentos do governo Lula, de 0,74%, ainda estão aquém do pior ano do segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (0,81%, em 2000).


Os números são preliminares, mas a ordem de grandeza da cifras está dada. O que garantiu a maior parte dos desembolsos de investimento não foi a execução do orçamento de 2006, mas sim a de restos a pagar do orçamento de 2005, que corresponderam a cerca de R$ 8,7 bilhões. Diante da demora do Congresso em aprovar o Orçamento, o governo foi prevenido e empenhou, nos últimos dias de 2005, toda a dotação orçamentária com chance de ser utilizada. (págs. 1 e A5)


- Os mercados brasileiros começaram o ano com o pé-direito. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o Índice Bovespa bateu novo recorde, aos 45.382 pontos, em alta de 2,04%, mostrando que aos investidores continuam otimistas com as ações mesmo após a alta de 32,93% em 2006.


As apostas estão agora em papéis de empresas ligadas ao crescimento do país, como revelam as indicações das corretoras que compõem a Carteira Valor de janeiro. A carteira cumulou alta de 47,85% em 2006, ampliando para 775% o ganho desde sua criação, em 2001, ante 191,5% do Bovespa. Dólar e juros também seguiram a toada otimista. A moeda americana terminou o dia em baixa de 0,28%, cotada a R$ 2,1320. NO mercado monetário, o swap de 360 dias recuou de 12,40% para 12,30% e embute agora juro real de 7,92%. (págs. 1, D1, D2 e C2)


- Para garantir o abastecimento energético brasileiro no futuro será preciso avançar sobre a Amazônia. O alerta é de Jerson Kelman, há quase dois anos no comando da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um dos nomes cotados para o Ministério do Meio Ambiente, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidia substituir Marina Silva. "Teremos que escolher entre usar o potencial hidráulico da Amazônia ou optar maciçamente por energia nuclear", afirma Kelman. Ele rebate a tese de que isso pode acentuar a devastação de florestas e cobra mais responsabilidade do movimento ambientalista. "Não se deve defender a simples intocabilidade do meio ambiente."


Em entrevista ao Valor, Kelman defende a construção da usina nuclear de Angre 3 e diz que o assunto está "maduro" para uma decisão na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), previsto para 30 de janeiro. "Não podemos abrir mão de nenhuma alternativa energética disponível", afirma. (págs. 1 e A16)


- Conquistar fatias de mercado na Europa é o sonho de nove entre dez empresas brasileiras. Vender para a Europa - qualquer tipo de produto - tornou-se também, nos últimos meses, um negócio bastante lucrativo. Enquanto a valorização do real ante o dólar reduz a receita dos exportadores, algumas empresas começaram a perceber boas oportunidades oferecidas pelo mercado do euro. A moeda única de 25 países do continente europeu valorizou-se 11,50% ante o dólar em 2006. Mesmo frente ao real, que também se fortaleceu, o euro subiu 1,85% no período. Segundo a Funcex, a rentabilidade das exportações brasileiras em dólares caiu 1,25% no ano passado (até outubro), período em que as vendas em euro tiveram ganho de 5%.


O câmbio valorizado não impediu que a balança comercial brasileira fechasse 2006 com um superávit recorde, de US$ 46,077 bilhões. As exportações cresceram 16,2% e atingiram US$ 137,47 bilhões, outro recorde. (págs. 1, A2 e A3)


- Fabio Glambiagi: governo deveria ajustar padrão de contabilidade ao padrão observado em outros países. (págs. 1 e A15)


- A partir do dia 12, a bolsa de Nova York passa a operar contratos futuros em real e em peso colombiano, a serem usados como hedge contra flutuações das moedas. (págs. 1 e B8)


OUTROS JORNAIS


JORNAL DO COMMERCIO (PE)


- Estado vai fazer censo de servidor


- Recadastramento dos 150 mil servidores ativos e inativos e 21 mil pensionistas devem ocorrer este ano. Governo quer atualizar dados, perfil dos funcionários e reduzir pagamentos indevidos. (pág. 1)


- Rio pede ajuda às Forças Armadas - Governador Sérgio Cabral propôs que o Exército, Marinha e Aeronáutica reforcem policiamento no Rio de Janeiro. (págs. 1 e 8)


- Três explosões causaram incêndio num depósito de armas e munição na Zona Norte de São Paulo. Um sargento morreu. (págs. 1 e 8)


- Número de acidentes nos 60 mil quilômetros fiscalizados no País foi menor do que no Natal, mas deixaram 1.181 feridos. (págs. 1 e 8)

cia?


- Vinte e quatro horas depois dos 16 ataques de traficantes, que causaram a morte de 18 pessoas, a polícia do Rio, em vez de reforçar a presença ostensiva em toda a cidade, sumiu das ruas. Os postos fixos foram abandonados, para que os PMs não se tornassem alvos fáceis dos criminosos, mas também não se via mais policiais circulando de carro pela cidade. O comando da PM afirma que o policiamento foi reforçado. Admite, no entanto, que este trabalho é mais visível à noite. (pág. 1 e Cidade, págs. A9 a A13)


- A Anac proibiu o cancelamento de vôos pelas empresas aéreas e o ministro da Defesa, Waldir Pires, prometeu punições rigorosas às infratoras. Mesmo assim, ontem, 24 horas depois, 30 vôos foram cancelados - dez dos quais no Rio. (pág. 1 e País, pág. A3)


- Mais da metade dos R$ 385 milhões destinados à segurança no Pan segue à espera de liberação. O atraso no repasse da verba federal põe em risco a vigilância dos locais de competição e de pontos estratégicos como a Auto-Estrada Lagoa-Barra e a Linha Vermelha. (pág. 1 e Esportes, pág. A25)


- A governadora Rosinha Matheus anunciou ontem que deixará em caixa, para Sérgio Cabral, dinheiro suficiente para pagar os salários dos funcionários públicos em janeiro. Ela afirmou que entrega o Estado com as contas saneadas. (pág. 1 e País, pág. A4)

04/01/2007

JORNAL DO BRASIL

- Diagnóstico de Cabral: "Hospitais são uma roleta-russa". (pág. 1 e Cidade)


- Infra-estrutura - Para acelerar crescimento, governo vai gastar 114 bi. (pág. 1 e País, pág. A4)


- A agência de classificação de riscos Fitch Rating adverte que a recuperação da Varig e o crescimento das novas empresas podem abrir uma guerra de preços e prejudicar o setor. (pág. 1 e Economia, pág. A25)


FOLHA DE SÃO PAULO

- 19 governadores decidem cortar gastos


- Sem dinheiro em caixa para fazer obras de infra-estrutura e retomar a capacidade de investimentos, e com boa parte da receita comprometida pela rolagem das dívidas dos Estados, pelo menos 19 governadores tomaram posse decididos a reduzir gastos. Entre as primeiras medidas administrativas adotadas por vários governadores, de diferentes partidos, estão a exoneração de funcionários em cargos comissionados, revisão de contratos de licitação e de convênios, corte do número de secretarias e até mesmo a suspensão do pagamento de salários. (pág. 1)


- O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), fracassou na tentativa de receber de imediato, como pretendia, integrantes da Força Nacional de Segurança Pública para trabalhar na repressão à criminalidade. Não há data definida para o envio da Força. O pedido de mobilização da Força Nacional o mais rápido possível foi feito por Cabral, 43, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia da posse. Mas a proposta não se concretizou em reunião ontem com o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, comandantes militares e representantes das polícias Federal, Civil e Militar. (pág. 1)


- Por um mês na função, 13 suplentes de deputados federais vão receber cerca de R$ 46 mil, cada um. Eles assumiram o lugar de parlamentares que ocuparão outros cargos públicos e deixam o cargo no próximo dia 31, quando se encerra a atual legislatura. Durante todo o mês, o Congresso estará em recesso. Além dos 13 deputados que ficarão um mês no cargo, outros 11 suplentes também tomam posse este mês, mas seguirão nos cargos em fevereiro. A maioria dos suplentes substituirá deputados que foram eleitos governadores e vice-governadores ou nomeados secretários nos Estados. Mesmo com o Congresso em recesso, os deputados empossados receberão todos os benefícios de um parlamentar. (pág. 1)


- O anúncio de um pacote de medidas de austeridade fiscal para o Estado de São Paulo abalou ainda mais a já estremecida relação do governador José Serra com o antecessor Geraldo Alckmin. A divulgação do ajuste também provocou irritação do ex-governador Cláudio Lembo (PFL), que assumiu o Palácio dos Bandeirantes quando Alckmin se afastou para concorrer à Presidência. Na platéia da cerimônia de posse de Serra, Alckmin deixou a solenidade contrariado com o anúncio de três medidas: a renegociação de contratos, o recadastramento de funcionários e o pregão eletrônico. (pág. 1)




O ESTADO DE SÃO PAULO

- Força Nacional vai vigiar acessos ao Rio


- A Força Nacional de Segurança vai começar a atuar no combate ao crime no Rio pelas divisas do Estado. A tropa se juntará às Polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal para bloquear rodovias que levam a São Paulo, Minas e Espírito Santo, e tentar barrar a entrada de armas e drogas e enfraquecer as facções criminosas. A decisão foi anunciada após reunião do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) com representantes das Forças Armadas, Polícia Federal e Secretaria Nacional de Segurança. Ainda não foi decidido o dia em que a Força Nacional chegará ao Rio nem o número de soldados. Na terça-feira, os governadores de São Paulo, Minas, Espírito Santo e Rio se encontrarão para definir um combate conjunto ao crime. Cabral também formalizou o pedido de ajuda das forças Armadas. Ele disse que desta vez a parceria com a União dará certo porque "o espírito é de cooperação" - referência velada aos governos anteriores, de Anthony Garotinho e Rosinha Matheus. (págs. 1, C1 e C3)


- O Ministério Público Federal apertou o cerco a um grupo de 100 doadores de campanha e descobriu que o caixa 2 e o financiamento ilegal foram usados em larga escala nas últimas eleições em São Paulo. Há casos de pessoas físicas que contribuíram com mais do que sua renda bruta de 2005 e de pessoas jurídicas que doaram total muito maior do que o faturamento bruto declarado. (págs. 1 e A10)


- A promessa de colocar computadores em todas as escolas públicas do País, feita pelo presidente Lula em seu discurso de posse, esbarra em dificuldades básicas de infra-estrutura. Dados do Ministério da Educação de 2003 mostram, por exemplo, que 34,6 mil escolas de ensino fundamental não têm nem mesmo energia elétrica. (págs. 1 e A15)


- O governo tem autorização para elevar os gastos do Projeto Piloto de Investimentos. A Lei de Diretrizes Orçamentárias, sancionada na última sexta-feira, permite que os investimentos passem de 0,2% para 0,4% do PIB. O gasto pode ser descontado do cálculo do superávit primário, economia feita pelo setor público para pagar juros da dívida. (págs. 1 e B5)


- Próximo de todo o agito das praias superlotadas do Guarujá nesta época, mas em local de acesso restrito à Marinha, o presidente Lula descansará a partir de amanhã, por 10 dias. Ele e a primeira-dama ficarão no Forte dos Andradas, na Praia de Monduba, perto de Guaiúba. (págs. 1 e A6)


- Notas e Informações - O governo já começou a rodar a 100 por horas - com o câmbio na marcha à ré, bem entendido. O que se vê acelerar é um retrocesso perto do qual a mesmice seria o menor dos males. (págs. 1 e A3)


- Com um volume elevado de dívidas e gastos correntes, 21 dos 27 governadores-eleitos ou reeleitos - adotaram como primeira medida o enxugamento das despesas públicas, para equilibrar as contas e garantir algum investimento em infra-estrutura. Demissão de funcionários, suspensão de pagamento de salários e extinção de secretarias são algumas das decisões - a maior parte das quais foi tomada também no início da administração anterior, em 2003. No Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso, Maranhão, Pará e Rondônia, apesar dos gastos elevados e da falta de recursos, os novos governadores disseram que não devem adotar medidas de contenção. (págs. 1 e A4)


O GLOBO

- Sérgio Cabral diz que o Rio comete genocídio em hospital


- Ao visitar o Hospital estadual Albert Schweitzer, em Realengo, acompanhado do secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, o governador Sérgio Cabral afirmou ontem que o estado está cometendo um genocídio na saúde pública. "O que o estado faz aqui é cometer assassinatos", afirmou Cabral, ao constatar superlotação e medicamentos estragados. Ontem, o hospital recebeu quatro toneladas de medicamentos do Ministério da Saúde, para a emergência. Ele chamou o atendimento no Souza Aguiar de roleta-russa, onde a diarista dele morreu anteontem. (págs. 1 e 12)


- Após a primeira reunião para discutir a implantação do Gabinete Integrado de Segurança do Rio, realizado no Palácio Guanabara, o governador Sérgio Cabral anunciou ontem que a Força Nacional de Segurança Pública começará atuando nas divisas do estado, sem data marcada, embora o governador tenha pressa. O objetivo é realizar ações com a Polícia Rodoviária Federal para impedir a entrada de armas, drogas e a fuga de bandidos. Os comandantes militares aprovaram a proposta de Cabral, de patrulharem as proximidades de seus quartéis, mas a medida ainda depende da autorização do governo federal. PMs do 1° Batalhão impediram ontem novos ataques a delegacias de polícia, após tiroteio e apreensão de armas e garrafas com gasolina, no Estácio. A Polícia Militar começou a reforçar o policiamento nas vias expressas, como prometera o comando da corporação. (págs. 1, 17 e 18)


- Neste mês de recesso, 23 deputados assumem vagas deixadas por titulares, recebendo um total de R$ 85 mil, entre subsídios de R$ 12,8 mil, R$ 3 mil de auxílio-moradia, R$ 15 mil para despesas, verbas de gabinete e passagens de ida e volta para Brasília. Eles ocupam vagas de parlamentares eleitos governadores ou empossados secretários. (págs. 1 e 3)


- O ministro das Comunicações, Hélio Costa, apresentará em fevereiro proposta de criação de uma rede nacional de rádio pública, abrindo caminho para o fim do programa "Voz do Brasil". (págs. 1 e 4)


- Estudo do Ipea, órgão do Ministério do Planejamento, critica a atuação do MEC e cobra mais investimentos em educação. Para o Ipea, o MEC pulveriza recursos em ações de pequeno alcance. (págs. 1 e 10)


- Por causa da entressafra da cana e do aumento feito pelos usineiros, o consumidor no Rio já está enfrentando alta de até 6,76% nos preços do litro do álcool hidratado nas bombas. (págs. 1 e 19)


GAZETA MERCANTIL

- PAC terá investimento de R$ 114 bi este ano


- O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ser anunciado pelo governo até o final deste mês, vai prever investimentos de R$ 65 bilhões com recursos orçamentários, mais verbas do FGTS/FAT, do Projeto Piloto de Investimentos (PPI), de Parcerias Público-Privadas (PPP) e outras fontes que impactam a dívida pública. Somados aos investimentos das empresas estatais previstos no Orçamento de 2007, o governo prevê gastar R$ 114,3 bilhões neste ano em obras de infra-estrutura.

Ontem, a dois dias de sair de férias, o presidente Lula discutiu com a ministra Dilma Rousseff, o ministro interino da Fazenda, Bernard Appy, e assessores diretos os detalhes finais do plano de investimentos. Pela manhã, em reunião prévia com técnicos da área econômica, a ministra Dilma advertiu: "O governo não pode correr o risco de, no segundo mandato de Lula, investir menos do que foi gasto no primeiro". Os projetos de investimentos serão divididos em três eixos: infra-estrutura logística; infra-estrutura energética e infra-estrutura social. A infra-estrutura social teria cerca de R$ 17 bilhões de investimentos, dos quais R$ 10 bilhões em saneamento básico e R$ 6,5 bilhões em moradia popular. O restante será investido em estradas, hidrelétricas e outros.

