Atualidades 18/09

Resumo do dia
O Estado de S. Paulo:  EUA buscam apoio na ONU para vetar Estado palestino
Valor Econômico: Governo retoma grandes contratações em 2012
Brasil Econômico: Socorro a países europeus desafia Dilma nos EUA



19 de setembro de 2011
O Estado de S. Paulo

Manchete: EUA buscam apoio na ONU para vetar Estado palestino
Americanos negociam com países europeus uma proposta que leve os palestinos a recuarem do pedido

Os Estados Unidos ampliaram ontem a ofensiva contra o reconhecimento pleno do Estado palestino pela ONU, informa o correspondente em Nova York, Gustavo Chacra. Os americanos têm poder de veto contra a iniciativa no Conselho de Segurança da ONU e já anunciaram que vão exercê-lo, mas temem o constrangimento de ficar isolados. Seus diplomatas trabalham em duas frentes: conseguir aliados no conselho e costurar com europeus uma proposta que faça os palestinos recuarem do pedido. O Brasil e outros 121 países já declararam apoio ao reconhecimento do Estado palestino. Em Israel, o premiê Binyamin Netanyahu disse que a iniciativa está destinada ao "fracasso". O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, prometeu manter o pedido, para conseguir uma vitória simbólica. (Págs. 1 e Internacional A8 e A9)

Dilma passeia em NY e prepara discursos

A presidente Dilma Rousseff dedicou parte do dia a preparar os seis discursos que fará esta semana em Nova York - o mais importante será o da abertura da Assembleia da ONU, na quarta-feira. Também aproveitou para ir ao Metropolitan Museum e almoçar salmão defumado no Café Boulud. Estava acompanhada da filha, Paula, e de ministros. Hoje a presidente participa de um colóquio sobre mulheres na política. (Págs. 1 e Internacional A9)
Brasil propõe barreira para compensar perda cambial
O governo brasileiro vai apresentar à Organização Mundial do Comércio (OMC) uma proposta para combater o prejuízo provocado pelo câmbio. A ideia é taxar produtos de países que desvalorizem suas moedas para obter vantagens comerciais. Organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) ficariam responsáveis por definir limites para a oscilação das moedas. Diplomatas já sondaram os EUA e a China sobre o assunto. (Págs. 1 e Economia B1 e B4)
TRE promove empresa e irrita juízes
Juízes se rebelaram contra orientação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo de distribuir a 290 prefeitos cartilhas sobre programa de coleta seletiva de lixo da Jetro Ambiental, que tem contrato de R$ 14,4 milhões com o Tribunal. Órgão quer Judiciário
"mais próximo da cidadania". (Págs. 1 e Nacional A7)
Esportes: Copa terá meia entrada
Contrariando a Fifa, a Lei Geral da Copa, que o governo envia hoje ao Congresso, manterá o direito de idosos pagarem meia entrada na Copa de 2014. (Págs. 1 e E2)
Alcoolismo mata tanto quanto crack no Brasil, revela estudo
O índice de mortalidade entre dependentes de álcool no Brasil está próximo do registrado entre os usuários de crack. Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que, em cinco anos, l7% dos pacientes atendidos em uma clínica de São Paulo morreram. (Págs. 1 e Vida A13)
Roubo a ônibus de sacoleiros que compram em SP sobe 170%
Armados com pistolas e metralhadoras, ladrões simulam blitze policiais para assaltar ônibus que trazem lojistas do Sul para fazer compras no Brás, Bom Retiro e 25 de Março, em São Paulo. Eles agem na divisa do Paraná com Santa Catarina. No primeiro semestre, houve 27 casos. (Págs. 1 e Cidades C1)

Ex -diretor do FMI admite 'falha moral'
Na primeira entrevista desde sua prisão, em maio, o ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn negou ter estuprado a funcionária de um hotel em Nova York, mas reconheceu o episódio como "falha moral". (Págs. 1 e Internacional A11)

SP teve 71 arrastões em restaurantes este ano (Págs. 1 e Cidades C1)

NY se firma como 2º polo hi-tech dos EUA (Págs. 1 e Link L4)

Carlos A. Sardenberg
Aeroportos da fila única

A ideia de privatização é antiga, mas ficou parada por restrições ideológicas. Agora saiu, por necessidade. Mas saiu algo envergonhada. (Págs. 1 e Economia B2)
Notas & Informações
Mais pobres no mundo rico

