Atualidades - 22/09/2011

Resumo dos jornais
O Globo: Turbulência global - Resistência do Brasil à crise 'não é ilimitada', diz Dilma
Folha de S. Paulo: Câmara aprova aviso prévio de 90 dias
O Estado de S. Paulo: Dólar tem maior alta diária desde 2008 e vai a R$ 1,84
Correio Braziliense: Entre a crise, a guerra e a paz
Valor Econômico:  Alta do dólar já compensa a queda das commodities
Estado de Minas: Dólar dispara e ameaça fim de ano
Brasil Econômico: “Resistência do Brasil à crise não é ilimitada”, diz Dilma na ONU

 
22 de setembro de 2011
O Globo

Manchete: Turbulência global - Resistência do Brasil à crise 'não é ilimitada', diz Dilma
Na abertura da Assembleia da ONU, presidente defende união dos países.

Ao abrir ontem a Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff defendeu a união dos países para enfrentar a crise econômica mundial, alertando para o risco de ela se transformar numa "grave ruptura política e social". "Ou nos unimos todos e saímos, juntos, vencedores, ou sairemos todos derrotados", discursou ela, que foi aplaudida seis vezes. Ao falar sobre o Brasil, Dilma disse que o país tem sido, até agora, menos afetado pela crise mundial. "Mas sabemos que nossa capacidade de resistência não é ilimitada", ressalvou. Ao defender a criação do Estado Palestino, recebeu os mais demorados aplausos. Ela ainda destacou o fato de ser a primeira mulher a abrir a Assembleia da ONU e lembrou que foi torturada na ditadura, defendendo o respeito aos direitos humanos em todos os países. Dilma teve encontros bilaterais com chefes de Estado de cinco países, incluindo França e Reino Unido. (Págs. 1, 3, 4 e Miriam Leitão)

Dólar dispara e FMI vê risco no crédito

Com o agravamento da crise e apostas de fundos estrangeiros no mercado cambial, o dólar subiu 4,25%, a R$ 1,865, maior alta em dois anos, acumulando 17% no mês. O governo admite mudar sua ação no câmbio. Para o FMI, o crédito no Brasil ameaça a economia. (Págs. 1, 25 a 28 e Carlos A. Sardenberg )

Palestinos já cogitam Plano B

Sob pressão de Obama, autoridades palestinas sinalizam que podem buscar caminho mais modesto que a adesão plena na ONU. O presidente Sarkozy, da França, propôs o status de Estado observador e um ano para acordo com Israel. (Págs. 1, 33, 34 e editorial "O perigoso isolamento de Israel")
Royalties: descoberta em SE ajuda RJ
Com a confirmação da primeira descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia de Sergipe-Alagoas, Sergipe pode se tornar grande produtor, aproximando-se do Rio na questão dos royalties. (Págs. 1 e 29)
Câmara rejeita imposto da Saúde
A Câmara derrubou ontem a criação de um novo imposto nos moldes da extinta CPMF para financiar a Saúde ao concluir a votação do projeto que regulamenta a Emenda 29 e fixa regras mais rígidas para gastos no setor por estados e municípios. Apenas o PT recomendou o voto pela criação do imposto. O projeto agora volta ao Senado. (Págs. 1 e 10)
Aprovado aviso prévio de até 90 dias
A Câmara aprovou projeto que amplia o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, hoje limitado a 30 dias. A cada ano na empresa, o funcionário terá direito a três dias, até o máximo de 60. Somados, irão até 90 dias. A proposta segue à sanção presidencial. (Págs. 1 e 29)
Via crucis em hospitais: Rio exonera dois
A recusa a atender o acidentado de Caxias, que precisou ir a cinco unidades de saúde até ser internado no Rio, custou os cargos do diretor do Hospital estadual Getúlio Vargas e do chefe do plantão do Hospital de Saracuruna. Os dois foram exonerados ontem. (Págs. 1 e 19)
Remédios vencidos são apreendidos em clínica da Zona Sul (Págs. 1 e 21)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Câmara aprova aviso prévio de 90 dias
Texto, que segue para sanção presidencial, valerá para quem for demitido ou pedir demissão, mas não será retroativo

A Câmara aprovou a concessão de aviso prévio de até 90 dias, proporcional ao tempo de trabalho. O projeto, parado desde 1995, segue para a sanção presidencial.

