Celular x Avião

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Gol é a primeira a ampliar uso de celular e tablet


Passageiros não precisam mais desligar aparelhos durante a viagem, mas devem mantê-los no modo avião. Liberação passou a valer ontem
A primeira empresa aérea a ampliar o uso de eletrônicos portáteis durante todo o voo é a Gol Linhas Aéreas. Desde ontem é possível usar celulares, laptops, tablets, câmera fotográfica entre outros, porém no modo avião, impedidos de realizar ligações ou acessar internet. A autorização foi dada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que publicou resolução em outubro do ano passado para que as empresas assegurassem que isso não causaria interferências nos sistemas de comunicação e navegação, para que então fosse liberado o uso.

A primeira autorização ocorreu para a Gol e os clientes da companhia não têm mais a utilização restrita ao período da permissão de desatar cintos de segurança até o anúncio de pouso autorizado. Porém, segundo a companhia, para segurança nos momentos de pouso, decolagem ou turbulência será indicado que os equipamentos devem ser guardados nos bolsões à frente da poltrona ou junto ao corpo.

Já equipamentos maiores que celulares e tablets, como notebook, por exemplo, devem ficar nos compartimentos superiores nestes casos. A autorização é válida para todos os voos nacionais da companhia e aplicada em toda a frota (Boeing 737-800). Já para destinos internacionais a nova facilidade vale em países em que há a mesma autorização. Empresas europeias já permitiam o uso.

Conforto

Um grupo de trabalho nos EUA, em que participou a Anac, discutiu o aval para a utilização dos equipamentos que transmitem sinal, como celulares e tablets, e a partir dessa discussão houve anúncio da autorização. Desde 2013 a companhia já estudava a alternativa com base em regulamentos internacionais, por isso o diretor executivo de Operações, Sergio Quito, informou que já estavam prontos para alteração dos procedimentos.

Para o advogado especialista em direito aeronáutico, Georges Ferreira, isso significa o reconhecimento de que a tecnologia evolui. Ele explica que os equipamentos são certificados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e isso permite perceber que emitem frequência de onda baixa, que não interfere nos aviões.

“Era preciso desligar para pouso e decolagem por ser um período importante para operação em que o piloto precisa de muitas informações que envia e recebe do solo.” Já a limitação em solo, até a sala de desembarque, o especialista afirma que é também por segurança já que muitas pessoas podem não prestar atenção no caminho e há transito de veículos no pátio.

“Agora é preciso atentar para o modo de uso para que o conforto não se transforme em transtorno.” Usar fone de ouvido, não deixar a luz forte ligada dos equipamentos são dicas que ele diz serem fundamentais para que os passageiros possam continuar o uso dos eletrônicos sem atrapalhar quem viaja ao lado.

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