Os números previstos para o pacote são significativos diante dos montantes destinados à infra-estrutura no ano passado. Segundo informações do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), o Orçamento Geral da União previa para o setor R$ 25,9 bilhões, dos quais foram executados R$ 12,9 bilhões (até 16 de dezembro). Já um estudo prévio da Abdib, divulgado ontem, informa que, em 2006, as inversões totais. (págs. 1 e A-4)


- O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) planeja disponibilizar para a geração de energia, em 2007, um volume de recursos que pode chegar a R$ 10 bilhões. De acordo com Nelson Siffert, chefe do departamento de energia elétrica do banco, esse valor já inclui aportes para as usinas Santo Antonio e Jirau, que formam o Complexo Madeira, que ainda dependem de licenciamento ambiental.

A instituição deve se concentrar, segundo Siffert, em grandes empreendimentos na área de geração, citando, entre eles, além das usinas do Madeira, Estreito, no Tocantins, Salto Pilão, em Santa Catarina, e Serra do Falcão, em Minas. (págs. 1 e C-2)


- A variação do preço da nafta petroquímica vendida pela Petrobrás freou a trajetória de queda que vinha se desenhando nos últimos quatro meses no mercado interno. O insumo está 5,6% mais caro para as companhias brasileiras desde a última segunda-feira. O preço por tonelada da principal matéria-prima da indústria de sintéticos passam de uma medida de US$ 520 em dezembro último para US$ 550 este mês. Em reais, subiu de R$ 1.118 para R$ 1.183 em média a tonelada.

Os motivos são as novas altas em dezembro no preço do petróleo, do qual a nafta é derivada direta, além de um aumento de demanda sazonal no final de ano na região ARA (Amsterdã, Roterdã e Antuérpia), um pólo formador de preços do produto em âmbito mundial.

A consultoria Maxiquim, responsável pela estimativa, não vê o aumento como tendência, mas informou que as margens da indústria foram penalizadas pelos picos no preço do óleo em 2006. A alemã Basf já anunciou reajustes para suas matérias-primas, válidos também a partir da última segunda-feira. (págs. 1 e C-4)


- Se as exportações de mais de 500 mil toneladas de algodão se confirmarem, poderá faltar algodão no Brasil. Isso porque os contratos foram fechados antes do plantio, que será menor. (págs. 1 e B-13)


- A Bovespa encerrou 2006 com saldo positivo de R$ 1,75 bilhão em investimentos estrangeiros. Nos quatro anos do primeiro mandato de Lula, o superávit foi de R$ 16 bilhões. Ontem, a Bovespa recuou 2,07%, atingida por realização de lucros. Após a ata da última reunião do Fed, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York subiu 0,09%. (págs. 1 e B-1)


CORREIO BRAZILIENSE

- Rombo de até R$ 100 milhões


- O governador José Roberto Arruda determinou a realização de uma auditoria interna nas contas do GDF para investigar o tamanho do déficit deixado pela administração anterior. A previsão da equipe econômica do novo governo, com base nos pagamentos que devem ser feitos em janeiro, é que a dívida chegue a R$ 100 milhões, valor que supera a expectativa de arrecadação. Com os cálculos preliminares, o governador intensificou o patrulhamento dos gastos, reiterou a ordem para extinguir ou reduzir o valor de contratos e suspendeu investimentos. Os salários dos funcionários da Secretaria de Saúde, que recebem contracheque no dia 5, podem atrasar. O 13° dos servidores da Educação, que deveria ter sido pago em dezembro, e as férias também devem sofrer novo adiamento, já que a folha fecha no início do mês. (págs. 1 e 8)


- R$ 86 mil por um mês de "trabalho" - É quanto vão ganhar os 23 suplentes que assumiram vagas de deputado federal em pleno período de recesso. (pág. 1 e Tema do Dia, pág. 2)


- O governador Sérgio Cabral definiu o primeiro mapa das operações planejadas para deter atos terroristas no Rio. A chamada Operação Sufoco começa com o desembarque de 800 homens da Força Nacional de Segurança. A eles, serão somados policiais federais, militares e civis. O objetivo é patrulhar as divisas com outros estados do Sudeste, contando com a ajuda logística das Forças Armadas, e dar um "arrocho" no tráfico de drogas e de armas. (págs. 1 e 10)


VALOR ECONÔMICO

- Argentina recorre à OMC contra sobretaxa do Brasil


- O governo argentino decidiu recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a cobrança de sobretaxa, por parte do Brasil, nas compras de resina PET produzida na Argentina. A resina é utilizada na fabricação de embalagens para refrigerantes, água mineral e óleos comestíveis. A ação, iniciada em 26 de dezembro, foi aberta antes de recurso ao mecanismo de solução de controvérsias do Mercosul. O bloco não possui normas comuns sobre antidumping. Para o governo argentino, o Brasil violou acordos da OMC, ao utilizar uma investigação deficiente para concluir pelo dumping na exportação do produto.

A disputa chega à OMC em meio a uma briga entre produtores brasileiros da resina PET e a indústria de bebidas no país. A decisão de aplicar "direitos antidumping" contra a resina importada da Argentina foi tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), em setembro de 2005. O órgão considerou procedente reclamação feita pela companhia italiana M&G, que detém cerca de 60% do mercado de PET no país. Os fabricantes de refrigerantes contestam a sobretaxa e acusam a M&G de querer o monopólio da resina no país. A Abrir, entidade que reúne os produtores de bebidas não-alcoólicas, chegou a publicar anúncio em jornal advertindo o governo brasileiro de que a sobretaxa elevaria os preços do óleo vegetal, refrigerantes e água mineral entre 2% e 4%.

Pelas regras da OMC, o governo argentino precisa, inicialmente, pedir consultas ao Brasil. Essas consultas devem ocorrer no prazo de 60 dias, para uma tentativa de conciliação. Mantida a divergência, a Argentina pode então partir para a fase seguinte, a instalação de um painel (comitê de especialistas), o que teoricamente poderia levar até à adoção de retaliação contra produtos brasileiros. (págs. 1 e A2)


- A desoneração de impostos prevista pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deverá ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva este mês, será bem menor que os cerca de R$ 12 bilhões prometidos pelo governo em novembro. O pacote de medidas está praticamente pronto e o alívio tributário para os investimentos deverá ficar entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões, distribuído em dois anos.

O mecanismo definido é de desonerar os investimentos em edificações, da mesma forma como foi feito com os investimentos em bens de capital. (págs. 1 e A3)


- A diretoria de Furnas vai levar ao seu conselho de administração a proposta de captação de R$ 750 milhões em 2007. O objetivo, segundo seu presidente, José Pedro Rodrigues, é equacionar o financiamento dos investimentos, que devem chegar a R$ 1,45 bilhão este ano. A estatal deve recorrer ainda ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na carteira de projetos de geração - a empresa está construindo também duas linhas de transmissão - constam seis hidrelétricas, nas quais Furnas tem controle ou participação minoritária, que exigirão aporte, sem contar a parte dos sócios, de R$ 3,015 bilhões nos próximos anos. A maior dessas usinas é Foz do Chapecó, com 855 megawatts (MW) instalados e que terá capacidade para gerar 432 MW médios. A estatal tem 40% do projeto e as obras começaram ontem. (págs. 1 e B1)


- Governo pretende estender portabilidade do crédito ao consignado. (págs. 1 e C3)


- Alta de preços e câmbio tiram a competitividade de máquinas agrícolas do país, diz Pastre. (págs. 1 e B10)


- O risco Brasil bateu um novo recorde de baixa ontem, chegando a cair abaixo da barreira psicológica dos 190 pontos básicos. No fim do dia ficou em 192 pontos básicos, o menor nível de fechamento. (págs. 1 e C1)


- O Brasil teve superávit de US$ 37,3 bilhões no mercado de câmbio no ano passado, o maior já observado na série estatística, que inicia em 1982. O recorde anterior, de 1992, era de US$ 20,8 bilhões. (págs. 1 e C2)


- Os investimentos em infra-estrutura cresceram 13% em 2006, para R$ 65,7 bilhões, puxados pelos setores de petróleo e gás e de telecomunicações, segundo levantamento prévio da Abdib. (págs. 1 e A3)


- Idéias - Cláudio Hadddad: para a maioria dos trabalhadores do setor privado, aumento do mínimo é irrelevante e prejudicial. (págs. 1 e A2)


- Maria Inês Nassif: máquina do PT ganhou autonomia e opacidade. (págs. 1 e A4)


- O Ministério da Justiça está processando a Apple Computer do Brasil, sob alegação de que a empresa não fez de maneira correta o recall de baterias de alguns laptops que apresentam superaquecimento. (págs. 1 e B2)


- A Bristol-Myers Squibb fechou acordo com o governo para ampliar o fornecimento de uma droga do coquetel anti-aids. O contrato é de cerca de R$ 150 milhões. (págs. 1 e B6)


OUTROS JORNAIS


JORNAL DO COMMERCIO (PE)


- Lei seca é suspensa


- Novo secretário de Defesa Social, Romero Meneses, avaliará se lei é eficaz e promete reforçar delegacias de Homicídios, Narcotráfico e Mulher. (pág. 1)


- INSS - Segurados têm agora central de teleatendimento 24 horas por dia para agendar procedimento num posto do INSS. (pág. 1 e Economia, pág. 4)

05/01/2007

JORNAL DO BRASIL

- Turistas são assaltados e ganham passeio na cidade


- Enquanto o secretário estadual de Esporte e Turismo, Eduardo Paes, tentava convencer um grupo de seis europeus a permanecer no Rio depois de ter sido assalto na Linha Vermelha, o comandante da PM, coronel Ubiratan Ângelo, admitia que houve falhas no patrulhamento. A promessa de reforçar as áreas de risco não foi cumprida. (págs. 1 e A12)


- A licitação para construção da plataforma P-55 da Petrobrás, no valor de US$ 1,6 bilhão, vai parar nos tribunais. Concorrente questiona preço. (pág. 1, Economia, pág. A27 e Informe Econômico)


- Servidor - Cabral avisa que vai faltar dinheiro para pagar salários. (pág. 1 e País, pág. A8)


- Saúde - Diretor do Getúlio Vargas cai após um dia no cargo. (pág. 1 e Cidade, pág. A13)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Anac vai exigir que aéreas tenham aviões de reserva


- A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vai exigir das companhias aéreas a elaboração de planos de contingência, com a previsão de aeronaves de reserva em solo, para evitar que overbooking e falhas operacionais causem novos transtornos nos aeroportos, a exemplo do que ocorreu com a TAM no feriado de Natal.

Caso sejam obrigadas a adotar esse tipo de plano, as empresas pretendem repassar os custos aos passageiros a médio prazo e de forma diluída, segundo apurou a Folha. A agência negou que a medida possa causar o aumento de preço dos bilhetes porque haveria economia com outras despesas, como indenização de passageiros. (pág. 1)


- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atendeu ontem à noite ao pedido do governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e determinou que as Forças Armadas ajudem a combater a escalada da violência no Estado dos últimos dias. O governo federal não divulgou, no entanto, quando e de que forma será feita essa ajuda. Um dos participantes da reunião com Lula, que durou cerca de duas horas, disse que, a princípio, está descartada a participação das Forças Armadas no patrulhamento das ruas da cidade. (pág. 1)


- O PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) terá um conjunto de medidas de longo prazo (até 2023) para tentar chegar ao déficit nominal zero já em 2010, último ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O plano buscará ainda afastar o temor do mercado de afrouxamento das contas públicas no segundo mandato estabelecendo freios à elevação dos chamados gastos correntes, o que precisará de aprovação no Congresso. Alcançar déficit zero significará que a União arrecadará recursos suficientes para pagar todas suas contas, inclusive os juros de sua dívida, o que não acontece hoje. Estima-se que o déficit nominal em 2006 tenha sido de 2,8% do PIB (Produto Interno Bruto), aproximadamente R$ 70 bilhões. (pág. 1)


- A distribuição de água pelo Exército às vítimas da seca no Nordeste foi suspensa há cinco dias por falta de recursos. A medida afeta os moradores da zona rural de pelo menos 224 municípios em situação de emergência, em seis Estados. Os 644 carros-pipa contratados pelos militares abasteceram os sertanejos pela última vez no dia 30 de dezembro. Mesmo assim, das 224 cidades que deveriam ser atendidas, somente 150 receberam o benefício. Faltou dinheiro para levar água aos outros 74 municípios. (pág. 1)


- A cidade de São Paulo encerrou 2006 com inflação de 2,55%, a menor desde 1998, quando houve deflação de 1,79% do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Por outro lado, o índice de dezembro -alta de 1,04%- foi o maior desde fevereiro de 2003 (1,61%), em razão do aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem. Pelo segundo ano, o principal vilão da inflação foi o transporte público. Somente o ônibus causou impacto de 0,59 ponto percentual na inflação do último mês de 2006, segundo Juarez Rizzieri, coordenador-adjunto da pesquisa de preços da Fipe. (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Argentina põe em risco reunião do Mercosul


- A apenas duas semanas de nova reunião de cúpula do Mercosul, o Brasil foi novamente surpreendido por uma atitude da Argentina com potencial para enfraquecer ainda mais o já debilitado bloco econômico. A Argentina passou por cima dos trâmites normais e abriu uma queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra medidas antidumping aplicadas pelo governo brasileiro sobre a importação de resinas utilizadas na fabricação de embalagens. A queixa foi feita sem abertura de consultas informais com as autoridades brasileiras e ignorando a possibilidade de o caso ser resolvido no âmbito do próprio Mercosul, por meio do Tribunal Permanente de Revisão. O governo brasileiro respondeu à iniciativa da Argentina com a decisão de não eliminar as sobretaxas antidumping. Para o Itamaraty, o caso será resolvido em fevereiro, no período de consultas formais previsto pela OMC. Mas diplomatas brasileiros avaliam que, desta vez, a Argentina foi demasiadamente inábil e pode comprometer a reunião dos dias 18 e 19 no Rio. (págs. 1 e B1)


- O presidente Lula reclamou do aumento no preço do álcool verificado nos últimos dias de dezembro. Ouviu de seus ministros da área que a alta é fruto da maior demanda e que os preços se estabilizarão com a safra recorde deste ano. (págs. 1 e B5)


- Relatório da Ouvidoria Agrária mostra que as invasões de terra voltaram a subir em 2006. Foram 259 até novembro - 17% a mais do que em todo o ano de 2005. Foi o segundo maior índice da gestão Lula, perdendo para 2004. (págs. 1 e A10)


- Notas e Informações - Lula preenche pela metade os requisitos mínimos exigidos de um chefe de governo. Ele sabe o que não quer antes de saber o que quer. E, quando sabe onde quer chegar, não sabe ir até lá. (págs. 1 e A3)


- Após encontros com o presidente Lula e ministros no Palácio do Planalto, o governador de Mato Grosso do Sul, André Pucinelli (PMDB), conseguiu mais 10 dias para quitar dívidas deixadas pelo antecessor, Zeca do PT. As contas do Estado haviam sido bloqueadas pela falta de pagamento de parcelas de dezembro de dívidas renegociadas com a União. O vice-governador, Murilo Zaurith, disse que a solução só foi possível pelo tratamento político dado ao caso. (págs. 1 e A4)


- A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai exigir das empresas aéreas aviões de reserva para casos de falha técnica ou de overbooking (venda de passagens acima do número de assentos). O presidente da Anac, Milton Zuanazzi, atribuiu os atuais problemas no setor à falta de reserva: "Por exemplo, não tinha reserva de controladores e o sistema estava muito perto do limite". (págs. 1 e C5)

O GLOBO

- Estado diz que vai implantar tolerância zero em hospitais


- No segundo dia de inspeção a hospitais estaduais, o governador Sérgio Cabral determinou ontem tolerância zero na Saúde. Prova disso foi a decisão de exonerar imediatamente o diretor do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, Sebastião Neves, que ficou apenas um dia no cargo. Irritado com a demora em atendimento, Cabral exonerou o médico. Ele será substituído por Carlos Alberto Chaves de Carvalho, conhecido por apresentar queixa-crime contra médicos que faltam aos plantões. O estado suspendeu nove contratos firmados com ONGs para utilizar pessoal terceirizado. (págs. 1, 10 e 11)