Hoje, o empregado tem direito a 30 dias. Se a lei for sancionada, ele ganhará mais três dias por ano trabalhado até o limite de 90 dias, que será atingido com 20 anos de serviço. (Págs. 1 e Poder A 12)

Análise

Se o projeto virar lei, empresas terão novos acréscimos aos já elevados encargos. (Págs. 1 e Poder A12)
Presidente critica planos anticrise dos ricos na ONU
A presidente Dilma Rousseff criticou, na ONU, a estratégia de países ricos contra a crise econômica, baseada em cortar gastos. "O desafio colocado pela crise é substituir teorias defasadas, de um mundo velho, por novas formulações para um mundo novo", disse.

Sem citar nomes, atacou disputa entre Obama e os republicanos e a política econômica chinesa. (Págs. 1 e Mundo A14)

Foto legenda: Em discurso de 25 minutos, Dilma destacou o fato de, pela primeira vez, uma mulher abrir a Assembleia-Geral.
Cotação do dólar vai a R$ 1,86, maior alta desde 2008 (págs. 1 e Poder A11)

EUA comprarão títulos mais longos para baixar juros (Págs. 1 e Mundo A19)

Criação de tributo para financiar a saúde é rejeitada
Câmara aprovou o projeto que regulamenta os gastos de União, Estados e municípios na saúde e disciplina as despesas no setor.

Por 355 votos contra 76, os deputados rejeitaram um novo imposto para financiar a área. O projeto segue agora para o Senado. (Págs. 1 e Poder A4)
Comissão da Verdade passa e vai para o Senado
A Câmara aprovou ontem à noite o projeto que cria a Comissão da Verdade, grupo que investigará violações contra os direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988.

A pressa do governo em votar o tema recebeu críticas de alas da esquerda. O projeto vai agora ao Senado. (Págs. 1 e Poder A9)
Justiça adia aumento de IPI para chinesa Chery
A Justiça Federal do Espírito Santo adiou por 90 dias a cobrança do aumento de IPI para os carros chineses da Chery importados pela Venko Motors do Brasil.

A empresa alegou que a medida só poderia entrar em vigor 90 dias após lei ou decreto sobre o tema. (Págs. 1 e Poder A13)
Justiça decreta prisão de 14 por fraude em prédio
A Justiça mandou prender 14 suspeitos de integrar esquema para fraudar autorização para construir além do limite em SP. Três foram presos, entre eles o dono da construtora Marcanni.

As empresas recorreram e dizem ser vítimas do golpe que tirou R$ 50 milhões da prefeitura. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
USP suspende curso pago que usava laboratório
A Faculdade de Medicina da USP suspendeu um curso organizado por docentes da instituição que cobrava inscrição e usava laboratório da escola. A formação custava R$ 1.980, e o certificado era assinado pelo ex-diretor Irineu Velasco.

Ele diz que o curso é oficial e que o lucro é revertido à escola e ao HC. (Págs. 1 e Cotidiano C8)
Governador do PE faz a mãe ganhar indicação para vaga no TCU (Págs. 1 e Poder A6)

Brasil e Cuba assinam acordo para fazer droga antidiabetes (Págs. 1 e Saúde C10)

Editoriais
Leia "A estreia de Dilma", sobre o discurso da presidente na reunião das Nações Unidas, e "Lixo e lentidão", acerca do início da coleta em favelas de SP. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Dólar tem maior alta diária desde 2008 e vai a R$ 1,84
No mês, valorização atinge quase 16% e preocupa governo; preços de matérias-primas já são pressionados