A queda da renda nos EUA afeta a candidatura de Obama, mas ajuda seu plano anticrise. (Págs. 1 e A3)
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Valor Econômico

Manchete: Governo retoma grandes contratações em 2012
Para garantir um corte de R$ 50 bilhões no orçamento, o governo suspendeu a realização de concursos públicos e a admissão de novos servidores públicos em 2011. O ano de 2012 será diferente. A presidente Dilma Rousseff pretende retomar as contratações em larga escala no próximo ano e colocar em prática algumas das prioridades que definiu. Para isso, o governo programou o ingresso de 54.724 funcionários em 2012, sendo 33.568 só na área da Educação. Até 2014, esse Ministério poderá ter um contingente de 94.032 novos servidores, de acordo com o planejamento do governo.

Se todas as 54.724 contratações forem feitas, a despesa anual com a folha de salários do governo federal aumentará em R$ 3,2 bilhões. O gasto em 2012, no entanto, será de R$ 1,6 bilhão, pois as contratações serão feitas ao longo do ano, o que reduzirá o desembolso. No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ingressaram na folha de pagamento 155 mil pessoas. (Págs. 1 e A4)
Brics já têm bônus europeu
Países do grupo dos Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, já adquiriram títulos do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês), principal instrumento à disposição da zona do euro para socorrer os países da região. A informação foi revelada ao Valor pelo diretor financeiro do fundo, Christophe Frankel, que espera que os Brics comprem mais papéis para aumentar a capacidade de empréstimos do EFSF. O fundo tem feito teleconferências com os bancos centrais do grupo para divulgar o bônus, que tem o mais elevado rating possível, garantia dos 17 países da zona do euro e retorno acima do dos títulos do Tesouro americano.

O Brasil, aparentemente, se prontificou a participar de uma ação conjunta dos Brics, mas o governo sabe que essa não é uma decisão simples. (Págs. 1 e C1)
Suzano avalia vender ativos da área de papel
Com um endividamento elevado e um ousado plano de investimento pela frente, a Suzano Papel e Celulose avalia a venda de ativos na área de papel.

Certa de que o negócio de papel já não oferece futuro promissor, não muito distante do limite de alavancagem financeira estabelecido pelo conselho de administração e com dívidas de mais de R$ 4 bilhões vencendo até 2014, a empresa controlada pela família Feffer contratou o JP Morgan para a operação, que pode ser executada em blocos. (Págs. 1 e B9)
Nippon Steel vai reorganizar Usiminas
A nova reorganização societária da Usiminas deverá ser feita em etapas, sob o comando da Nippon Steel, com a saída de Votorantim e Camargo Corrêa do bloco de controle da siderúrgica. A proposta da CSN pelos 26% do bloco V/C estabeleceu um valor-piso para negociação coma a Nippon. A posição dos dois grupos é hoje de investidores financeiros. Não têm pressa de vender, mas também não faria sentido recusar propostas a preços que incorporem o potencial de ganho futuro da siderúrgica.

No primeiro momento, o grupo japonês vai ficar com as ações das duas sócias, se fortalecer como grande acionista e só depois buscará um parceiro para uma possível união de ativos, dentro de sua estratégia de atuação no mercado das Américas. A Ternium, do grupo ítalo-argentino Techint, e a brasileira Gerdau são vistas como empresas amigáveis para uma associação.(Págs. 1 e B11)
Foto legenda: Passo à frente
Uma das últimas operadoras independentes de telecomunicações, a Transit pretende agora ganhar espaço em software e serviços de tecnologia da informação, diz Allan Horita, diretor. (Págs. 1 e B2)
Quatro grandes fizeram lobby do IPI
Toda a preparação das medidas para elevar a tributação dos carros importados, anunciada pelo governo na quinta-feira passada, foi cuidadosamente acompanhada pelos lobistas de quatro fabricantes: Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen. Na reta final das conversas, a Anfavea, entidade que representa o setor, convocou a Brasília os executivos das quatro marcas mais experientes nesse tipo de negociação. Alguns adiaram compromissos no exterior para participar.