- O Ministério da Cultura confirmou a saída do ator Antônio Grassi do comando da Funarte. Grassi disse que não recebeu aviso oficial do MinC e soube pela imprensa de sua saída. Convidado para o lugar de Grassi, o poeta José Miguel Wisnik recusou. (págs. 1, 4 e Coluna de Ancelmo Góis)


- A Ásia desbancou União Européia e Estados Unidos e é a região que mais vende produtos ao Brasil. Além de bens de consumo, agora vêm de lá componentes usados na indústria. O superávit com os asiáticos de US$ 1,683 bilhão transformou-se em déficit de US$ 2,095 bilhões em 2006. (págs. 1 e 19)


- O Conselho Nacional de Justiça elabora um código de ética para tentar evitar desvios de conduta de magistrados. As regras poderão proibir juízes de receber presentes de entidades públicas ou privadas, bem como ocupar cargos de direção em instituições fora do Judiciário. O texto final deverá ser concluído em maio. O CNJ tem tomado decisões polêmicas, como tentar retomar as férias coletivas do Judiciário - proposta vetada pelo Supremo Tribunal Federal. (págs. 1 e 3)


- A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai obrigar as companhias aéreas a manterem aviões extras nos principais aeroportos do país para enfrentar eventuais panes. A proposta faz parte de um plano de contingência permanente contra apagões aéreos. (págs. 1 e 21)


- Na crise da aviação brasileira, agora até pitbull à solta atrapalha a vida de passageiros em avião da Gol. (págs. 1, 14 e 15)

GAZETA MERCANTIL

- Défici de US$ 2,2 bi adia auto-suficiência


- Em 2006, ano em que a Petrobras anunciou festivamente a conquista da auto-suficiência na produção de petróleo, o Brasil registrou mais um déficit na balança comercial do óleo bruto de US$ 2,193 bilhões, com exportações totais de US$ 6,894 bilhões e importações de US$ 9,087 bilhões. Segundo o consultor Humberto Guimarães, o saldo negativo na conta petróleo deve-se à falta de refinarias no País capazes de processar todo o óleo pesado extraído no País. "Mesmo com a independência, o Brasil continua tendo que exportar petróleo barato (pesado) e importar petróleo caro (todo tipo leve, de melhor qualidade)", diz, Guimarães, que admite auto-suficiência nominal, mas não financeira. Na conta do consultor, entre 1999 e 2006 (até outubro), as exportações de óleo bruto somaram US$ 17 bilhões e as importações, US$ 40 bilhões, déficit de US$ 23 bi.

A Petrobras anunciou investimentos de US$ 3,7 bilhões, até 2011, em projetos para elevar a capacidade de processamento de óleo pesado, o tipo predominante no País. Outros US$ 2,7 bilhões serão aplicados na ampliação de refinarias e na construção de duas novas unidades. (págs. 1 e C-2)


- A Petrobras reabriu ontem oferta para troca de títulos externos no valor de US$ 500 milhões. Pretende alongar o prazo de vencimento para 2016. (pág. 1)


- Produtores agrícolas do Mercosul pagam menos por tratores feitos no Brasil. Em alguns países, como no Uruguai, a redução nas máquinas chega a 26%. A menor carga tributária nesses países é a principal justificativa.

A diferença impacta no custo de produção, dando maior competitividade aos agricultores dos países vizinhos. Segundo levantamento da Cogo Consultoria Agroeconômica, o arroz é o produto mais prejudicado. A depreciação das máquinas respondem 5,7% do custo. (págs. 1 e B-12)


- A Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) deve apresentar em breve à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um projeto que prevê maior agilidade na concessão de registro para determinadas ofertas públicas. É uma versão da regra 144-A, que nos EUA permite às empresas vender papéis apenas para os grandes investidores e os institucionais (os " qualificados", no jargão do mercado). Para isso, a Anbid quer a extensão do "registro de prateleira", opção hoje restrita às debêntures. "Queremos ampliar o leque para outros tipos de papéis", diz o vice-presidente, Luiz Fernando Resende. (págs. 1 e B-1)


- O volume financeiro de negócios da Bovespa cresceu 49,3% em 2006, em relação a 2005, atingindo R$ 598,9 bilhões, o maior da história. Os estrangeiros tiveram a maior participação no ranking dos principais investidores, com uma fatia de 35,5% do total. (págs. 1 e B-1)


- O PAC é sinal bem-vindo ao setor privado. Se os investimentos públicos aumentarem, os privados também virão. É a volta dos planos de desenvolvimento, após anos de programas de controle de preços e monetário. (págs. 1 e A-2)


- O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) será divulgado no próximo dia 22, junto com a lista de obras prioritárias. Com o PAC, o governo planeja atacar em três frentes: investimentos, desoneração de impostos e choque de gestão. (págs. 1 A-4)

CORREIO BRAZILIENSE

- Adeus à burocracia


- Pelo menos 7,5 mil servidores do GDF terão hoje de deixar gabinetes para os quais foram cedidos e reassumir as funções de origem. Com isso, a área de segurança será reforçada com 2,2 mil policiais civis e militares. E as escolas, com 4 mil professores. Arruda diz que pagamento de férias e 13° atrasados, na educação, terá prioridade. Mas determina a suspensão de gastos até que seja esclarecida a causa de rombo estimado em R$ 100 milhões. (págs. 1, 7, 21 e 22)


- Luta teme novo pesadelo Severino - Antes de sair de férias, presidente adverte Chinaglia de que a disputa contra Aldo pela presidência da Câmara pode resultar em desastre político. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. 2 e 3)

VALOR ECONÔMICO

- Bancos de investimentos reagem ao avanço externo


- Após os aportes de capital bilionários dos bancos de investimento estrangeiros no país, os nacionais vão contra-atacar. Itaú BBA, Unibanco, Bradesco, Safra e Banco do Brasil investem pesado em planos de expansão. Planejam contratar um exército de analistas, pessoal da área de vendas, relacionamento com os clientes, negócios, estruturação e originação de operações de mercado de capitais e fusões e aquisições. Serão mais de cem pessoas somente em 2007. Vão também investir em marketing para reforçar a imagem de ágil banco de investimento, reduzindo a associação de sua marca apenas com banco de varejo ou de crédito.

"Há um trem passado agora e ou você entra ou perde a oportunidade para sempre", diz Jean-Marc Etlin, vice-presidente responsável pelo banco de investimento do Itaú BBA, hoje o líder entre os nacionais. Grandes gestores de recursos, os maiores nacionais têm mantido a liderança no mercado de renda fixa - debêntures, notas promissórias e fundos de investimento em direito creditório (FIDCs). Mas, nas debêntures, o bolo de comissões pagas aos bancos de investimento caiu cerca de 15% em 2006 em relação a 2005, apesar do crescimento de emissões.

O grande filão é o mercado de renda variável, que teve crescimento de 150% no bolo total de comissões aos bancos de investimento em 2006. Mas, nesse mercado, a liderança é dos estrangeiros. Para 2007, os nacionais poderão ganhar espaço devido ao seu relacionamento comercial com as pequenas e médias empresas brasileiras, que serão as principais a realizar emissão iniciais de ações daqui para frente. Com a queda nos juros básicos, os investidores locais deverão ter uma participação maior em renda variável e a rede de distribuidores dos bancos locais também será mais útil. (págs. 1 e C1)


- A Petrobras estuda a ampliação do Gasoduto Brasil-Bolívia para atender as necessidades do mercado brasileiro de gás em 2009 ou 2010. O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, disse ao Valor que, "do ponto de vista dos investimentos já realizados na Bolívia, a rentabilidade da Petrobrás é adequada". O investimento futuro será analisado à parte.

Gerir um imenso portfólio de investimentos é o maior desafio da Petrobrás - R$ 47 bilhões em 2007 e R$ 218 bilhões em cinco anos. "Isso significa um relacionamento com milhares de fornecedores, cronogramas diferenciados, projetos complexos em um momento em que o mercado mundial está extremamente aquecido", afirma Gabrielli. Ele diz que a Petrobrás vai assumir riscos. "Fazer gasodutos e investir na produção de gás mesmo sem a Lei do Gás. E mais do que isso, tem toda a parte de estradas, portos, ferrovias e saneamento, um conjunto de investimentos com grande impacto e efeito multiplicador". (págs. 1 e A10)


- A massa real de salários aumentou 14,6% nos últimos três anos, colocando em circulação R$ 77,7 bilhões a mais na economia. O consumo tem se beneficiado bastante desse crescimento da renda acima da inflação, mas o mesmo não se pode dizer na produção.

Alguns setores que fabricam bens de consumo semi e não-duráveis têm visto sua produção encolher. É o caso dos segmentos de couro e calçados, que sofrem com a concorrência dos produtos importados, propiciada pelo dólar barato. O desempenho dos bens duráveis (como veículos e produtos de informática) tem sido melhor, mas em grande parte por conta de outros fatores, como a maior oferta de crédito e as isenções tributárias. Para 2007, a expectativa é de um crescimento de mais 4,5% da massa salarial. (págs. 1 e A3)


- O governo do Rio busca meios de pagar, a partir de segunda, a folha salarial de R$ 725,4 milhões. Dos R$ 634 milhões deixados pela ex-governadora Rosinha Matheus, R$ 270,8 milhões não poderão ser usados. (págs. 1 e A2)


- A autoridade antitruste da Colômbia impediu a Gerdau de fazer oferta de compra pela estatal Acerias Paz del Rio, segunda maior siderúrgica do país, sob alegação de que a fusão restringiria a competição. (págs. 1 e B5)


- A Cisco, maior fabricante mundial de equipamentos de informática para redes, comprou a IronPort Systems por US$ 830 milhões. Com isso, incorporará novos produtos de segurança a seu catálogo. (págs. 1 e B2)


- O BNDES, credor de dívida de R$ 560 milhões no processo de falência da Chapecó, processa o grupo Macri por descumprimento de contrato de crédito para compra da empresa. (págs. 1 e B6)


- Empresas aéreas serão obrigadas a ter planos de contingência. (págs. 1 e A3)


- A Assembléia Legislativa paulista promulgou lei que prevê incentivos fiscais aos produtores de orgânicos, que deverão ser regulamentados pelo Executivo em 180 dias. (págs. 1 e B9)

ESTADO DE MINAS

- Chuva castiga interior de MG


- As chuvas intensas que castigam o interior de Minas Gerais estão deixando um rastro de destruição, principalmente no Triângulo Mineiro e regiões Central e Sul. Mas também o Leste e zona da Mata estão em alerta com a cheia dos rios e desabamento de casas. Em Uberlândia, a força das águas arrancou o asfalto das principais avenidas e estourou tubulações subterrâneas. O principal acesso a Ouro Preto pela Rodovia dos Inconfidentes foi parcialmente engolido por um deslizamento de terra. Outra erosão ameaça a saída para Mariana. Na Zona da Mata, a chuva deixou centenas de desabrigados em Juiz de Fora e Muriaé. E há queda de barreiras nas estradas. A alta de mais de 3.50 metros dos rios Mandu e Sapucaí, em Pouso Alegre, no Sul, já ilhou residências no Bairro São Geraldo, causando apreensão. No Vale do Rio Doce, algumas prefeituras buscam opções para recuperar rodovias, ruas e pontes danificadas. Desde outubro, as chuvas já mataram 17 pessoas e deixaram 4 mil desabrigados e 12 mil desalojados no estado. Para piorar, a previsão da meteorologia é de que uma nova frente fria chega a Minas amanhã, provocando mais temporais, acompanhados de raios e rajadas de vento de até 60 km/h. A orientação dos meteorologistas é para que a população evite áreas de alagamento e locais sem proteção. (págs. 1, 15 e 16)


- Diante do impasse na base aliada do governo quanto ao candidato à presidência da Câmara dos Deputados, com a queda-de-braço entre Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP), integrantes de partidos governistas e de oposição negociam o lançamento de um terceiro nome. (pág. 1)


- Opinião - É urgente um plano nacional de segurança. (pág. 1)


- Preço da Petrobras já passa de US$ 100 bilhões. (pág. 1)


- A inflação do idoso foi maior do que o da média da população brasileira, em 2006. O custo de vida dos mais velhos subiu 2,25%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC) teve alta de 2,06%. O principal motivo da diferença foi a elevação dos gastos com saúde e cuidados pessoais, de 11,20%. É o caso do aposentado João José Ribeiro, de 82 anos, que tem despesa de R$ 1 mil mensais com remédios, e deixou de comer carne, para poder compra-los. (pág. 1)


- A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou que baixará portaria este mês, obrigando que todas as empresas aéreas tenham um plano de contingenciamento, mantendo um conjunto de aviões parados no solo, para evitar novos períodos de caos nos aeroportos. (pág. 1)

OUTROS JORNAIS


ZERO HORA (RS)


- Verão gaúcho já é o mais quente dos últimos 11 anos. (pág. 1)


JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Estado oferece 395 mil vagas para novos alunos
- Matrícula para estudantes novatos da rede estadual de ensino começa amanhã na Região Metropolitana do Recife, através de ligação telefônica gratuita. No interior, o procedimento será feito pessoalmente. A UFRPE fará vestibular extra em Serra Talhada. (pág. 1 e Cidades, pág. 1)
- Lula sanciona lei complementar que recria Sudene. (pág. 1 e Economia)
- Bancos financiam despesas de janeiro. (pág. 1 e Economia)


06/01/2007

JORNAL DO BRASIL

- Chuvas já mataram 24 no Rio


- Os temporais que castigam a Região Sudeste desde o início da semana, fizeram do Estado do Rio a sua maior vítima. As chuvas já mataram 24 pessoas, deixaram 1.121 desabrigados e 11.102 desalojados. Nova Friburgo, na Região Serrana, é o município mais castigado pela enxurrada, onde foram registrados 10 dias. A queda de barreiras isolou a cidade e a cheia do Rio Paraíba do Sul deixou 4 mil desabrigados. (pág. 1 e Cidade, pág. A10)


- Lula libera meio bilhão para obras e segurança. (pág. 1 e Cidade, pág. A17)


- Efetivo de apenas 600 homens chega já à cidade. (pág. 1 e Cidade, pág. A13)


- O governo do Rio está sem caixa para pagar o servidor que ganha acima de R$ 950. O teto até R$ 500 receberá na segunda-feira e o de R$ 949, na terça. Acima deste valor, o secretário estadual de Fazenda, Joaquim Levy, aguarda a arrecadação de tributos. Rosinha desmentiu a falta de recursos e chamou Levy de mentiroso. (pág. 1 e Economia, pág. A25)


- Mutirão é a melhor saída para salvar os hospitais. (pág. 1 e Cidade, pág. A15)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Chuvas matam 28 no Rio e SP


- Os temporais que atingem o Sudeste há quatro dias já causaram a morte de pelo menos 25 pessoas no Estado do Rio. Em São Paulo, foram três mortes neste ano. A situação é mais grave na região serrana do Rio. Em Nova Friburgo (150 km do Rio), houve ao menos 11 vítimas. No município vizinho de Sumidouro, oito morreram em desabamentos de encostas. Em Petrópolis (65 km do Rio), houve três mortes. Em Teresópolis, duas. Em todo o Estado, havia, até a conclusão desta edição, 12.023 pessoas desalojadas (retiradas de casa por causa de riscos) e 1.468 desabrigadas (que perderam suas casas). (pág. 1)


- Para cobrar fidelidade dos aliados que agraciará na reforma ministerial prevista para fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a auxiliares a elaboração de um mapa dos 22 mil cargos federais. Desses, 5 mil são considerados os que realmente importam para a divisão de poder entre os dez partidos que apoiarão no Congresso o segundo mandato do petista. (pág. 1)


- O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), resolveu apostar na conquista do apoio dos governadores para superar Arlindo Chinaglia (PT-SP) na disputa pelo comando da Casa. A estratégia tem dado certo. Dos 27 governadores, 15 dizem preferir o comunista. (pág. 1)