O dólar teve ontem a maior alta diária desde o auge da crise global, em outubro de 2008. A moeda subiu 2,84%, para R$ 1,845. No mês, acumula valorização de quase 16%. Por causa disso, o Banco Central decidiu não renovar um tipo de contrato de câmbio futuro. Na prática, equivale a vender dólar. É a primeira vez que isso ocorre desde o início de 2009. Em Nova York, o ministro Guido Mantega (Fazenda) descartou adotar medidas para segurar o dólar. Mas o Estado apurou que os fortes ganhos da moeda americana já incomodam o governo, por causa do efeito na inflação. Se o dólar se mantiver nesse nível ou subir mais, a meta de inflação estará ameaçada em 2011 e 2012. A alta da moeda já começa a afetar preços de matérias-primas. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
Na ONU, Dilma critica ricos por crise
Presidente diz que problema é político e defende trocar 'teorias de mundo velho' por 'fórmulas de um mundo novo'

Em sua primeira participação na Assembléia-Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff fez duras críticas aos países desenvolvidos em razão da crise econômica, informa a enviada especial Lisandra Paraguassú. Após dizer que a turbulência pode causar "grave ruptura política e social", Dilma completou que é preciso "substituir teorias defasadas, de um mundo velho, por novas formulações para um mundo novo". Para ela, o problema não é de recursos financeiros, mas de falta de iniciativa política e de
“clareza de ideias”. Dilma sublinhou também o fato de ser a primeira mulher a abrir a Assembléia-Geral: "Tenho certeza de que este será o século das mulheres". (Págs. 1 e Internacional A12 e A17 a A20)

O discurso da presidente (leia a íntegra na pág. A18)

Brasil no Conselho de Segurança
"Não é possível protelar mais (a reforma do Conselho de Segurança)"

Crise econômica
"(Não há solução) por falta de recursos políticos e de clareza de ideias"

Estado palestino
"Só uma Palestina livre poderá atender aos anseios de Israel por paz"

Palestina: Brasil quer já; EUA pedem diálogo

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse na ONU que um Estado palestino só pode ser criado por meio de negociações com Israel. Já a presidente Dilma Rousseff lamentou que não pudesse saudar o ingresso da Palestina na ONU e afirmou que "o reconhecimento do direito do povo palestino a soberania" amplia as possibilidades de paz. (Págs. 1 e Internacional A12 e A20)
Câmara rejeita cobrança de imposto para custear saúde
A Câmara concluiu ontem a votação da proposta que regulamenta os recursos para a saúde e derrubou a possibilidade de cobrança da Contribuição Social para a Saúde (CSS). O PT foi outro partido a votar a favor da instituição do novo imposto e deixou claro que vai trabalhar pela criação de um tributo para financiar o setor. A posição dos petistas converge com o desejo da presidente Dilma Rousseff de encontrar uma nova fonte de recursos exclusivamente para custear os programas e ações de saúde. (Págs. 1 e Nacional A4)
STF aumenta em 59,2% auxílio-moradia
Os ministros do Supremo Tribunal Federal deram a si mesmos um aumento de 59,19% no auxílio-moradia pago pela Corte. O benefício passa dos atuais R$ 2.750 para R$ 4.377,73. É provável que a decisão seja seguida por outros órgãos do Judiciário. No caso do STF, o auxílio-moradia é concedido a ministros e juízes auxiliares que não têm residência em Brasília. (Págs. 1 e Nacional A10)
Eleita para TCU defende governo
A deputada Ana Arraes (PSB-PE) escolhida ontem para ocupar vaga de ministro do TCU, criticou a paralisação de obras irregulares. (Págs. 1 e Nacional A8)

Machado de Assis branco tira propaganda do ar (Págs. 1 e Economia B19)

Vilas e ruas fechadas não são condomínios, diz STF (Págs. 1 e Cidades C1)

José Serra
O ruim pelo pior

A reforma política está em debate no Congresso. Se o eleitor já entende pouco das regras atuais, a chance de compreender as novas será menor. (Págs. 1 e Espaço Aberto, A2)
Notas & Informações
Cascos duros

Dilma e Lula falaram de corrupção em circunstâncias tão diferentes como os dizeres de cada qual. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Entre a crise, a guerra e a paz
Dilma defende estado da Palestina e critica ricos por turbulência financeira mundial

