Conhecimentos Gerais - Resumo de HG IV

A maior de todas as revoluções - A Revolução Francesa (1799-1815)

Importância: coube a esta Revolução a definição do perfil ideológico das revoluções burguesas: liberal e democrático. Ela faz parte de um processo global - atlântico ou ocidental - iniciado nos Estados Unidos, que atingiu sua maior violência na França, e repercutiu em outros países (voltando inclusive à França) em 1820, 30 e 48.

França pré revolucionária: a sociedade estamental e suas injustiças foram duramente criticadas pelos iluministas. A situação se agrava com a grande seca de 1788, com a falência das indústria devido a concorrência inglesa após vantagens alfandegárias concedidas a este país e com a crise financeira agravada com a participação na guerra de independência dos EUA. As reformas tributárias propostas por Turgot e Callone encontram forte resistência da nobreza (reação aristocrática). Necker convoca a assembléia geral mas o 3º estado não aceita a votação por estado declarando-se em assembléia constituinte. As milícias de Paris (org. militar popular) tomam a cidade e nos campos os títulos de propriedade edívidas são queimados. É proclamada a declaração de direitos do homem com objetivo de acalmar as massas. A recusa de Luís XVI em aceitá-la provoca as jornadas de outubro (1790). As terras da igreja são confiscadas e os padres se tornam funcionários públicos (constituição civil do clero).

Fases:

1) Monarquia Constitucional (1791): a unidade inicial se desfaz e surgem partidos políticos representando diferentes tendências. Os Girondinos (alta burguesia) assumem o poder. A invasão austro-húngara e a tentativa de fuga do rei provocam a radicalização e a proclamação da república onde as massas terão maior importância.

2) Convenção Nacional: Robespierre e Saint-Just (Jacobinos) assumem o poder buscando apoio dos Sans Cullotes (artesãos, proletários e aprendizes). O rei é executado e o sufrágio universal acentua o caráter popular do período.. Forma-se a 1ª coligação de países absolutistas contra França (Inglaterra, Santo Império e Holanda) e a radicalização aumenta dando início ao “TERROR”. Com o fim da guerra exige-se o afrouxamento e Robespierre é derrubado (reação termidoriana).

3) Diretório: Fase marcada por tentativas de golpe de “direita” - realistas e de “esquerda” - Jacobinos ligados a Graco Babeuf. Em 1799, a burguesia entrega o poder à Napoleão (golpe de 18 de Brumário). A era Napleônica (1799-1815): abafou as insurreições populares e consolidou a burguesia no poder ao criar o código civil em 1804 que consolidava suas conquistas. Em 1804 foi aclamado imperador da França. A Europa monárquica - hereditária se rebelou contra essa aclamação. Iniciou política expansionista e determinou o bloqueio continental `a Inglaterra. Invadiu a Espanha e Portugal deflagrando os processos de independência na América. Em 1812 invadiu a Rússia mas, quando tentou voltar durante o inverno, teve muitas baixas. Em 1814 viu-se obrigado a abdicar e exilou-se em Elba. Conseguiu reorganizar os seus exércitos (governo dos 100 dias), mas foi vencido outra vez, desta feita em Waterloo. Foi condenado a cumprir pena em Santa Helena, onde morreu.

4) Congresso do Viena: Áustria, Prússia, Inglaterra e Rússia se reuniram após a derrota napoleônica para restabelecer a situação política anterior a Revolução francesa (restauração das monarquias e dos privilégios da nobreza). Dois princípios fundamentaram o Congresso: o da legitimidade (restaurara as monarquias legítimas e restabelecer as fronteiras) e o do equilíbrio europeu (restabelecimento das relações de força entre as potências do continente por meio da divisão do continente e do mundo colonial). Também foi criado o exército da Santa Aliança com objetivo de combater as revoltas liberais e nacionalistas na Europa. Vários fatores desagregaram os planos do congresso, principalmente, a Revolução industrial e o conseqüente amadurecimento da estrutura e dos valores liberais - nacionalistas burgueses. Assim, a primeira metade do XIX foi marcada pela revoluções liberais européias e pelas independências da América Latina que varreram o Antigo Regime da Europa.
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