- A mata atlântica, o bioma mais destruído do país desde a colonização, tem 27,1% de remanescentes, diz estudo feito a pedido do MMA (Ministério do Meio Ambiente) por um trio de pesquisadores. Esse número, ao mesmo tempo que soa bem positivo, é tão surpreendente que até os autores do trabalho estão cautelosos com ele. (pág. 1)


- Considerados os chefões do tráfico no Rio de Janeiro, 12 criminosos foram transferidos ontem da penitenciária de segurança máxima carioca Bangu 1 para a penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná, onde ficarão no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). Parte dos presidiários transferidos é acusada pela polícia de provocar os ataques que levaram pânico à cidade três dias antes do Réveillon. (pág. 1)


- A sexta-feira foi ruim para o mercado financeiro mundial. Com a Bovespa não foi diferente: teve seu pior pregão desde junho passado, ao sofrer queda de 4,03%. Dados que mostraram um mercado de trabalho mais aquecido que o esperado nos EUA desagradaram aos investidores. Isso porque foram interpretados como sinalizadores de que há menor probabilidade de corte nos juros americanos nos próximos meses. (pág. 1)


- Modificada para desafogar a Justiça e baratear os custos para o contribuinte, a nova lei do divórcio pode ter efeito contrário no Estado de São Paulo. A partir de agora, de acordo com a mudança na lei, sancionada pelo presidente Lula, divórcios e separações, desde que consensuais e que não envolvam filhos e incapazes, podem ser homologados em escrituras públicas. Ou seja, ser feitos em cartórios, sem que precisem passar pela Justiça. O problema é que os cartórios vão cobrar de custas R$ 218, mais do que o valor recolhido quando o processo é aberto na Justiça -R$ 71,15 (valores para separações nas quais não há partilha de bens). (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Bush muda comando das forças no Iraque


- O presidente americano, George W. Bush, iniciou ontem mudanças em sua cúpula militar no Iraque, para onde deverá anunciar em breve um polêmico aumento de forças. As mudanças são parte dos esforços da Casa Branca para adotar uma nova política no Iraque, nos dois últimos anos de Bush na presidência. Estão sendo substituídos os dois principais generais no Iraque, que manifestaram publicamente ceticismo sobre o envio de mais tropas. Os novos líderes democratas no Congresso criticaram ontem a possibilidade desse reforço militar. Atualmente, os EUA possuem 140 mil soldados no Iraque. Na área diplomática, Bush pretende indicar o embaixador dos EUA no Iraque, Zalmay Khalilzad, como novo embaixador nas Nações Unidas. O atual embaixador, John Bolton, deixa o cargo no fim do mês. A indicação de Bolton havia sido rejeitada pelo Congresso e Bush se aproveitou de um recesso para mantê-lo interinamente no cargo. (págs. 1 e A12)


- Notas e Informações - O presidente Lula e o novo governador fluminense, Sérgio Cabral Filho, tornaram-se protagonistas de um lamentável espetáculo de exploração do surto de violência no Rio. (págs. 1 e A3)


- A Força Nacional deve desembarcar no Rio até terça-feira, informou o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa. Pelo menos 600 homens estão prontos para ajudar a polícia fluminense. Ontem, 12 presos de Bangu 1 e 3, acusados de ordenar a onda de ataques na cidade, foram transferidos para o presídio federal de Catanduvas (PR). (págs. 1 e C3)


- As exportações do agronegócio bateram recorde em 2006 e atingiram US$ 49,42 bilhões, o que garantiu um superávit, também recorde, de US$ 42,7 bilhões. Apesar da valorização do real e da crise da agricultura, que obrigou o governo a renegociar dívidas dos produtores, o setor responde por 93% do superávit da balança. (págs. 1 e B4)


- Com a institucionalização de florestas em 2006, o Amapá elevou de 55% para 73% a sua área total protegida, o maior índice do Brasil. Alcançado esse patamar, o governo quer destinar 4 milhões de hectares para madeireiras - 1 milhão já neste primeiro semestre. A concessão será feita com regras de manejo correto da madeira. (págs. 1 e A15)

O GLOBO

- Maiores traficantes do Rio vão para presídio no Paraná


- Na primeira operação de segurança integrada, que mobilizou as polícias Federal e Militar, além das Forças Armadas, foram transferidos ontem, num vôo da FAB, para a penitenciária federal de Catanduvas (PR), 12 presos e chefes das principais facções criminosas do Rio, suspeitos de comanda tem a onda de ataques que aterrorizou a Região Metropolitana e deixou 19 mortos no final do ano passado. Márcio dos Santos Nepomuceno (o Marcinho VP), Elias Maluco e Robinho Pinga são três dos chefes removidos. Os presos foram levados de Bangu para a Base Aérea do Galeão num helicóptero da Marinha. A operação ocorreu quase quatro anos após a transferência do traficante Fernandinho Beira-Mar. O Ministério da Defesa anunciou que cinco mil homens das forças Armadas entraram em prontidão para a proteção de prédios públicos, no caso de ataques do tráfico, em represália às transferências. As polícias também entraram em alerta. Uma tropa de 600 homens da Força Nacional de Segurança está pronta para desembarcar no Rio já nos próximos dias. (págs. 1, 12 e 13)


- O Ministério da Cultura informou ontem que o ator Antonio Grassi foi avisado no último dia 27 que sairia da presidência da Funarte. O ator, porém, afirmou que naquele dia soube apenas que o ministro queria falar com ele. (págs. 1 e 10)


- Ao assumir ontem o Hospital Getúlio Vargas, o diretor interino, Carlos Alberto Chaves de Carvalho, deu um choque de gestão na unidade estadual: reativou 60 leitos e retirou três pacientes com tuberculose da emergência, onde estavam em macas. (págs. 1 e 17)

GAZETA MERCANTIL

- Déficit de US$ 2,2 bi adia auto-suficiência

- Em 2006, ano em que a Petrobras anunciou festivamente a conquista da auto-suficiência na produção de petróleo, o Brasil registrou mais um déficit na balança comercial do óleo bruto de US$ 2,193 bilhões, com exportações totais de US$ 6,894 bilhões e importações de US$ 9,087 bilhões. Segundo o consultor Humberto Guimarães, o saldo negativo na conta petróleo deve-se à falta de refinarias no País capazes de processar todo o óleo pesado extraído no País. "Mesmo com a independência, o Brasil continua tendo que exportar petróleo barato (pesado) e importar petróleo caro (todo tipo leve, de melhor qualidade)", diz, Guimarães, que admite auto-suficiência nominal, mas não financeira. Na conta do consultor, entre 1999 e 2006 (até outubro), as exportações de óleo bruto somaram US$ 17 bilhões e as importações, US$ 40 bilhões, déficit de US$ 23 bi.

A Petrobras anunciou investimentos de US$ 3,7 bilhões, até 2011, em projetos para elevar a capacidade de processamento de óleo pesado, o tipo predominante no País. Outros US$ 2,7 bilhões serão aplicados na ampliação de refinarias e na construção de duas novas unidades. (págs. 1 e C-2)

- A Petrobras reabriu ontem oferta para troca de títulos externos no valor de US$ 500 milhões. Pretende alongar o prazo de vencimento para 2016. (pág. 1)

- Produtores agrícolas do Mercosul pagam menos por tratores feitos no Brasil. Em alguns países, como no Uruguai, a redução nas máquinas chega a 26%. A menor carga tributária nesses países é a principal justificativa.

A diferença impacta no custo de produção, dando maior competitividade aos agricultores dos países vizinhos. Segundo levantamento da Cogo Consultoria Agroeconômica, o arroz é o produto mais prejudicado. A depreciação das máquinas respondem 5,7% do custo. (págs. 1 e B-12)

- A Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) deve apresentar em breve à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um projeto que prevê maior agilidade na concessão de registro para determinadas ofertas públicas. É uma versão da regra 144-A, que nos EUA permite às empresas vender papéis apenas para os grandes investidores e os institucionais (os " qualificados", no jargão do mercado). Para isso, a Anbid quer a extensão do "registro de prateleira", opção hoje restrita às debêntures. "Queremos ampliar o leque para outros tipos de papéis", diz o vice-presidente, Luiz Fernando Resende. (págs. 1 e B-1)

- O volume financeiro de negócios da Bovespa cresceu 49,3% em 2006, em relação a 2005, atingindo R$ 598,9 bilhões, o maior da história. Os estrangeiros tiveram a maior participação no ranking dos principais investidores, com uma fatia de 35,5% do total. (págs. 1 e B-1)

- O PAC é sinal bem-vindo ao setor privado. Se os investimentos públicos aumentarem, os privados também virão. É a volta dos planos de desenvolvimento, após anos de programas de controle de preços e monetário. (págs. 1 e A-2)

- O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) será divulgado no próximo dia 22, junto com a lista de obras prioritárias. Com o PAC, o governo planeja atacar em três frentes: investimentos, desoneração de impostos e choque de gestão. (págs. 1 A-4)

CORREIO BRAZILIENSE

- Estacionamento no SCS será pago


- Se você costuma estacionar o carro em área pública no centro da cidade, prepare-se para uma despesa extra. O projeto do estacionamento rotativo está de volta. O Governo do Distrito Federal decidiu pôr a idéia em prática, de forma gradativa, ainda este ano. O número de vagas pagas não deve superar 20% do total existente. Ou seja, se no espaço houver 50 vagas, 10 farão parte do sistema, que começará pelo Setor Comercial Sul (SCS). Mas a data exata, o valor a ser cobrado e a forma como vai funcionar ainda não estão definidos. Os critérios serão estabelecidos após estudos feitos pelo Detran. Em 2003, o GDF tentou implantar o serviço, que ficou conhecido como Vaga Fácil. Licitada e entregue a uma empresa privada, a iniciativa acabou contestada na Justiça e foi considerada inconstitucional. Desta vez, o Detran está à frente da proposta. (págs. 1 e 25)


- De cara nova - Pela primeira vez, a foto oficial de um presidente da República foi feita em ambiente aberto, nos jardins do Alvorada. (págs. 1 e 3)


- Não adiantou o presidente Lula pedir um nome único da base aliada. Os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP) anunciaram ontem que suas candidaturas à presidência da Câmara são irreversíveis. Eles avaliam que os apoios obtidos até agora tornam inevitável a disputa no plenário, em 1° de fevereiro. (pág. 1 e Tema do Dia, pág. 2)


- Uma operação sigilosa da polícia, que envolveu aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), levou a elite do crime organizado carioca para a Penitenciária Federal de Catanduvas (PR). Doze chefes do narcotráfico agora fazem companhia a Fernandinho Beira-Mar. No Rio, ficou o temor de uma reação violenta que repita o terror de 28 de dezembro. (págs. 1 e 10)

VALOR ECONÔMICO

- Bancos de investimentos reagem ao avanço externo


- Após os aportes de capital bilionários dos bancos de investimento estrangeiros no país, os nacionais vão contra-atacar. Itaú BBA, Unibanco, Bradesco, Safra e Banco do Brasil investem pesado em planos de expansão. Planejam contratar um exército de analistas, pessoal da área de vendas, relacionamento com os clientes, negócios, estruturação e originação de operações de mercado de capitais e fusões e aquisições. Serão mais de cem pessoas somente em 2007. Vão também investir em marketing para reforçar a imagem de ágil banco de investimento, reduzindo a associação de sua marca apenas com banco de varejo ou de crédito.

"Há um trem passado agora e ou você entra ou perde a oportunidade para sempre", diz Jean-Marc Etlin, vice-presidente responsável pelo banco de investimento do Itaú BBA, hoje o líder entre os nacionais. Grandes gestores de recursos, os maiores nacionais têm mantido a liderança no mercado de renda fixa - debêntures, notas promissórias e fundos de investimento em direito creditório (FIDCs). Mas, nas debêntures, o bolo de comissões pagas aos bancos de investimento caiu cerca de 15% em 2006 em relação a 2005, apesar do crescimento de emissões.

O grande filão é o mercado de renda variável, que teve crescimento de 150% no bolo total de comissões aos bancos de investimento em 2006. Mas, nesse mercado, a liderança é dos estrangeiros. Para 2007, os nacionais poderão ganhar espaço devido ao seu relacionamento comercial com as pequenas e médias empresas brasileiras, que serão as principais a realizar emissão iniciais de ações daqui para frente. Com a queda nos juros básicos, os investidores locais deverão ter uma participação maior em renda variável e a rede de distribuidores dos bancos locais também será mais útil. (págs. 1 e C1)


- A Petrobras estuda a ampliação do Gasoduto Brasil-Bolívia para atender as necessidades do mercado brasileiro de gás em 2009 ou 2010. O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, disse ao Valor que, "do ponto de vista dos investimentos já realizados na Bolívia, a rentabilidade da Petrobrás é adequada". O investimento futuro será analisado à parte.

Gerir um imenso portfólio de investimentos é o maior desafio da Petrobrás - R$ 47 bilhões em 2007 e R$ 218 bilhões em cinco anos. "Isso significa um relacionamento com milhares de fornecedores, cronogramas diferenciados, projetos complexos em um momento em que o mercado mundial está extremamente aquecido", afirma Gabrielli. Ele diz que a Petrobrás vai assumir riscos. "Fazer gasodutos e investir na produção de gás mesmo sem a Lei do Gás. E mais do que isso, tem toda a parte de estradas, portos, ferrovias e saneamento, um conjunto de investimentos com grande impacto e efeito multiplicador". (págs. 1 e A10)


- A massa real de salários aumentou 14,6% nos últimos três anos, colocando em circulação R$ 77,7 bilhões a mais na economia. O consumo tem se beneficiado bastante desse crescimento da renda acima da inflação, mas o mesmo não se pode dizer na produção.

Alguns setores que fabricam bens de consumo semi e não-duráveis têm visto sua produção encolher. É o caso dos segmentos de couro e calçados, que sofrem com a concorrência dos produtos importados, propiciada pelo dólar barato. O desempenho dos bens duráveis (como veículos e produtos de informática) tem sido melhor, mas em grande parte por conta de outros fatores, como a maior oferta de crédito e as isenções tributárias. Para 2007, a expectativa é de um crescimento de mais 4,5% da massa salarial. (págs. 1 e A3)


- O governo do Rio busca meios de pagar, a partir de segunda, a folha salarial de R$ 725,4 milhões. Dos R$ 634 milhões deixados pela ex-governadora Rosinha Matheus, R$ 270,8 milhões não poderão ser usados. (págs. 1 e A2)


- A autoridade antitruste da Colômbia impediu a Gerdau de fazer oferta de compra pela estatal Acerias Paz del Rio, segunda maior siderúrgica do país, sob alegação de que a fusão restringiria a competição. (págs. 1 e B5)


- A Cisco, maior fabricante mundial de equipamentos de informática para redes, comprou a IronPort Systems por US$ 830 milhões. Com isso, incorporará novos produtos de segurança a seu catálogo. (págs. 1 e B2)


- O BNDES, credor de dívida de R$ 560 milhões no processo de falência da Chapecó, processa o grupo Macri por descumprimento de contrato de crédito para compra da empresa. (págs. 1 e B6)


- Empresas aéreas serão obrigadas a ter planos de contingência. (págs. 1 e A3)


- A Assembléia Legislativa paulista promulgou lei que prevê incentivos fiscais aos produtores de orgânicos, que deverão ser regulamentados pelo Executivo em 180 dias. (págs. 1 e B9)

OUTROS JORNAIS


JORNAL DO COMMERCIO (PE)


- Garçom confessa estupro de garota


- O garçom Anderson Bezerra da Rocha confessou ter estuprado a estudante Sabrina Hellen, de 13 anos, no dia 21 de dezembro, no Ibura. Ele atribuiu o assassinato da menina a um comparsa, conhecido como Marcos, que a teria estrangulado com um fio elétrico, após obriga-la a fazer sexo. Parentes e vizinhos de Sabrina estão à procura do suspeito, que está foragido. (pág. 1 e Cidades, págs. 1 e 2)


- Governo, agora, nega suspensão da lei seca. (pág. 1)


- Caixa quer aplicar R$ 12 bilhões em moradia este ano. (pág. 1)

07/01/2007

JORNAL DO BRASIL

- Entrevista: Cabral: "Estado está cheio de gambiarras"


- O governador avisou que devido às armadilhas encontradas, obras, só em 2008. Insistiu na tese dos cofres vazios, mas garantiu hospitais recuperados. A estratégia de segurança está nas mãos dos secretários. ?"Sou só um gestor". (pág. 1 e País, págs, A2, A3 e A4)


- Vinte e três suplentes de deputados assumem mandato no recesso e vão ganhar muito bem do erário para não trabalhar. Quatro parlamentares do Rio estão na farra. (págs. 1 e A11)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Desinteresse afasta mais estudante que pressão de trabalhar


- A falta de atratividade da escola foi o fator que mais levou estudantes de 15 a 17 anos a não ir às aulas em 2005, diz pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais.