Ao cumprir um ritual que cabe ao Brasil desde 1947, a presidente Dilma Rousseff tornou-se ontem a primeira mulher a abrir a Assembleia Geral das Nações Unidas. No discurso de 24 minutos, interrompido seis vezes por aplausos, ela criticou os líderes dos países desenvolvidos por não terem encontrado uma solução para a crise econômica mundial. “Não é por falta de recursos financeiros”, alfinetou. “É por falta de recursos políticos e de clareza de ideias”. Dilma fez enfática defesa dos direitos humanos. E apelou à ONU para que reconheça o Estado Palestino, nas fronteiras de 1967, como um caminho para o fim dos conflitos no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Barack Obama, propôs uma saída negociada a israelenses e palestinos. E foi direto: “A paz é um trabalho duro. Não virá por meio de discursos e resoluções das Nações Unidas", disse.

"Como mulher que sofreu tortura no cárcere, sei como são importantes os valores da democracia"

"Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos"

Fed injeta US$ 400 bilhões na economia americana.

Sete bancos da Europa e três dos EUA são rebaixados.

Dólar chega a R$ 1,858 e BC decide intervir. (Págs. 1, 2 a 4, 16 a 18 e Visão do Correio, 24)
Trabalho: Demitido pode ter aviso-prévio de 90 dias
A indenização será proporcional ao tempo de serviço. Além dos 30 dias pagos atualmente, haverá acréscimo de mais três por ano trabalhado, até o máximo de dois meses. A proposta foi aprovada pela Câmara e depende de sanção presidencial. (Págs. 1 e 20)
Pandora: TCDF nega privilégios a Durval Barbosa
Citado na investigação que apura o suposto desvio de R$ 1,3 milhão de verbas públicas da Codeplan, ex-secretário do GDF não terá direito a delação premiada, como ocorre nos processos da Justiça. (Págs. 1 e 31)

Emenda 29: Câmara diz não a novo imposto da saúde
Deputados concluem votação de projeto e derrubam destaque que previa a criação de imposto para financiar a saúde. Mas o assunto ainda não está encerrado. A proposta segue agora para o Senado, onde poderá ser modificada. (Págs. 1 e 7)
Peso político: Ana Arraes tem vitória folgada para o TCU
Eleita pela Câmara, a deputada do PSB-PE, mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é a nova ministra do Tribunal de Contas. Ela defende a revisão dos critérios para paralisação de obras suspeitas de irregularidades. (Págs. 1 e 6)
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Valor Econômico

Manchete: Alta do dólar já compensa a queda das commodities
A escalada do dólar em setembro, que chegou a 17,07%, já está trazendo mais dinheiro para o bolso dos agricultores que exportam, mesmo com a queda dos preços das commodities no mês. Ontem, a moeda americana teve a maior alta desde 22 de outubro de 2008, em plena crise financeira - subiu 4,25% e fechou a R$ 1,865. A desvalorização diária, consecutiva e rápida do real forçou as empresas com dívidas no exterior a procurar hedge para seus compromissos em condições menos favoráveis. Ele está mais caro e as incertezas sobre as cotações tendem a encarecê-lo ainda mais. Para o Banco Central, a corrida do dólar é apenas um fenômeno transitório.

A reversão do cenário cambial mais do que compensou a retração nas cotações internacionais de soja, milho, café e açúcar, decorrente da piora do ambiente econômico global. Produto com maior peso nas exportações agrícolas do Brasil, a soja acumula queda de 8,6% no mês. Em reais, seu preço ficou 5,2% mais alto. (Págs. 1, B14, C1 e C2)
'Operação Twist' é sinal de alarme
O Federal Reserve (Fed), o banco central americano, lançou ontem a "Operation Twist", uma tentativa audaciosa de reduzir as taxas de juros de longo prazo e revigorar a economia americana. O Fed disse que vai comprar US$ 400 bilhões em títulos do Tesouro de prazos longos, financiados pela venda de um montante igual de bônus com três anos de prazo ou menos.

