Resumo Brasil 500 anos IV

1950 – Getúlio Vargas, eleito Presidente pelo PTB, deu continuidade a uma política nacionalista, populista e pró- industrialização:
a) enviou ao Congresso o projeto para a criação da Petrobrás e; b) flexibilizou as relações sindicais permitindo a Greve dos 300 Mil; c) criou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) e limitou em 10% a remessa de lucros para
o exterior. .

1938-1950 - Urbanização das grandes capitais do sudeste brasileiro, decorrente da industrialização e das migrações rurais urbanas.

1954 - A política de Vargas provocou a reação da oposição conservadora, liderada pela União Democrática Nacional (UDN). Com as palavras "Saio da vida para entrar na história" o Presidente Vargas se suicidou e tomou posse o Vice João Café Filho.

1955 - Juscelino Kubitschek (JK), vitorioso nas eleições para presidente, pelo PSD, criou o Plano de Metas e consolidou o Modelo Desenvolvimentista.

1956 - JK envia ao Congresso Nacional o projeto para construção da nova capital brasileira, Brasília.

01/04/1964 - Os militares tomaram o poder e, através de um ato institucional, iniciaram uma perseguição a todos que fossem considerados como ameaça ao regime.

1967 – Elaborada a sexta Constituição no Brasil, que institucionaliza o regime militar. O general Artur da Costa e Silva elimina a Frente Ampla, movimento político liderado pelos ex-presidentes João Goulart e JK e pelo ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda.

1968 – A morte do estudante Edson Luís, em protesto estudantil, mobilizou estudantes e populares que, com o apoio da Igreja Católica, realizaram a Passeata dos Cem Mil. Ao mesmo tempo ocorrem as greves de Contagem e Osasco e surgem focos de luta armada. O regime endureceu, fechando o Congresso Nacional e decretando o Ato Institucional no 5, que institucionaliza a repressão.

1969-1974 – Governo do general Garrastazu Médici, considerado o período mais brutal da ditadura militar brasileira, também conhecido como anos de chumbo. A área econômica é caracterizada por projetos faraônicos, como a construção da Transamazônica, estrada inacabada, até os dias de hoje, que invadiu terras indígenas e produziu degradação do meio ambiente.

1975 – A sociedade civil começa a se movimentar; os intelectuais e acadêmicos fizeram duras críticas ao regime no SBPC (Congresso Brasileiro para o Progresso das Ciências); os movimentos populares pediram melhores condições de vida nas cidades;

1974-1979 – O general Ernesto Geisel assume a Presidência e encarrega o General Golberi dio Couto e Silva para desenhar um processo de abertura lenta, gradual e segura.

Década de 1980 – Considerada a década perdida no âmbito econômico, foi a década achada no sentido político: a) nas eleições para governadores, em 1982, os candidatos da oposição, do MDB, saíram vitoriosos nas principais metrópoles brasileiras; b) a sociedade brasileira se movimentou, ocupando todas as capitais brasileiras, exigindo eleições diretas para Presidente, no movimento conhecido como “Diretas Já”.

1985 – Se encerrou a primeira fase da Transição Democrática brasileira, com a saída dos militares do governo, depois de 21 anos, e a eleição (indireta) de Tancredo Neves, que morre antes de tomar posse, assumindo o Vice Presidente José Sarney.

1985- 1989 – A Nova Republica marcou, no plano político, a consolidação da abertura democrática, no processo de transição mais longo da América Latina. No plano social significou a diminuição da repressão, ao permitir a expressão de demandas há tanto tempo reprimidas. No plano econômico o período é caracterizado por uma inflação galopante e pelo “Plano Cruzado, a primeira tentativa (fracassada) de estabilizar a moeda”.

1987-1988 – Abertura da Assembléia Nacional Constituinte e promulgação da Constituição de 1988
1990 - Primeiras eleições diretas para Presidente, onde se enfrentam no segundo turno, Fernando Collor de Mello e Luíz Inácio da Silva (o Lula), do Partido dos Trabalhadores (PT).

1990-1992 - O candidato vitorioso, Fernando Collor iniciou seu governo com o confisco das contas correntes e da poupança de toda a sociedade brasileira e apresenta um ambicioso programa de estabilização da economia, o "Plano Collor". Com o fracasso do Plano volta a inflação galopante e se agrava a recessão, presente desde a década anterior.

1992 – Acusado, por seu próprio irmão, de envolvimento em esquema de corrupção, o Presidente foi investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Ao mesmo tempo os "caras pintadas" saem às ruas exigindo o impeachment de Collor, que é afastado pelo Congresso, assumindo o Vice Itamar Franco.

1994 - O novo presidente Itamar Franco, nomeou o senador Fernando Henrique Cardoso para Ministro da Fazenda; foi criado o Plano Real para estabilização da moeda. Nas eleições desse ano se enfrentam, no segundo turno, Luíz Inácio da Silva do PT e Fernando Henrique Cardoso (FHC), do PSDB, que sai vitorioso.

1995- 1998 – Para concretizar a estabilidade econômica a sustar a crise fiscal do Estado, causada pela dívida externa e interna, foram desencadeadas as reformas constitucionais. Ao mesmo tempo, foi derrubado o monopólio em vários setores, como o petróleo, a telecomunicação, gás canalizado e a navegação de cabotagem.

1998 – Fernando Henrique Cardoso é reeleito para mais um mandato de 4 anos. Na área econômica o governo encaminhou a reforma da Previdência e continuou
o processo de privatização.

2.000 – O Brasil comemora os 500 anos do descobrimento.
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