A falta de vontade de estudar leva à evasão em 40,4% dos casos, à frente da necessidade de trabalhar (17,1%).

De acordo com a pesquisa do Inep, 75% dos estudantes não completaram o ensino fundamental, mas 68% chegaram ao menos à 5ª série.

Outra conclusão é que ter filho reduz a probabilidade de a jovem estudar. Entre as que vão à escola, só 1,6% das alunas são mães, ante 28,8% entre as que não estudam.

Para especialistas, o sistema de ensino brasileiro é pouco atraente, com disciplinas desconectadas do cotidiano dos jovens e professores desmotivados.

O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, aponta a repetência como fator de desinteresse dos adolescentes pela escola. (págs. 1 e C1)


- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer investir efetivamente R$ 20 bilhões do Orçamento da União em 2007, informam Valdo Cruz e Kennedy Alencar. O aumento em relação a 2006 seria de mais de 30%.

A maioria desses recursos será destinada às obras do Plano de Aceleração do Crescimento, com o qual o presidente promete "destravar" a economia e levar o PIB a crescer ao menos 4% neste ano. A equipe de Lula prepara uma relação de 50 a 60 obras prioritárias em infra-estrutura para receber recursos. (págs. 1 e B1)


- Militares e especialistas criticam a Força Nacional de Segurança Pública, chamada a participar do combate à criminalidade no Rio.

A principal crítica se dirige ao caráter provisório da Força Nacional, formada por policiais dos Estados que são convocados apenas em situações de emergência.

Para o coronel reformado da Polícia Militar José Vicente da silva Filho, ex-titular da Secretaria Nacional de Segurança Pública, a força terá um efeito puramente cenográfico no Rio. "É como passar mercúrio cromo em fratura exposta", diz. (págs. 1 e C6)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Serra pede mais policiais federais para São Paulo


- O governador José Serra criou um plano de metas para a segurança pública em São Paulo que prevê o aumento do efetivo da Polícia Federal, a cooperação das Forças Armadas e maior agilidade na liberação de recursos dos fundos Penitenciário e de Segurança. Batizado de "decálogo", os dez itens do plano se baseiam em três conceitos: prevenção, inteligência e integração. Entre as metas estabelecidas, a integração das Polícias Civil e Militar (segundo item), a criação do Gabinete de Segurança do Sudeste (quarto), a modernização na legislação penal (oitavo) e reformas na pasta da Segurança (nono). O governador diz ser essencial fortalecer o combate ao que ele considera raiz e essência do crime organizado: os tráficos de armas e drogas e o contrabando, informam Carlos Marchi e Mariangela Hamu. O secretário Ronaldo Marzagão garante que se o crime organizado tivesse ordenado ataques como os de 2006, as polícias abortariam as ações. "O governo não será surpreendido", diz. De início, a secretaria pretende criar um sistema de comunicação digital da PM impenetrável pelos bandidos. "A força será substituída pela inteligência", ressalta Marzagão. (págs. 1, C1 e C3)


- Um funcionário terceirizado chega a custar duas vezes mais que um servidor público, como é o caso de contratos do INSS na área de informática. A Controladoria-Geral da União concluiu que empresas que fornecem esse tipo de mão-de-obra são beneficiadas "excessivamente", o que prejudica a qualidade do serviço prestado. Nos próximos dias, o Ministério do Planejamento publica norma para novos contratos. (págs. 1 e A4)


- A rápida escalada do preço do álcool combustível nas últimas semanas tornou evidente a falta de uma política para o setor. Todo início de ano o problema se repete: o produto sobe para o consumidor, o governo cobra explicações e começa o jogo de empurra. Medidas concretas são poucas e nenhuma capaz de evitar a elevada flutuação dos preços. Os usineiros pedem a criação de um estoque regulador. (págs. 1 e B1)

O GLOBO

- Setor de petróleo receberá R$ 183 bi


- O setor de petróleo brasileiro receberá, entre este ano e 2010, investimentos de R$ 183,6 bilhões (cerca de US$ 85 bilhões). Segundo o BNDES, 25% desse total serão destinados a projetos de empresas privadas estrangeiras e nacionais, nos quais não há participação da Petrobras. Boa parte dos recursos será aplicada no Estado do Rio. Somente a Chevron, a quarta maior petrolífera do mundo, vai investir US$ 3 bilhões. (págs. 1 e 29)


- As aposentadorias pagas em 21 estados garantem a ex-governadores, inclusive a alguns que ocuparam o cargo por apenas alguns meses, renda de até R$ 22,1 mil pelo resto da vida. Dos políticos que acabaram de deixar o cargo, 13 têm direito a requerer o benefício. Além disso, há os que fizeram aprovar na Assembléia outras mordomias, como assessores e carro oficial, caso do ex-governador de Sergipe João Alves Filho (PFL). A Câmara já tem mais aposentados do que deputados na ativa: 627 a 513. (págs. 1, 3 e 4)

GAZETA MERCANTIL

- Déficit de US$ 2,2 bi adia auto-suficiência

- Em 2006, ano em que a Petrobras anunciou festivamente a conquista da auto-suficiência na produção de petróleo, o Brasil registrou mais um déficit na balança comercial do óleo bruto de US$ 2,193 bilhões, com exportações totais de US$ 6,894 bilhões e importações de US$ 9,087 bilhões. Segundo o consultor Humberto Guimarães, o saldo negativo na conta petróleo deve-se à falta de refinarias no País capazes de processar todo o óleo pesado extraído no País. "Mesmo com a independência, o Brasil continua tendo que exportar petróleo barato (pesado) e importar petróleo caro (todo tipo leve, de melhor qualidade)", diz, Guimarães, que admite auto-suficiência nominal, mas não financeira. Na conta do consultor, entre 1999 e 2006 (até outubro), as exportações de óleo bruto somaram US$ 17 bilhões e as importações, US$ 40 bilhões, déficit de US$ 23 bi.

A Petrobras anunciou investimentos de US$ 3,7 bilhões, até 2011, em projetos para elevar a capacidade de processamento de óleo pesado, o tipo predominante no País. Outros US$ 2,7 bilhões serão aplicados na ampliação de refinarias e na construção de duas novas unidades. (págs. 1 e C-2)

- A Petrobras reabriu ontem oferta para troca de títulos externos no valor de US$ 500 milhões. Pretende alongar o prazo de vencimento para 2016. (pág. 1)

- Produtores agrícolas do Mercosul pagam menos por tratores feitos no Brasil. Em alguns países, como no Uruguai, a redução nas máquinas chega a 26%. A menor carga tributária nesses países é a principal justificativa.

A diferença impacta no custo de produção, dando maior competitividade aos agricultores dos países vizinhos. Segundo levantamento da Cogo Consultoria Agroeconômica, o arroz é o produto mais prejudicado. A depreciação das máquinas respondem 5,7% do custo. (págs. 1 e B-12)

- A Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) deve apresentar em breve à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um projeto que prevê maior agilidade na concessão de registro para determinadas ofertas públicas. É uma versão da regra 144-A, que nos EUA permite às empresas vender papéis apenas para os grandes investidores e os institucionais (os " qualificados", no jargão do mercado). Para isso, a Anbid quer a extensão do "registro de prateleira", opção hoje restrita às debêntures. "Queremos ampliar o leque para outros tipos de papéis", diz o vice-presidente, Luiz Fernando Resende. (págs. 1 e B-1)

- O volume financeiro de negócios da Bovespa cresceu 49,3% em 2006, em relação a 2005, atingindo R$ 598,9 bilhões, o maior da história. Os estrangeiros tiveram a maior participação no ranking dos principais investidores, com uma fatia de 35,5% do total. (págs. 1 e B-1)

- O PAC é sinal bem-vindo ao setor privado. Se os investimentos públicos aumentarem, os privados também virão. É a volta dos planos de desenvolvimento, após anos de programas de controle de preços e monetário. (págs. 1 e A-2)

- O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) será divulgado no próximo dia 22, junto com a lista de obras prioritárias. Com o PAC, o governo planeja atacar em três frentes: investimentos, desoneração de impostos e choque de gestão. (págs. 1 A-4)

CORREIO BRAZILIENSE

- Rica, mas sem emprego e cercada de violência


- Brasília, capital com maior renda per capita do país, é vítima de uma taxa de desemprego que a aproxima das regiões mais pobres do Brasil. A razão para ostentar um percentual de 19% da população economicamente ativa sem trabalho - São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte nem chegam a 15% - pode ser encontrada na vizinhança. Estima-se que 115 mil trabalhadores do entorno estejam à procura de uma vaga no mercado do Distrito Federal, o que agrava a situação local. Mas essa não é a única pressão exercida pelos municípios vizinhos. Levantamento da Secretaria Nacional de Segurança Pública aponta que Luziânia, Águas Lindas e Valparaíso, todas em Goiás, estão entre as cidades brasileiras com o maior número de assassinatos, tentativas de homicídio e estupros. Os índices são superiores aos de diversas áreas da baixada fluminense, no Rio de Janeiro. (págs. 1, 21, 25 e 26)


- Coalizão política é ameaçada pela insistência de Aldo Rebelo e Arlindo Chinaglia em manter candidaturas à presidência da Câmara. Falta de acordo pode passar a idéia de que o presidente não tem controle sobre a base. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. 2 e 3)


- Onde estão as notas de 100? - Das 130 milhões de cédulas impressas em 1994, quando foi lançado o Real, apenas 27 milhões estão em circulação. O restante encontra-se encalhado no Banco Central. O valor ainda é alto para os brasileiros. (págs. 1 e 19)

VALOR ECONÔMICO

- Bancos de investimentos reagem ao avanço externo

- Após os aportes de capital bilionários dos bancos de investimento estrangeiros no país, os nacionais vão contra-atacar. Itaú BBA, Unibanco, Bradesco, Safra e Banco do Brasil investem pesado em planos de expansão. Planejam contratar um exército de analistas, pessoal da área de vendas, relacionamento com os clientes, negócios, estruturação e originação de operações de mercado de capitais e fusões e aquisições. Serão mais de cem pessoas somente em 2007. Vão também investir em marketing para reforçar a imagem de ágil banco de investimento, reduzindo a associação de sua marca apenas com banco de varejo ou de crédito.

"Há um trem passado agora e ou você entra ou perde a oportunidade para sempre", diz Jean-Marc Etlin, vice-presidente responsável pelo banco de investimento do Itaú BBA, hoje o líder entre os nacionais. Grandes gestores de recursos, os maiores nacionais têm mantido a liderança no mercado de renda fixa - debêntures, notas promissórias e fundos de investimento em direito creditório (FIDCs). Mas, nas debêntures, o bolo de comissões pagas aos bancos de investimento caiu cerca de 15% em 2006 em relação a 2005, apesar do crescimento de emissões.

O grande filão é o mercado de renda variável, que teve crescimento de 150% no bolo total de comissões aos bancos de investimento em 2006. Mas, nesse mercado, a liderança é dos estrangeiros. Para 2007, os nacionais poderão ganhar espaço devido ao seu relacionamento comercial com as pequenas e médias empresas brasileiras, que serão as principais a realizar emissão iniciais de ações daqui para frente. Com a queda nos juros básicos, os investidores locais deverão ter uma participação maior em renda variável e a rede de distribuidores dos bancos locais também será mais útil. (págs. 1 e C1)

- A Petrobras estuda a ampliação do Gasoduto Brasil-Bolívia para atender as necessidades do mercado brasileiro de gás em 2009 ou 2010. O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, disse ao Valor que, "do ponto de vista dos investimentos já realizados na Bolívia, a rentabilidade da Petrobrás é adequada". O investimento futuro será analisado à parte.

Gerir um imenso portfólio de investimentos é o maior desafio da Petrobrás - R$ 47 bilhões em 2007 e R$ 218 bilhões em cinco anos. "Isso significa um relacionamento com milhares de fornecedores, cronogramas diferenciados, projetos complexos em um momento em que o mercado mundial está extremamente aquecido", afirma Gabrielli. Ele diz que a Petrobrás vai assumir riscos. "Fazer gasodutos e investir na produção de gás mesmo sem a Lei do Gás. E mais do que isso, tem toda a parte de estradas, portos, ferrovias e saneamento, um conjunto de investimentos com grande impacto e efeito multiplicador". (págs. 1 e A10)

- A massa real de salários aumentou 14,6% nos últimos três anos, colocando em circulação R$ 77,7 bilhões a mais na economia. O consumo tem se beneficiado bastante desse crescimento da renda acima da inflação, mas o mesmo não se pode dizer na produção.

Alguns setores que fabricam bens de consumo semi e não-duráveis têm visto sua produção encolher. É o caso dos segmentos de couro e calçados, que sofrem com a concorrência dos produtos importados, propiciada pelo dólar barato. O desempenho dos bens duráveis (como veículos e produtos de informática) tem sido melhor, mas em grande parte por conta de outros fatores, como a maior oferta de crédito e as isenções tributárias. Para 2007, a expectativa é de um crescimento de mais 4,5% da massa salarial. (págs. 1 e A3)

- O governo do Rio busca meios de pagar, a partir de segunda, a folha salarial de R$ 725,4 milhões. Dos R$ 634 milhões deixados pela ex-governadora Rosinha Matheus, R$ 270,8 milhões não poderão ser usados. (págs. 1 e A2)

- A autoridade antitruste da Colômbia impediu a Gerdau de fazer oferta de compra pela estatal Acerias Paz del Rio, segunda maior siderúrgica do país, sob alegação de que a fusão restringiria a competição. (págs. 1 e B5)

- A Cisco, maior fabricante mundial de equipamentos de informática para redes, comprou a IronPort Systems por US$ 830 milhões. Com isso, incorporará novos produtos de segurança a seu catálogo. (págs. 1 e B2)

- O BNDES, credor de dívida de R$ 560 milhões no processo de falência da Chapecó, processa o grupo Macri por descumprimento de contrato de crédito para compra da empresa. (págs. 1 e B6)

- Empresas aéreas serão obrigadas a ter planos de contingência. (págs. 1 e A3)

- A Assembléia Legislativa paulista promulgou lei que prevê incentivos fiscais aos produtores de orgânicos, que deverão ser regulamentados pelo Executivo em 180 dias. (págs. 1 e B9)

REVISTAS


VEJA



TÍTULO DE CAPA


- Crime - As raízes, a impunidade, as soluções


Devagar, quase parando... - O segundo mandato do presidente Lula começa sem equipe ministerial e em ritmo de férias. (págs. 36 a 38)


O indulto dos aloprados - O PT anuncia o seu novo presidente: é o mesmo do caso do dossiê fajuto. (págs. 38 e 39)


O Brasil que não pune... - Ao contrário do que muitos pensam, existem mais criminosos que nunca foram presos do que presos que poderiam ser soltos. (págs. 46 e 47)


...e o Brasil que pune mal - A pretexto de "ressocializar" os presos, benefícios da Lei Penal alimentam a criminalidade. (págs. 48 e 49)


Roberto Pompeu de Toledo - Vem aí o PAC - É assim que opera o governo Lula: antes de mais nada, chama o publicitário. (pág. 114)



ÉPOCA



TÍTULO DE CAPA


- Como a violência e a insegurança afetam a mente e a rotina de todos nós


Essa pegou - Após seis anos, a Lei de Responsabilidade Fiscal dá resultados: governadores cortam gastos e buscam modos de administrar melhor. (págs. 28 a 30)


Como conviver com juros baixos? - Com a queda das taxas, o Brsil poderá finalmente abandonar a cultura inflacionária em favor de um ambiente empreendedor. (págs. 32 a 34)


O Brasil que prospera - Como a parceria entre o governo e as empresas privadas transformou a cidade de Hortolândia, em São Paulo, num dos maiores pólos tecnológicos do país. (págs. 46 a 48)


Deu branco! - Como a parceria entre universidade e empresa privada gerou uma tinta branca de padrão mundial. (pág. 49)


Dá para construir e preservar? - Rodoanel de São Paulo esquenta a polêmica sobre o que importa mais: infra-estrutura ou meio ambiente. (págs. 58 e 59)



ISTOÉ



TÍTULO DE CAPA


- Os 100 brasileiros mais influentes


Entrevista: Jorge Viana - A segunda chance do PT - Nome forte para ser coordenador político de Lula, ex-governador diz que partido deve pagar dívidas com a sociedade. (pág. 7 a 11)


O Brasil contra o crime - Atentados no Rio de Janeiro provocam uma inédita união de governadores com o governo federal para a guerra contra a violência. (págs. 28 a 30)


O novo rumo de Lula - Segunda posse enfatiza crescimento em lugar de apenas assistencialismo. (págs. 34 a 36)


A festa da posse - Na companhia de poucas autoridades e de alguns artistas, Lula reúne 10 mil pessoas ao assumir o segundo mandato. (Gente, págs. 62 e 63)



DINHEIRO



TÍTULO DE CAPA


- Posse: Lula vai pagar as promessas?