O Fed surpreendeu ao prometer reinvestir todos os pagamentos antecipados de títulos hipotecários em títulos de dívida emitidos por agências hipotecárias com um forte foco na compra de Treasuries de 30 anos. Uma medida tão grande sugere que o presidente do Fed, Ben Bernanke, está alarmado com a desaceleração da economia americana e decidiu atropelar a oposição do Comitê de Mercado Aberto do Fed para proporcionar o maior estímulo possível de maneira prática. As compras ocorrerão até junho de 2012. (Págs. 1 e C2)
Dilma muda discurso para tratar mais da crise mundial
A presidente Dilma Rousseff já estava em Nova York quando decidiu alterar o discurso que fez ontem na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), reforçando o trecho dedicado à crise internacional. A presidente passou a enfatizar a preocupação do Brasil com a gravidade da crise e com a necessidade de uma resposta conjunta e não de "uns poucos países" contra medidas recessivas. O rascunho do discurso tinha um tom otimista sobre o Brasil que ela amenizou na versão final. "Nossa capacidade de resistência não é ilimitada", acrescentou Dilma ao pronunciamento. Para se estender sobre a crise, ela reduziu o espaço antes dedicado à América do Sul e ao Mercosul, assuntos dos quais tem se ocupado pouco.

O discurso procurou marcar uma imagem descolada da sombra carismática de seu antecessor. Dilma publica hoje um artigo no "Financial Times" ameaçando reagir contra os "manipuladores de moedas" e culpando as políticas monetárias estrangeiras pelas pressões inflacionárias - mesmas observações levadas às reuniões bilaterais com James Cameron, do Reino Unido, e Nicolas Sarkozy, da França. (Págs. 1 e A3)
Foto legenda: Novas fronteiras
Cidades como Itaboraí e Itaguaí, na periferia da Região Metropolitana do Rio, passaram a receber grandes empreendimentos imobiliários, como o lançado pela PDG CHL, diz Rogério Chor. (Págs. 1 e B1)
Vale fecha acordo com salário extra
O presidente da Vale, Murilo Ferreira, vai se reunir amanhã com líderes de 14 sindicatos que representam os 60 mil trabalhadores da empresa no país. O encontro, inédito, marca uma mudança na orientação na área de recursos humanos em um esforço da companhia para reter funcionários, muitos dos quais têm recebido convites de concorrentes. A reunião não é o único gesto nesse sentido. A empresa fechou um acordo coletivo com os trabalhadores que está sendo considerado pelos sindicalistas o melhor dos últimos 20 anos, prevendo um prêmio de 1,7 salário aos empregados que continuarem na empresa nos próximos dois anos. (Págs. 1 e B11)
Biomm vai fabricar insulina
Controlada pelos ex-donos da Biobrás, fabricante de insulina que foi vendida em 2002 para a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, a Biomm Technology deve anunciar em breve investimento de R$ 300 milhões na construção de uma fábrica para voltar a produzir o medicamento. O Valor apurou que a unidade deverá ser erguida em Minas Gerais, perto de Belo Horizonte, com financiamento do BNDES. A Biomm, que detém a patente para a produção de cristais de insulina, pertence aos empresários Guilherme Emerich e Walfrido dos Mares Guia (ex-ministro do Turismo). O BNDESpar detém 15%. (Págs. 1 e B10)
Prisão por cartel para empresário
O governo quer aumentar a pena para os empresários e dirigentes de empresas que participam de cartéis. O objetivo é equipará-los a pessoas que cometem furtos qualificados. Hoje, a pena é de dois a cinco anos de prisão ou pagamento de multa. Pelo projeto que será enviado ao Congresso, a punição seria de dois a oito anos de prisão, acrescida necessariamente de multa. Ou seja, além de ir para a prisão, o empresário vai sentir a punição no bolso.

Hoje, há 250 pessoas respondendo a processos por formação de cartel. Mas a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça pretende ampliar esse número. A equipe do secretário Vinícius Carvalho vai analisar 600 casos de cartéis internacionais para verificar a existência de eventuais implicações no mercado brasileiro. (Págs. 1 e A4)
Alitalia prevê investimento de € 2,3 bi
A Alitalia prevê atingir o ponto de equilíbrio em suas contas até o fim do ano, disse ontem o CEO, Rocco Sabelli, durante entrega do primeiro de uma série de 20 jatos que adquiriu da Embraer.