Essas indústrias vinham negociando há meses com o governo a criação de fórmulas que premiassem a atividade fabril no Brasil e penalizassem os concorrentes que não produzem no país. As preocupações com os importados começaram há cerca de dois anos, com o aumento de vendas de carros coreanos, das marcas Hyundai e Kia, estimuladas sobretudo pela desvalorização do dólar e o início da crise mundial. (Págs. 1 e A5)
Mau momento para pequenas hidrelétricas
Os grandes investimentos em obras como Belo Monte e as usinas do rio Madeira ofuscaram a crise que se instalou entre os projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas que geram até 30 megawatts (MW). Em agosto, nenhum dos 27 projetos habilitados em um leilão conseguiu fechar negócio para oferecer energia daqui a três anos.

Especialistas atribuem as dificuldades à falta de estímulos fiscais e à burocracia, capaz de manter um projeto por anos na gaveta. Empreendedores se queixam de que, embora enquadrada entre as fontes alternativas de energia, as PCHs não contam com as mesmas benesses garantidas à geração eólica e às usinas de biomassa, que tiveram suas alíquotas de ICMS zeradas. (Págs. 1 e A3)
Marfrig se desfaz da logística
A Marfrig Alimentos anunciou ontem a venda por US$ 400 milhões das operações de logística da subsidiária Keystone Foods para a americana The Martin-Brower Company, L.L.C. O negócio, que envolve especificamente serviços e ativos voltados para atender a rede de fast food McDonald's nos EUA, Europa, Oriente Médio, Oceania e Ásia, não inclui a logística de produtos fabricados pela Keystone.

A estratégia da Marfrig é focar na produção de proteínas. Mas a venda também reforça o capital de giro e o caixa para pagar dívidas. (Págs. 1 e B16)
Metalúrgicos de São José dos Campos fazem greve por reajuste de 17,45% (Págs. 1 e A2)

Obama apresenta hoje plano para reduzir déficit público (Págs. 1 e Al3)

Lula pressiona por renovação
Com a eventual candidatura do economista Márcio Pochmann à Prefeitura de Campinas, Lula tenta renovar as lideranças do PT e reproduzir a estratégia em andamento na capital paulista com o ministro Fernando Haddad. (Págs. 1 e A6)
Calçadistas se fixam na Argentina
A perspectiva de continuidade da política de substituição de importação na Argentina, com a reeleição de Cristina Kirchner, leva indústria calçadista brasileira a aumentar a produção no país vizinho. (Págs. 1 e B1)
Brasil cai no ranking de TI
O Brasil perdeu duas posições, para o 94º 1ugar, entre as economias mais avançadas em TI, conforme pesquisa da União Internacional de Telecomunicações. Segundo a entidade, o serviço celular no país continua entre os mais caros do mundo. (Págs. 1 e B3)
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Brasil Econômico

Manchete: Socorro a países europeus desafia Dilma nos EUA
Viagem é oportunidade para presidente se tornar protagonista no cenário econômico global. (Págs. 1 e 4)
Salinas, o magnata mexicano, vai produzir motos no Brasil
O empresário Ricardo Salinas, dono da rede varejista Elektra, planeja instalar uma fábrica no Recife e vender os veículos no mercado nordestino. (Págs. 1 e 14)
Commodities deixam de ser ‘âncora verde’ contra inflação
Ao contrário do que ocorreu no início do Plano Real, produtos agrícolas já não seguram o custo de vida. Cotações de soja, milho e carne estão próximas do pico de 2010. Escassez de oferta pesa mais que a crise global e dificulta queda de preços no mercado brasileiro. (Págs. 1 e 8)
Depois da Kirin, cervejaria Sagres chega para brigar com a Ambev
Quarta em vendas do grupo Heineken na Europa, marca portuguesa será produzida no Brasil a partir de 2012 e distribuída no Rio de Janeiro e nos estados do Nordeste pela Femsa, responsável no país pela rede logística do sistema Coca-Cola. (Págs. 1 e 16)
Compra da Uniban pela Anhanguera muda ensino no país
Negociação cria um dos três maiores grupos mundiais de educação superior e envolve R$ 510 milhões, 13 campi e 54,7 mil estudantes. (Págs. 1 e 40)
Nas redes sociais, lucro de bancos já não é palavrão
Ganhos das instituições financeiras, que antes irritavam internautas, hoje significam segurança, mostra pesquisa. (Págs. 1 e 28)
Especial
Crise em Portugal cria oportunidades para grupos brasileiros, diz o líder empresarial António Saraiva. (Págs. 1 e 34)
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