Entrevista: Luiz Fernando Figueiredo - "O mundo nunca esteve tão bem" - Ex-diretor do BC, hoje no comando da Mauá, diz que cenário global é excelente para investimentos e, com o juros em queda no Brasil, recomenda a compra de ativos reais, como ações e imóveis. (págs. 16 a 18)


Hora de pagar promessas - Lula promete acelerar o crescimento econômico, mas sai de férias. Enquanto isso, os governadores já pensam em grandes obras - de olho em 2010. (capa e págs. 24 a 27)


Jogo da polêmica - Receita Federal promete recolher um brinquedo da Estrela em que o suborno é a grande jogada. (pág. 31)


Artigo - Leonardo Attuch - O roubo que nunca existiu - Os ingleses levaram a borracha para a Ásia, mas o Brasil lucrou mais do que perdeu no saldo final do que chamam de biopirataria. (pág. 45)



CARTACAPITAL



TÍTULO DE CAPA


- Destravar. Essa moeda pega? - Lula reafirma, na posse, o desejo de incentivar o crescimento, mas os obstáculos são enormes. A começar pela deficiente geração de energia


As travas do crescimento - Economia - Expansão da economia esbarra, sobretudo, na deficiência do setor elétrico. (capa e págs. 22 a 31)


Sextante - Antonio Delfim Netto - O peso dos impostos - Quanto maior a carga tributária em relação ao PIB, menores são as taxas de crescimento. (pág. 34)


Liberdade de dizer - Idéias - Por que o comentário de Clodovil sobre o Holocausto constitui crime de racismo? (pág. 44)

08/01/2007
JORNAL DO BRASIL

- S.O.S. Lula


- Depois de articular auxílio federal para a Segurança Pública e a Saúde, o governador Sérgio Cabral torna a recorrer ao presidente. Pede a liberação de dinheiro para a reconstrução das cidades atingidas pelos temporais. Só a recuperação das estradas consumirá R$ 35 milhões. A chuva já matou 51 no Sudeste. Dará trégua só amanhã. (pág. 1, País, pág. A5 e Cidade, pág. A10)


- Os pagamentos do governo central a aposentados, pensionistas, anistiados e favorecidos com diferentes auxílios vão superar R$ 385 bilhões em 2007. Novas regras dos programas sociais e a falta de um cadastro único incham o universo beneficiário - em torno de 56 milhões. (pág. 1 e País, págs. A2 e A3)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Ensino superior tem a maior inadimplência desde 2002


- Índice de falta de pagamento em SP é o maior desde 2002; alunos alegam problemas com emprego ou perda de familiar. O Congresso analisa um pedido do setor privado para que as escolas possam romper o contrato após 60 dias de inadimplência. (pág. 1)


- Sindicato acusa a Telemar de usar fundo em seu benefício


- Recursos do fundo de pensão dos empregados, o Atlântico, foram investidos na tele e em suas principais acionistas. Sindicato afirma que fundo pagou R$ 259,5 mi a mais do que deveria por ações que representam 4% do capital da empresa de telefonia. (pág. 1)


O ESTADO DE SÃO PAULO

- Tarso diz que Lula vai ajudar segurança em SP


- O governo federal mandará reforços para área de segurança pública paulista, disse ontem o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro. Ele condiciona a ajuda a um pedido formal do governador José Serra, mas lembra que, "embora a segurança seja responsabilidade dos Estados, a União deve e pode participar, principalmente em função da nacionalização dos delitos e da organização das quadrilhas". Como mostrou o "Estado" em sua edição de ontem, Serra pretende pedir ajuda ao governo federal, especialmente nas áreas de prevenção e inteligência.

O governador disse que, para diminuir a criminalidade, é preciso fortalecer o combate ao tráfico de drogas e armas e ao contrabando. O governador também quer mais agilidade na liberação dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional. O governo federal, por sua vez, responsabiliza os Estados pela lentidão nos repasses. O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), da CPI do Tráfico de Armas, alerta que a prevenção ao crime passa também pela reestruturação do sistema prisional. "O comando do crime está nas penitenciárias." (págs. 1 e C1)


- O desejo do governo de começar a eliminar os entraves ao crescimento do País tem uma nova dificuldade pela frente. A disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, com a divisão da base de apoio ao governo, deve complicar a aprovação do Programa de Aceleração do Crescimento, um pacote de medidas para a área econômica que depende em grande parte da aprovação dos parlamentares. Qualquer que seja o vitorioso na eleição, Aldo Rebelo (PC do B-SP) ou Arlindo Chinaglia (PT-SP), o custo para o Planalto será alto. (págs. 1 e A4)


- Depois do fim da vulnerabilidade externa, agora é a vulnerabilidade interna que tende a se tornar um problema superado. A queda do juro está levando a um menor peso da dívida pública em relação ao PIB, indicador que mais preocupa os investidores e as agências de classificação de risco. Os economistas temem apenas que o governo seja tentado a reduzir o superávit primário. (págs. 1, B1 e B3)

O GLOBO

- Segurança de vias expressas terá um comando autônomo


- Um plano especial de policiamento será implantado nas vias expressas que recebem turistas de chegada ao Rio: a Linha Vermelha, desde a Via Dutra até o Túnel Rebouças, o Elevado da Perimentral e o Aterro do Flamengo, até Botafogo. O número de PMs e carros será duplicado. A forma de controle do policiamento nesses trechos também será alterada: cada trecho passará a ser de responsabilidade de um comandante, 24 horas por dia, que, diferentemente do que ocorre hoje, atuará na rua e terá autonomia para fazer mudanças relâmpago no esquema. A Linha Amarela, que ontem foi fechada por 20 minutos em razão de tiroteio, e a Avenida Brasil serão as próximas. (págs. 1 e 8)


- O governador Sérgio Cabral anunciou ontem, em reunião em Nova Friburgo com representantes de 26 prefeituras mais o ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, a criação de uma força-tarefa para socorrer os municípios mais prejudicados pelas chuvas que castigaram o estado nos últimos dias. Pelo menos 26 pessoas morreram e 12 mil estão desabrigadas ou desalojadas. A força-tarefa vai produzir um relatório enumerando todas as necessidades de cada município atingido. Com esse levantamento, Cabral pedirá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma medida provisória liberando em 48 horas recursos para obras emergenciais. (págs. 1 e 9)

CORREIO BRAZILIENSE

- Dividido, PT briga por cargos


- Com o aviso de Lula de que os petistas perderão espaço no governo, correntes internas do partido disputam as vagas hoje ocupadas pelo Campo Majoritário, grupo liderado pelo presidente e enfraquecido depois do escândalo do mensalão. (pág. 1 e Tema do Dia, pág. 2)


- Eleição na Câmara: Aldo aposta em apoio tucano. (págs. 1 e 3)


- Contas públicas - Melhora perfil da dívida - Estabilidade econômica fez com que governo conseguisse, em 2006, alongar prazo de pagamento de títulos e substituir papéis cujos juros não eram fixados na hora da venda. (págs. 1 e 8)

VALOR ECONÔMICO

- País fecha pacote de ajuda a Bolívia, Paraguai e Uruguai


- Bolívia, Paraguai e Uruguai serão contemplados pelo governo brasileiro com medidas de financiamento e facilidades de comércio como parte de uma política para encorajar a integração do continente. A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi discutida em reunião reservada, na quinta, com seis ministros. O presidente exigiu que fossem eliminados, até a próxima reunião de cúpula do Mercosul, nos dias 18 e 19 no Rio, empecilhos burocráticos que travam a entrada de mercadorias dos vizinhos menores e dificultam o projeto de ajuda aos países pobres da região. Assim, o país teria armas para se contrapor à generosidade do venezuelano Hugo Chavez com a vizinhança e para neutralizar a atração exercida pelos EUA sobre sócios como o Uruguai.

Na reunião definiu-se o mecanismo pelo qual o Brasil dará crédito para compra de cem tratores (US$ 30 milhões) para o programa de desenvolvimento agrícola boliviano - financiamento do BNDES e apoio do Proex Equalização, que cobre, a fundo perdido, a diferença entre os juros internacionais e as taxas domésticas. Lula determinou que se atenda ao pedido de Morales para criação de uma fábrica de biodiesel na Bolívia. O tom moderado adotado ultimamente pelos bolivianos nas negociações sobre gás com o Brasil encorajaram o governo brasileiro.

Já há decisão política de aumentar as compensações ao Paraguai pela energia da Itaipu Binacional. "Há um aspecto sacrossanto em Itaipu: a energia que não for para o Paraguai tem de ir ao Brasil", aponta o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim. "Mas temos de encontrar uma compensação adequada ao Paraguai e que não prejudique o consumidor brasileiro." O governo vai designar fiscais em tempo integral para a fronteira com o Uruguai, onde há queixas de retenção de cargas por falta de funcionários na alfândega brasileira. Outras medidas para Uruguai e Paraguai devem envolver o BNDES. (págs. 1 e A2)

09/01/2007
JORNAL DO BRASIL

- Cabral põe abacaxi no colo do prefeito


- Guarda Municipal assumirá o controle do trânsito na cidade. Prefeitura será responsável por creches em favelas e áreas de risco - Estado vai se livrar da Lagoa e da Linha Vermelha. (pág. 1 e Cidade, pág. A9)


- Reconstrução - Lula libera 81 milhões para vítimas das chuvas. (pág. 1 e Cidade, pág. A13)


- Segurança - Tropa federal desembarca no Rio dentro de quinze dias. (pág. 1 e Cidade, pág. A12)


- Em uma decisão inédita, a Justiça de São Paulo reconheceu o direito de bebês em uma ação movida por um defensor público para garantir atendimento médico para a mãe. (pág. 1 e País, pág. A8)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Chávez vai nacionalizar energia e tele


- Às vésperas de começar um novo mandato, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou ontem que estatizará empresas de telecomunicações e elétricas, e defendeu a reforma da Constituição para implantar na Venezuela o que tem sido chamado de "socialismo do século 21". Ele afirmou também que planeja aumentar o controle estatal sobre projetos petrolíferos na região da bacia do rio Orinoco, onde a Petrobras e a estatal PDVSA identificaram, no ano passado, um campo gigante de petróleo. (pág. 1)


- A possibilidade de o "Grupo dos 30" -união suprapartidária de parlamentares- lançar um candidato de fato competitivo à sucessão da presidência da Câmara dependerá sobretudo do apoio de parte do PMDB e da capacidade de entendimento entre PSDB e PFL. Em reunião ontem em um hotel da região central de São Paulo, 16 parlamentares de oito legendas que integram o grupo discutiram reservadamente três nomes: Osmar Serraglio (PMDB-PR), José Eduardo Cardozo (PT-SP) e Luiza Erundina (PSB-SP). Todos, no entanto, teriam apresentado restrições à idéia. A idéia é buscar um nome no PMDB ou no PT. O grupo descarta apoiar as candidaturas de Aldo Rebelo (PC do B-SP), atual presidente, e Arlindo Chinaglia (PT-SP), líder do governo na Casa. Somente na próxima terça-feira é que a frente pretende oficializar o nome do "anticandidato". (pág. 1)


- Tendências/debates - Negociações e debates - Juan Pablo Lohlé - Para o governo brasileiro, certa empresa faz dumping. Para o argentino, não. E isso é tudo. Simplesmente se defendem interesses (pág. 1)


- Entre 500 e 600 homens da Força Nacional de Segurança Pública policiarão 19 pontos de rodovias federais e estaduais espalhados pelo território fluminense. Os trechos incluirão as divisas com outros Estados do Sudeste, segundo a Secretaria de Segurança do Rio. As tropas poderão começar a chegar já na semana que vem. A operação -chamada Divisa Integrada- deve ter início até o final deste mês. (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Chávez vai nacionalizar áreas de energia e telefonia


- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou ontem que vai nacionalizar o setor elétrico e da telefonia. "Todos esses setores estratégicos que foram privatizados, como o de eletricidade, serão nacionalizados", disse ele na cerimônia de posse de seu novo ministério. "Eles são muito importantes para todos nós". Chávez afirmou que pedirá ao Parlamento a aprovação de uma lei que o habilitará a criar regras que agilizarão as nacionalizações. Como todos os deputados são chavistas (a oposição boicotou as últimas eleições legislativas), ele não terá nenhuma dificuldade em conseguir o que quer. Segundo o presidente venezuelano, as novas regras também servirão para acabar com o controle de algumas companhias estrangeiras sobre o processamento de petróleo extra-pesado na região do Rio Orinoco. Chávez também criticou a autonomia do Banco Central: "Ele não deve ser independente, isso é uma idéia neoliberal". A intenção dele é adequar a economia ao que chamou de "socialismo do século 21". Para o novo ministério, Chávez escolheu os políticos que apoiaram mais radicalmente suas idéias. (págs. 1 e A10)


- O governo da Venezuela comprou recentemente um semanário boliviano de distribuição gratuita. A intenção é transforma-lo num jornal diário de apoio ao governo Evo Morales. (págs. 1 e A12)


- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou 15 dispositivos da lei de saneamento, atendendo sugestão dos Ministérios da Fazenda e do Trabalho para não comprometer a arrecadação de impostos. Foram vetados incentivos fiscais aos investimentos no setor e uso do FGTS em infra-estrutura. (págs. 1 e B5)


- Rubens Barbosa: Presidência brasileira ressaltou contradições e ambigüidades. (págs. 1 e A2)


- O governo federal fez ontem duas liberações de verba para áreas atingidas pelas chuvas, segundo a Casa Civil: R$ 131,2 milhões para o Sul e o Sudeste e R$ 139,38 milhões para reparos em estradas. Por orientação da Aeronáutica, o Aeroporto de Congonhas passou a ser interditado em caso de chuva forte ou mesmo moderada, para avaliação da quantidade de água na pista. Se a lâmina d'água for superior a 3 milímetros, a interdição será mantida. (págs. 1, C1 e C3)