Faz parte do plano de reestruturação da empresa, que já dura três anos e ganhou fôlego com a compra de 25% de seu capital pela Air France-KLM, investir € 1,7 bilhão na compra de 62 aviões e mais € 600 milhões para reformar a frota atual, de 90 aeronaves. Sabelli prevê que a companhia encerre 2011 com faturamento de € 3,6 bilhões e 24,9 milhões de passageiros transportados. (Págs. 1 e B4)
Sob pressão, Grécia corta salários, aposentadorias e eleva impostos (Págs. 1 e A11)

Google busca parceiros para atuar na área de turismo no Brasil, diz Alex Diaz (Págs. 1 e B3)

Tarifa menor para hidrelétricas
Diretor da Aneel prevê redução em torno de 25% para as tarifas das hidrelétricas cujas concessões terminam em 2015 e defende a substituição dos reajustes anuais por revisões a cada quatro ou cinco anos. (Págs. 1 e Al6)

Chile aprova Latam sob condições
O órgão chileno de defesa da concorrência impôs 11 exigências para aprovar a fusão entre as empresas aéreas LAN e TAM. O negócio foi anunciada em agosto do ano passado e ainda será apreciado pelo Cade. (Págs. 1 e B4)
Sustentabilidade
Embora temas como ambiente e ética sejam cada vez mais caros à sociedade brasileira, ainda há uma grande distância entre o discurso pró-sustentabilidade e a prática do consumo consciente, afirma a diretora de pesquisa do Centro de Altos Estudos da ESPM, Lívia Barbosa. (Págs. 1 e Especial)
T&A avança no Sudeste
A cearense T&A, líder nordestina no segmento de pré-fabricados para construção, vai reforçar sua atuação no Sudeste com uma nova fábrica no Rio de Janeiro, que se somará à unidade paulista inaugurada no ano passado. (Págs. 1 e B10)

Construtoras importam máquinas
A demanda elevada por maquinário para obras no Brasil, o real valorizado e a necessidade de países exportadores desses equipamentos buscarem negócios fora dos EUA e Europa estimulam a importação direta por construtoras. (Págs. 1 e B11)
'Private equity' na piscicultura
A gestora de "private equity" Stratus comprou participação acionária na Mar & Terra, que atua na produção de peixes da Amazônia. O aporte foi de RS 25 milhões e garante o controle compartilhado do negócio. (Págs. 1 e C7)
TST aperta cerco a devedores
O Tribunal Superior do Trabalho prepara um mutirão nacional para acelerar a execução de milhares de processos já concluídos, mas cujas indenizações não foram pagas. Hoje, de cada cem trabalhadores vitoriosos, só 31 recebem o crédito correspondente. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Cristiane Alkmin J. Schmidt

Dilma pressionou politicamente, Mantega forjou um ajuste fiscal e Tombini cedeu ao jogo político. (Págs. 1 e A10)
Ideias
José Luís Fiori

Já não cabem mais dúvidas de que o processo de unificação europeia entrou em um beco sem saída. (Págs. 1 e A11)
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Estado de Minas

Manchete: Dólar dispara e ameaça fim de ano
A euforia das viagens internacionais e de importados fazendo a festa no Natal começa a virar preocupação. Depois de meses de estabilidade em torno de R$ 1,60, a moeda americana entrou em forte alta nos últimos dias, sobretudo ontem, quando pulou de R$ 1,78 para R$ 1,86. A variação de 4,25% não ocorria num só pregão desde outubro de 2008. Importadores, agências de viagens e o comércio já sentem os efeitos e renegociam encomendas. Mas dão como certo o repasse do aumento de preços ao consumidor, senão houver uma reviravolta no câmbio a curto prazo. (Págs. 1 e 16)
Dilma cobra ‘clareza’ dos países ricos
A primeira voz feminina a abrir uma Assembleia Geral da ONU pediu novas ideias dos países desenvolvidos para solucionar a crise econômica internacional e empenho no combate à pobreza. No seu discurso, a presidente Dilma Rousseff foi aplaudida ao defender ainda o Estado palestino. O colega americano, Barack Obama, disse que “a paz” entre judeus e palestinos não virá por meio de
“resoluções” da ONU. (Págs. 1, 3, 4 e 18)
Terra roubada: Ex-secretário perde outro cargo estadual
Um dos alvos de operação da Polícia Federal que estourou esquema de grilagem e venda de terrenos públicos, Manoel Costa, exonerado da Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária, foi também afastado do conselho de política alimentar. (Págs. 1 e 9)
Deputados vetam a recriação da CPMF (Págs. 1 e 5)

Laticínios vão investir R$ 270 mi no estado (Págs. 1 e 13)

Planos de saúde: Paralisação afeta 90 mil em Minas
Boicote dos médicos às operadoras suspendeu atendimentos de usuários no país e coordenadores do protesto já falam em se desligar dos planos populares. Motivo da briga é a baixa remuneração da consulta. (Págs. 1, 15 e Editorial, 6)
Ditadura: Câmara aprova a criação da Comissão da Verdade (Págs. 1 e 5)

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Jornal do Commercio

Manchete: Dólar alto acorda inflação
Moeda americana chegou a R$ 1,86, ontem, valor que há 35 meses não era registrado. O ministro Guido Mantega culpou a crise europeia, tentou não fazer alarde, mas admitiu que se desvalorização do real prosseguir, terá que “estudar medidas”. (Págs. 1 e Economia 1 a 3)
Eduardo prova força e elege Ana
Aliados festejam com Ana Arraes vitória para ministra do TCU, por 222 votos contra 149 de Aldo Rebelo, segundo lugar. Principal articulador da campanha foi o governador de Pernambuco, seu filho. (Págs. 1 e 3 a 6)
Dilma faz discurso duro ao abrir assembleia da ONU
Presidente do Brasil disse que crise internacional pode virar “grave ruptura política e social” e cobrou união dos países para evitar a derrota de todos. (Págs. 1, 12, 13 e 36)
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Zero Hora

Manchete: Câmara veta criação de novo imposto para saúde
Projeto que regulamenta destinação de recursos por União, Estados e municípios à área foi aprovado, mas deputados rejeitaram artigo que instituía cobrança.

Congresso vive dia de votações em massa. (Págs. 1, 8 e 10)
Foto Legenda: Duas visões na ONU
Dilma e Obama apresentaram opiniões opostas sobre Estado palestino. (Págs. 1, 4 e 5)
Em um dia: Dólar tem maior alta desde 2008
Valorização em relação ao real foi de 3% ontem, e cotação chegou a R$ 1,85. (Págs. 1 e 22)
Ameaça: Obras gaúchas do PAC 2 podem ser interrompidas
Rosane de Oliveira conta que Estado corre risco de perder R$ 2,5 bi em investimentos da União. (Págs. 1 e 14)
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Brasil Econômico

Manchete: “Resistência do Brasil à crise não é ilimitada”, diz Dilma na ONU
Em discurso histórico na Assembleia Geral, a presidente tenta firmar liderança do país, defendendo uma coordenação única para a solução dos problemas econômicos globais, pedindo o fim da guerra cambial e se opondo aos EUA na questão palestina. (Págs. 1 e 4)
Luxo da BMW vai ser made in Brazil
Cúpula da montadora alemã procura local para construir sua fábrica no país, que, embora apresente um mercado de veículos maior que o da Alemanha, ainda tem grande potencial de crescimento para os modelos de luxo, afirma Ian Robertson. (Págs. 1 e 18)
Chile dá sinal verde para fusão da Lan com a Tam
O Tribunal de Livre Concorrência chileno libera negócio, mas pede que as empresas deixem pelo menos uma das duas alianças globais nas quais participam. (Págs. 1 e 20)
Petros vai às compras atrás de pechinchas
Fundo de pensão pretende adquirir participação acionária em empresas do mercado doméstico. Para fazer caixa, vai se desfazer de títulos públicos de curto prazo. (Págs. 1 e 32)
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