- Depois de dois anos consecutivos de descapitalização e queda na renda, os agricultores voltam a ter motivos para comemorar: a receita com a safra de grãos que começa a ser colhida no mês que vem deve somar R$ 56,1 bilhões. Isso representa um crescimento de 22,7% em relação a 2006, embora a previsão seja de só 1,1 milhão de toneladas a mais. O motor da recuperação da agricultura de grãos é a disparada dos preços do milho e da soja no mercado internacional, impulsionados pelo programa de produção de álcool nos Estados Unidos, além da quebra na produção de trigo americana. (págs. 1 e B1)


- Notas e Informações - Não há muita novidade nas diretrizes que o governador José Serra estabeleceu para seu governo na área de segurança pública. Essa a grande virtude de sua política para o setor. (págs. 1 e A3)


O GLOBO

- Prefeitura assume trânsito do Rio sem poder multar


- O governador Sérgio Cabral e o prefeito César Maia assinaram ontem, no Palácio Guanabara, um convênio que prevê a municipalização da fiscalização do trânsito do Rio, incluindo o poder de aplicar multas. Mas a iniciativa, que tem o objetivo de permitir a liberação de pelo menos 800 PMs para o policiamento ostensivo, está parada por decisão judicial, que considera nulas as multas aplicadas não apenas por agentes da guarda como por equipamentos como pardais e lombadas eletrônicas. A prefeitura deve recorrer. Estado e prefeitura chegaram a um acordo também sobre a municipalização da Lagoa Rodrigo de Freitas. O convênio vai permitir que o prefeito César Maria retome um antigo projeto: o prolongamento do muro de pedras do canal do Jardim de Alah - o que poderá resolver a falta de oxigenação da Lagoa. Na área ambiental, Cabral e Maia também acertaram que a prefeitura vai dar licenças e fiscalizar empreendimentos de médio porte. Os governantes concordaram também em transferir para a prefeitura a responsabilidade pela conservação e a operação dos 21 quilômetros da Linha Vermelha por um período de (...) (págs. 1, 10 e 11)


- Em resposta ao pedido feito pelo governador Sérgio Cabral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou ontem a liberação de R$ 81,2 milhões para obras de emergência nos municípios do Estado do Rio castigados pelas chuvas, que já fizeram 26 mortos. A prioridade será a construção de um desvio na BR-101, em Campos, onde duas pontes sobre o Rio Paraíba do Sul estão interditadas. Parte do dinheiro será empregada na recuperação da estrutura da Ponte General Dutra, que cedeu no último sábado. Até o fim da tarde de ontem, três rodovias estaduais permaneciam com trechos interditados: a RJ-148, no trecho Friburgo-Sumidouro; a R$-152, em Duas Barras, no distrito de Fazenda do Campo; a RJ-158, em Carmo, onde uma ponte ruiu. Outras 11 estavam operando precariamente. (págs. 1 e 18)


- Parecer do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, enviado ao STF considera inconstitucionais as aposentadorias vitalícias pagas a ex-governadores. Como publicou O Globo domingo, pelo menos 21 estados pagam hoje o benefício, de até R$ 22 mil mensais. Há 16 anos o STF deu liminares contra o privilégio, mas nunca julgou o mérito. (págs. 1 e 3)


- O petista Carlos Manoel Costa Lima, envolvido no caso do mensalão, foi contratado pela secretária de Assistência Social, Benedita da Silva. Ao saber que o ato seria notícia, ela disse que o demitirá. (págs. 1 e 9)


- Em 2006, o BNDES fechou com desembolsos de R$ 52,3 bilhões, o maior da História. O orçamento máximo para o ano chegou a R$ 60 bilhões, mas foi revisto para baixo. Só em dezembro, foram liberados R$ 10 bilhões. (págs. 1 e 22)


GAZETA MERCANTIL

- Fusões e aquisições chegam a US$ 33 bi


- O ano passado foi o mais ativo em negócios de fusões e aquisições envolvendo empresas brasileiras desde 2000. Segundo a Thomson Financial, em 2006 companhias locais foram alvo de compras no valor de US$ 33,2 bilhões - em 2000, com a bolha da internet, e mais US$ 10 bilhões em privatizações, o total ficou em US$ 42,2 bilhões. Antes de 2000, o recorde havia sido em 1998: apenas as privatizações, puxadas pelo setor de telecomunicações, somaram US$ 35,7 bilhões naquele ano, de acordo com o BNDES. O total em 2006 foi três vezes maior do que os US$ 11 bilhões de 2005.

A grande novidade deste novo ciclo de fusões e aquisições no Brasil é o apetite de grandes empresas locais por estrangeiras. Considerando também estes negócios - onde o caso mais relevante foi a venda da mineradora canadense Inco para a Vale do Rio Doce, por US$ 18 bilhões -, o volume de negócios globais envolvendo brasileiras chega a US$ 71,9 bilhões.

Este montante é 2% dos US$ 3,8 trilhões em operações anunciadas anunciadas no mundo no ano passado. No Brasil, os negócios foram liderados pelo Credit Suisse; em termos globais, a liderança é do norte-americano Goldman Sachs; na América Latina, o Citigroup é o primeiro. (págs. 1 e B-2)


- As projeções de resultados de companhias abertas estão criando uma "ditadura" dos analistas, diz consultor. (págs. 1 e B-3)


- As altas nos preços do álcool desde o início da entressafra - há cerca de um mês - já deixaram o produto menos competitivo em relação à gasolina em vários estados. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em oito capitais brasileiras não vale mais a pena abastecer com o combustível, que superou os 70% em relação à gasolina. As desvantagens são maiores no Amapá (89% do preço da gasolina) e Pará (81,9%). O consultor da Safra & Mercado, Gil Barabach, diz que, a exemplo do ano passado, o consumidor tende a voltar para a gasolina. "O álcool precisa custar no máximo 70% do valor da gasolina, ou não vale a pena'', diz. (págs. 1 e B-12)


- O BNDES desembolsou em 2006 valor recorde de R$ 52,2 bilhões. A indústria ficou com mais da metade dos recursos; já a infra-estrutura recebeu 1% a menos do que em 2005. Termômetro de investimentos futuros, as aprovações somaram R$ 74,3 bilhões, alta de 36%. (págs. 1 e A-4)


- Fabricantes de resinas PET no Brasil acreditam que a sobretaxa contra o produto importado da Argentina permanecerá, podendo, no máximo, ser um pouco reduzida. Isso porque, dizem, os estudos brasileiros levaram três anos e foram bem fundamentados. (págs. 1 e A-5)

- A balança comercial registrou superávit de US$ 617 milhões na primeira semana do ano, resultado de US$ 2,02 bilhões em exportações e US$ 1,41 bilhão em importações. A média diária de vendas no período foi de US$ 505,8 milhões, 20,02% superior à verificada em janeiro do ano passado. (págs. 1 e A-5)


- Depois de propiciar um aumento de 50% na receita com exportações em 2006, o preço do açúcar deve ter um ano de estabilidade. A tendência é de que as cotações internacionais se aproximem mais dos custos, favorecendo concentração da produção em países mais competitivos, como o Brasil, que já atrai capital estrangeiro. (pág.1)


CORREIO BRAZILIENSE

- Suspensa doação de lotes no DF


- A partir de agora, não haverá mais distribuição de lotes no Distrito Federal. O programa habitacional será revisto e dará prioridade a famílias que ganham até três salários mínimos (R$ 1.050). Com isso, cerca de 58 mil pessoas cadastradas na antiga Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) devem ir para o fim da fila. É que elas têm renda entre três e 12 salários mínimos (R$ 4,2 mil). A participação das cooperativas e associações no sistema também será reavaliada. Hoje, essas instituições têm direito a 40% das terras oferecidas pelo governo. Em novembro passado, o Correio denunciou a existência de cooperativas de fachada. Dos 57 endereços visitados, 27 eram falsos. (págs. 1 e 21)


- O presidente Lula já viu este filme: o PT rachou a base aliada e quem acabou ganhando a eleição foi Severino Cavalcanti. Por isso, teme novo desastre. E decidiu interferir para que a coalizão governista tenha apenas um candidato à presidência da Câmara. A aliança está dividida entre Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP). Aldo concorre à reeleição e conta com a simpatia do presidente. Mas está magoado com notícias de que o Planalto faz campanha para Chinaglia. Reunião do PMDB, hoje, será decisiva para a sorte do petista. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. 2 a 4)


- Pesquisa feita pelo Correio mostra que estabelecimentos cobram em média R$ 1,86. E a lenga-lenga sobre quem são os responsáveis já recomeçou: postos culpam distribuidoras, que culpam usinas, que culpam entressafra... Agência Nacional de Petróleo diz que margem de lucro dos empresários brasileiros aumentou 11%. (págs. 1 e 14)

VALOR ECONÔMICO

- Chávez anuncia estatizações e leis para impor socialismo


- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou de surpresa uma série de medidas que mudarão a face da economia do país. Ele pediu ao Congresso poderes especiais para reformar a legislação comercial e adequá-la ao socialismo e anunciou que pretende estatizar vários setores, da extração e refino de petróleo na bacia do Orinoco a empresas de telecomunicações e de eletricidade privatizadas nos anos 90.

Em discurso na TV, Chávez disse que estatizará a Companhia Anônima Nacional de Telefones da Venezuela (CANTV), líder do mercado de telefonia fixa e segunda operadora celular, atrás apenas da Movistar, da Telefônica. Ela é controlada pela Verizon, que vinha negociando sua venda para a Telmex e América Movil, do bilionário mexicano Carlos Slim. Em abril, Slim concordou em pagar US$ 676 milhões pela parte da Verizon, mas o negócio se arrasta porque as entidades reguladoras da Venezuela não autorizam a compra. Ontem, após o anúncio de Chávez, as ADRs da CANTV negociadas na Bolsa de Nova York caíram mais de 14%.

A empresa de Eletricidade de Caracas, controlada pela AES, maior empresa negociada em bolsa no país, é outro alvo de Chávez. No caso dos projetos petrolíferos do Orinoco, o governo negocia desde o ano passado com quatro consórcios internacionais que atual na área para que a PDVSA, a estatal de petróleo, passe a ter maioria em cada um deles. Os projetos são geridos por British Petroleum, pelas americanas Exxon Móbil, ChevronTexaco, e ConocoPhillips, pela francesa Total e pela norueguesa Statoil. O câmbio, congelado a 2.150 bolívares por dólar, caiu no mercado paralelo a seu mais baixo nível - 4.062 bolívares por dólar. (págs. 1 e A7)


- Refazer as contas com base em critérios mais acurados conseguiu reduzir em r4 42,98 bilhões o gasto com pagamento de precatórios do governo federal nos últimos doze anos. Ao todo, o governo teria de pagar R$ 69,22 bilhões caso aceitasse quitar os débitos que lhe foram cobrados desde 1995 no Judiciário. Ao recalcular os débitos das ações de execução, o governo economizou 62% desse valor. O custo com precatórios nesses doze anos acabou ficando em R$ 19,24 bilhões.

Esse montante de precatórios judiciais é proveniente de dívidas do governo com empresas, servidores e pessoas físicas. A redução da Advocacia-Geral da União (AGU). Em doze anos, 442 mil processos tiveram cálculos revistos. (págs. 1 e A3)


- Raymundo Costa: disputa na Câmara expõe dificuldades de Lula. (págs. 1 e A6)


- Delfim Netto: para melhorar no futuro, pressa distributiva exige pressa na educação da mão-de-obra e reformas. (págs. 1 e A2)


- O governo brasileiro pretende eliminar o imposto de exportação cobrado de produtos estrangeiros que cheguem ao país pelo Paraguai ou Uruguai, informou ao Valor o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim. "Essa medida está resolvida politicamente, o que estudamos é como instrumentalizá-la no Mercosul", disse Amorim, que pretende "antecipar" unilateralmente, só para os sócios menores, o fim da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) para produtos importados pelo bloco. (págs. 1 e A5)


- Despesas públicas cresceram 88,8% acima da inflação desde 95. (págs. 1 e A3)


- A compra do grupo Providência, produtor brasileiro de não-tecidos, está sendo financiada via emissão de notas promissórias feita por uma empresa criada pela AIG Capital e família Constantino. (págs. 1 e C2)


- Quase um terço do dinheiro que foi para fundos de investimento em 2006 veio do varejo. Dos R$ 46,560 bilhões captados, o varejo respondeu por R$ 14,9 bilhões. (págs. 1 e D2)

ESTADO DE MINAS

-Pagamento do IPVA começa com problema


- O pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) está dando dor de cabeça em muitos motoristas mineiros. Quem comprou um veículo novo a partir de outubro de 2006 está tendo problemas nos bancos credenciados, que alegam ter havido atraso no cadastramento do Renavam, que identifica cada automóvel na Receita Estadual. A Secretaria de Estado da Fazenda garante ter enviado os dados dos cerca de 95 mil veículos às instituições bancárias - Itaú, Banco Mercantil do Brasil, Bradesco, Banco do Brasil e Bancoob - quinta-feira para a inclusão nos sistemas, num prazo de quatro dias, mas que algumas estariam tendo dificuldade. A secretaria pede paciência aos motoristas e informa que os bancos devem regularizar seus cadastros antes do prazo final de quitação. A escala para o pagamento integral ou da primeira parcela começa na quinta-feira, para os veículos com placas de final 1, e prossegue em ordem crescente até o dia 24, para os de final 0, saltando dois fins de semana. (págs. 1 e 19)


- O Sul de Minas é a região mais castigada pela chuva no estado, principalmente Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí, onde o rio Sapucaí subiu quase sete metros e deixou metade da cidade debaixo d'água (foto). O governo estadual pedirá ajuda à União para as áreas mais atingidas. (págs. 1 e 23)


- Opinião - A economia global e o crescimento. (págs. 1 e 8)

- Custo de vida - Ônibus faz a inflação começar ano em alta. (págs. 1 e 11)


- Uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) ajuizada no Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria-Geral da República ameaça a carreira de 11,9 mil servidores do Executivo de Minas, não-concursados, enquadrados no sistema conhecido como "função pública", com os mesmos direitos dos efetivos. (págs. 1 e 6)OUTROS JORNAIS



JORNAL DO COMMERCIO (PE)


- Promotores vão fiscalizar a polícia


- Procuradoria-geral de Justiça anuncia pacote que permite a promotores realizar inspeções em delegacias e batalhões da PM e libera acesso a investigações. Delegados criticam e prometem resistir à medida. (pág. 1 e Cidades, págs. 1 e2)


- O governo federal liberou R$ 50 milhões para socorrer áreas do Rio de Janeiro atingidas pela chuva e outros R$ 31,2 milhões para obras emergenciais nas estradas do Estado. Ao todo, as regiões Sul e Sudeste deverão receber R$ 270 milhões.(págs. 1e 6)


- O governador Eduardo orientou sua equipe a captar verbas com o governo federal. Redução da conta de luz exigirá compensação. (pág. 1 e Economia, pág. 1)


10/01/2007

JORNAL DO BRASIL

- Calamidade


- Estado de calamidade em 26 cidades - Centro de Friburgo debaixo d'água - Flagelados ocupam escola pública. (pág. 1 e Cidade, pág. A12)


- O Ministério da Fazenda defende redução de 0,5% na taxa de juros. Os técnicos do Banco Central não querem mais do que 0,25%. A briga promete recrudescer. (pág. 1 e Economia, pág. A26)


- A entrada em operação do campo de Espadarte, na Bacia de Campos, amplia a produção de petróleo em 100 mil barris diários e deve dar ao Rio R$ 670 milhões em receitas. (pág. 1 e Economia, pág. A25)


- PM desloca 270 homens para a Linha Vermelha. (pág. 1 e Cidade, pág. A10)


- Ministério Público pede cassação de Cássio Cunha Lima e convocação de nova eleição. Ele é acusado de compra de votos por meio de 30 mil cheques. (pág. 1 e País, pág. A5)

FOLHA DE SÃO PAULO

- PMDB vai apoiar Chinaglia para presidir Câmara


- Principal bancada da Câmara na legislatura que começa em 1º de fevereiro (90 deputados), o PMDB declarou ontem apoio oficial à candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Casa. Em troca, foi feito um acordo no qual o PT respaldará um peemedebista para concorrer ao cargo em 2009. A decisão foi tomada em votação secreta. Dos 64 deputados presentes, 46 optaram por Chinaglia (seis deles em votos enviados por escrito). O presidente da Câmara e candidato à reeleição ao posto, Aldo Rebelo (PC do B-SP), recebeu 11 votos. Seis deputados ficaram neutros, e um votou em branco. (pág. 1)


- Os governadores do Rio, São Paulo, Minas e Espírito Santo criticaram ontem o governo federal -em carta conjunta divulgada na capital fluminense- pela redução dos recursos previstos no Orçamento de 2007 para a segurança pública. Pediram ainda o aumento do número de agentes das polícias Federal e Rodoviária Federal nos Estados e o maior envolvimento das Forças Armadas na repressão ao tráfico de armas nas fronteiras nacionais. (pág. 1)


- A Bovespa devolveu os ganhos de segunda-feira no pregão de ontem. O recuo no preço do petróleo prejudicou o desempenho das Bolsas em diferentes lugares. A Bolsa de Valores de São Paulo terminou o pregão com desvalorização de 1,92%. Fortes oscilações marcaram os negócios. Na mínima do dia, a Bovespa marcou perdas de 3,25%. No melhor momento, subiu 0,40%. Foram girados R$ 4,17 bilhões -71% acima da média diária de 2006. As ações da Petrobras, responsáveis por quase 20% do volume movimentado na Bovespa ontem, fecharam com perdas de 2,29% (preferencial) e 1,94% (ordinária). (pág. 1)


- O governo americano cobrou da Venezuela que respeite os contratos e indenize as empresas afetadas por seu plano de reestatização. A resposta dos Estados Unidos ao plano anunciado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, de nacionalizar uma empresa telefônica e uma distribuidora de energia, ambas com sócios americanos, veio por quatro fontes do primeiro escalão de Washington. Outra reação foi a forte queda da Bolsa de Valores de Caracas, de 18,66%, e a desvalorização das ações das empresas que estão na mira de Chávez. No mercado paralelo, o bolívar, moeda local, desabou. (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Mercados reagem mal a planos de Chávez


- Os Estados Unidos expressaram "forte preocupação" ontem com os planos do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de estatizar as empresas de eletricidade e telefonia. "As nacionalizações têm uma longa e pouco gloriosa história de fracassos", disse o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Gordon Johndroe, disse esperar que, se empresas dos EUA forem atingidas, "sejam compensadas rápida e justamente".

O anúncio da estatização derrubou o mercado venezuelano. A Bolsa de Caracas caiu 18,7%, as ações de uma das empresas que serão estatizadas tiveram queda de mais de 30% e o dólar paralelo quase dobrou o preço. (pág. 1, A11 e A12)


- Instabilidade - A estatização na Venezuela, a desaceleração da economia americana, a desvalorização do petróleo e problemas econômicos em países emergentes fizeram cair bolsas em todo o mundo. A de São Paulo teve queda de 1,92%; o risco Brasil subiu 1%. (pág. 1 e B1)


- O presidente Lula já manifestou preferência pelo nome do ex-deputado Delfim Netto (PMDB-SP) para presidir o BNDES. Além de contemplar o PMDB, Lula teria Delfim a seu lado, como conselheiro econômico. (pág. 1 e A4)


- As conseqüências da escalada ditatorial de Hugo Chávez poderão ser positivas para o Brasil, se Lula mostrar ao mundo que personifica a alternativa latino-americana ao chavismo. (pág. 1 e A3)


- O governo desistiu de entregar à iniciativa privada sete trechos de estradas federais e vai administrar praças de pedágio em vias como Fernão Dias e Régis Bittencourt. A promessa é gastar o dinheiro em manutenção. (pág. 1 e A7)


- O PMDB vai apoiar o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Câmara. Numa votação com 64 dos 90 peemedebistas eleitos, o petista obteve 40 votos. Só 11 preferiram o candidato à reeleição, Aldo Rebelo (PC do B-SP). (pág. 1 e A6)


- Ao chegar ao Rio para participar da reunião que oficializou o Gabinete de Ação Integrada do Sudeste na área de Segurança Pública, o governador de São Paulo, José Serra, adiantou que vai propor ao Congresso 12 mudanças na legislação penal brasileira, para combater a criminalidade. Os governadores redigiram documento pedindo ao presidente Lula que repita este ano os recursos para segurança que estavam previstos no Orçamento de 2006. (pág. 1 e C3)


O GLOBO

- Governadores cobram de Lula verba e polícia contra o crime


- Após reunião para instalar o gabinete que pretende integrar a segurança na Região Sudeste, os governadores do Rio, de São Paulo, de Minas e Espírito Santo elaboraram um documento que será enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva com pedidos específicos por mais verbas e mais polícia no combate ao crime.

Entre as reivindicações, está o aumento dos efetivos da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal nos estados para aumentar a repressão ao tráfico de armas e drogas, além do uso das Forças Armadas nas fronteiras do país. Os governadores também querem a garantia de que os recursos da área da segurança, previstos no Orçamento federal de 2007, sejam integralmente utilizados. Eles farão um documento propondo alterações na legislação penal. (pág. 1 e 12)


- O secretário de Segurança, José Beltrame, vai usar PMs a cavalo para fazer a segurança em áreas de lazer do Rio. O Parque do Flamengo será a primeira área a ter a polícia montada. (pág. 1 e 13)


- A secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, anunciou ontem que o Cheque-Cidadão vai acabar e os beneficiários do programa serão incorporados ao Bolsa-Família, do governo federal. O projeto assistencial foi um dos principais do governo passado. A mudança representará uma economia de pelo menos R$ 120 milhões por ano. (pág. 1 e 19)


- Após dois anos, foram liberadas as licenças para que duas usinas termelétricas do Rio, a TermoRio e a ex-Eletrobolt (hoje Barbosa Lima Sobrinho), operem com bicombustível. Elas estavam na lista de projetos emperrados por exigências ambientais. (pág. 1 e 23)

GAZETA MERCANTIL

- Montadoras no limite prevêem volta do ágio


- Os investimentos anunciados em ampliação de fábricas e produtos não deverão impedir que algumas montadoras percam vendas de vários modelos em 2007. A GM, por exemplo, já admite ágio em carros como o Celta e o Classic. O presidente da montadora, Ray Young, prefere acreditar em sua previsão sombria de crescimento do mercado de apenas 5% este ano para que não haja desabastecimento.

E há casos como o da Honda, que há tempos não consegue atender a todos os pedidos do Civic. E a Ford também perde vendas por não poder produzir mais na fábrica de Camaçari (BA), onde faz os modelos EcoSport (jipe urbano) e o Fiesta (compacto).

Já a Fiat não parece disposta arriscar sua liderança conquistada em 2006 pelo segundo ano consecutivo. Tanto que a montadora começa fevereiro com 3o- turno para aumentar em 10% a produção. (págs. 1 e C-3)


- A guerra conceitual pelo comando da política econômica está prestes a recrudescer. Ensaiada nos bastidores do governo por desenvolvimentistas e monetaristas, só aguarda a decisão do Copom sobre o tamanho do corte na taxa básica de juros (Selic), no fim do mês, para vir a público.

Analistas do mercado financeiro, alinhados com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, esperam corte de 0,25 ponto da Selic. Integrantes da ala desenvolvimentista acham pouco, querem 0,5 ponto, porque consideram que este é o momento de dar fôlego ao crescimento da economia.

"O fato de o ministro (Guido Mantega) ser desenvolvimentista ajuda, porque significa que há alguém no governo trabalhando na direção desejada", diz o chefe do escritório do BNDES em Brasília, Antônio Prado. (págs. 1 e A-4)


- A Petrobras parece disposta a correr novos riscos em países da América do Sul, apesar da nacionalização dos campos de petrolíferas na Venezuela, anunciada na segunda-feira pelo presidente Hugo Chávez, a exemplo do que ocorreu na Bolívia. A empresa brasileira não vai mudar os planos para aquele país e continuará a negociar novos investimentos em conjunto com a Petroleos de Venezuela S.A. (PDVSA), informou o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli.

As ações das empresas venezuelanas de energia e telecomunicações despencaram ontem e a bolsa de Caracas registrou uma queda de 18,66% no final do pregão. Para as agências de classificação de risco, os planos de Chávez são prejudiciais aos negócios na Venezuela. (págs. 1 e A-11)


- O Mercosul adotará medidas para ampliar a integração produtiva entre os países que pertencem ao bloco, beneficiando empresas que, com o programa, vão obter maior competitividade. Aprovadas pelos ministros dos países em dezembro, as medidas devem sair do papel neste ano.

A Petrobras será a protagonista da iniciativa. Atuará como "empresa âncora". Com o apoio dos governos, articulará uma rede de empresas em busca dos padrões de qualidade, inovação e preço exigidos de seus fornecedores. A meta é aumentar a participação na região. (págs. 1 e A-12)


- O Ministério do Petróleo do Irã confirmou que está concluindo negociações para que a Petrobras explore petróleo no Mar Cáspio. A estatal deverá prospectar dois blocos avaliados em US$ 513 milhões. (págs. 1 e C-2)


- A Anatel vai dar prosseguimento dia 16 ao processo de licitação da quarta banda celular na Grande SP. No ano passado, a agência não aceitou proposta da Unicel, mas a empresa conseguiu nova chance na Justiça. (págs. 1 e C-1)

CORREIO BRAZILIENSE

- Mais velocidade no DF e menos pardais


- Há 480 radares fixos hoje ns ruas. Desses, apenas 30 flagram quem dirige acima de 80 km/h serão mantidos. Os outros 450 vão dar lugar a barreiras eletrônicas. A aplicação de multas por excesso de velocidade deve cair 40%. (pág. 1 e 25)


- PMDB apóia Chinaglia. E lá vêm os 91%... (pág. 1 e 2 a 5)


- Chávez eleva o risco Brasil - Estatização de setores estratégicos na Venezuela reforça desconfiança dos investidores na América Latina. (pág. 1 e 20)

VALOR ECONÔMICO

- Reforma de Chávez muda o direito de propriedade


- As reformas socialistas preparadas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não param nas estatizações já anunciadas. Vão mexer também nos conceitos de propriedade. É o que afirma um dos parlamentares mais próximos do presidente, o deputado Carlos Escarrá, da ala radical do Movimento Quinta República, o partido de Chávez.

Segundo o deputado, a revisão constitucional que será feita este ano vai ampliar a abrangência das propriedades "coletiva" e "sociais". Hoje, está nessas duas condições só os territórios indígenas (propriedade coletiva) e terras destinadas a garantir segurança agro-alimentar (propriedade social), destinadas a facilitar a execução da reforma agrária.

O governo já tem uma lista de 800 empresas com problemas societários e em situação falimentar que podem sofrer intervenção estatal. Entre as possibilidades previstas estão a transferência de controle ao Estado ou uma gestão direta dos trabalhadores, em regime de propriedade coletiva ou social.

Chávez enfrenta a pressão de sindicatos e associações influentes, como a União de Trabalhadores (UNT), que quer interferência estatal em empresas nacionais e estrangeiras com problemas na Venezuela. Na mira da UNT estão as subsidiárias das multinacionais Coca-Cola, Parmalat e Nestlé. O Ministério da Indústria Leve e do Comércio já estaria analisando o caso dessas empresas, disse Escarrá.

O governo brasileiro não quis se pronunciar sobre o ímpeto socialista de Chávez e os ministros foram orientados a não fazer comentários. Os EUA criticaram Chávez e deixaram claro que esperam que as empresas americanas afetadas sejam compensadas. (págs. 1 e A9 a A11)


- O Ministério do Meio Ambiente concedeu em 2006 o maior número de licenciamentos da história. Foram 278 permissões, 41 a mais que no ano anterior. (págs. 1 e A2)


- União lança hoje edital de projetos de transposição do rio São Francisco. (págs. 1 e A3)


- O governo estuda mudanças na lei para permitir que os bancos façam financiamentos imobiliários tendo como garantia a consignação em folha de pagamento de salário. (págs. 1 e C8)


- O "efeito Chávez", aliado à queda nos preços do petróleo, das commodities e à restrição ao investimento direto estrangeiro na Tailândia, elevou a percepção de risco dos investidores sobre os países emergentes. Houve alta nos prêmios dos títulos da dívida externa, desvalorização de moedas e queda nas bolsas. O temor é de contágio político das medidas de Chávez em outros países da América Latina, principalmente Bolívia, Equador (cujo novo governo já fala em moratória) e Argentina.

O risco-Argentina subiu 4%, para 230 pontos básicos, o da Venezuela, 4,7%, para 221 pontos, e o risco-Brasil, após aumentar mais de 2% durante o dia, terminou em alta de 0,51% apenas, para 198 pontos. A bolsa de São Paulo chegou a cair 3,25%. Mas também se recuperou no final do dia e fechou em queda de 1,92%. A bolsa russa despencou 6%. O rand, a moeda da África do Sul, e o peso mexicano também foram afetados, com desvalorização de 0,7%.

Para analistas, uma contaminação política brasileira é difícil e bancos acreditam que já é hora de comprar Brasil. Em meio à turbulência, o Tesouro lançou com sucesso papéis de longo prazo no mercado interno. (págs. 1, C1, C2 e D1)


- O Brasil recebeu US$ 16 bilhões e caiu da quinta para a sétima posição no ranking dos países emergentes que mais receberam investimentos externos diretos em 2006, segundo números da Unctad. (págs. 1 e A2)


- David Kupfer: crescimento acelerado da produtividade é principal desafio. (págs. 1 e A13)


- Cristiano Romero: PAC trará programa de desburocratização. (págs. 1 eA2)


ESTADO DE MINAS

- Secretários na linha de tiro


- Depois da primeira reunião com o novo secretariado, quando fixou as metas para cada pasta, estabelecidas em cadernos de encargos, o governador Aécio Neves avisou que poderá demitir os secretários que não alcançarem os objetivos determinados. Aécio adiantou que a cobrança do desempenho ficará a cargo do vice Antônio Anastasia, classificado por ele como o "gerente" dos programas governamentais. O governador explicou que haverá cronograma para que não haja atraso durante o processo de execução das metas, com os respectivos financiamentos, e que o acompanhamento será praticamente quinzenal. Assim, ressaltou, se surgirem problemas em determinados setores, eles poderão ser resolvidos mais rapidamente, para não comprometer os resultados. (págs. 1 e 5)


- Na primeira reunião do Gabinete Integrado de Segurança, os governadores do Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo) divulgaram uma carta ao presidente Lula na qual reivindicam a liberação de mais recursos para a segurança, aumento dos efetivos das polícias Federal e Rodoviária Federal, integração das áreas de segurança da União e dos estados e reforço do policiamento nas fronteiras. (págs. 1 e7)


- A bancada do PMDB decidiu ontem apoiar a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara dos Deputados. Depois de reunião à qual compareceram 57 dos 90 deputados do partido e seis com votos por procuração, Chinaglia teve 46 adesões, contra 11 para Aldo Rebelo (PCdoB-SP), cinco neutros e uma abstenção. Apesar do golpe, aliados peemedebistas de Aldo acreditam que ele ainda pode inverter o quadro, já que menos da metade dos parlamentares fechou com o petista. (págs. 1 e 3)


- MG terá R$ 10 mi para socorrer vítimas da chuva. (págs. 1 e 21)


OUTROS JORNAIS


JORNAL DO COMMERCIO (PE)


- Suspenso concurso da Polícia Civil


- Governo acata recomendação do MPPE e suspende a seleção para a gente. Com mais de 55 mil pessoas inscritas, noves suspeitos de fraude foram presos no dia da prova. Promotoria tem 30 dias para decidir se pede realização de novos exames ou arquiva o processo. (pág. 1 e Cidades)


- Chinaglia ganha apoio do PMDB na disputa da Câmara. (pág. 1)


- Empréstimo com desconto em folha de aposentados chega a R$ 20 bilhões. (pág. 1)


- Governadores da Paraíba e de Roraima sob ameaça de cassação. (pág. 1)
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