O Mundo em Transformação

ATUALIDADES ECONÔMICAS, POLÍTICAS E SOCIAIS

Os acontecimentos do dia 11 de setembro de 2001, que culminaram com a destruição do “World Trade Center” em Nova Iorque e com a parte oeste do prédio do Pentágono em Washington/DC nos EUA, não podem ser encarados como um fato isolado, que após algum tempo será esquecido e substituído por novos fatos. Na realidade, este acontecimento é precedido de momentos também importantes, mas em menor escala de importância global. O 11 de setembro também antecede mudanças no acontecimentos, que nos próximos anos, deverão alterar de forma significativa o comportamento dos EUA, a nação mais poderosa do planeta, modificando suas relações com os demais países e interferindo no modo de vida dos cidadãos de todo o mundo. Também não pode ser analisado somente de acordo com uma variável ou um ato terrorista e, sim, de acordo com as variáveis - econômicas, políticas, sociais, geoestratégicas, ambientais e culturais. Enfim, o dia 11 de setembro de 2001, como fato histórico e não cronológico, indica o primeiro dia do século 21, só que este dia não terminou, pois terá desdobramentos e, é certo, que os EUA iria responder à agressão sofrida, basta lembrar que o governo norte - americano rapidamente mudou o critério de interpretação ao ato sofrido, classificando o 11 de setembro não mais como ato terrorista e, sim, como ato de guerra, pois assim, poderia responder ao ataque, inclusive com o apoio da ONU. Como veio a ocorrer, ao atacar a teocracia dos talebans no Afeganistão em 2002, e a guerra contra o Iraque em 2003.


FATOS QUE PRECEDERAM O DIA 11 DE SETEMBRO DE 2001
A Política Externa dos EUA
Com o retorno dos republicanos ao poder, o país mais poderoso do mundo passa a se comportar de forma mais impositiva em relação aos seus principais parceiros e, principalmente, quanto aos países do sul. George W. Bush defendeu em campanha: “governar de costas para o mundo e de frente para os EUA”. Numa posição clara de recrudescimento nas relações externas.Recentemente, em entrevista, George W. Bush se auto-denominou como o presidente da guerra. O governo republicano de George W. Bush Em janeiro de 2001 os EUA não participam oficialmente do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, comprovando a proposta de campanha de “governar
de costas para o mundo e de frente para os EUA”. Os EUA retomam o desenvolvimento tecnológico com objetivo estratégico militar acelerando o projeto Guerra nas Estrelas (Star War), gerando protestos mundiais quanto aos riscos de provocar nova corrida armamentista, pois outros países serão obrigados a desenvolver seus projetos armamentistas. Protestos estes vindos principalmente da China Popular e da Rússia, que mesmo sendo parceiros dos EUA, podem avançar em seus projetos de defesa espacial.
Os EUA avançam nas pesquisas e na reconstrução de laboratórios e centros de pesquisas no interior do país para desenvolver novas armas químicas e biológicas, rompendo os acordos internacionais do pós - segunda Guerra. Ao mesmo tempo que
identifica o eixo do mal formado pela Coréia do Norte, Iraque e Irã e, mais recentemente classificou Cuba, Venezuela e Brasil como eixo do mal da América
Latina. O presidente norte - americano torna público que vai conseguir autorização ou o ajuste rápido (fast track) do Congresso de seu país para implantar a Alca – Área de Livre Comércio das Américas. Com o 11 de setembro, o Congresso dos EUA aprovam o TAP – Permissão para Acordos Comerciais, mesmo não tendo a maioria de
republicanos. Passa a reduzir rapidamente os impostos e os juros internos, demonstrando que sua economia está entrando em recessão. Provocando elevado déficit fiscal e comercial. Em julho de 2003 os EUA reduzem os juros internos para 1% ao ano, são os juros internos mais baixos desde 1958. Em 2004, voltou a elevar os juros internos para 2% ao ano, num claro aviso aos países periféricos como o Brasil, que vai retornar a política de atração dos investimentos externos para financiar seu déficit. Em reunião (2001) do Grupo dos Sete (G-7) mais a Rússia (G-8), em Gênova, os
discursos do governo norte - americano são de imposição e não de propostas a serem discutidas. Os EUA afirmam publicamente que, apesar das mudanças feitas na Reunião sobre Clima mundial, não vai assinar o Protocolo de Kyoto (1997), decisão tomada ao
término da 3ª Reunião sobre Clima, na Alemanha, em 2001. Abandona, em solidariedade a Israel, a 3ª Reunião sobre Racismo, Xenofobismo e Outras Formas de Segregação, ocorrida entre os dias 31 de agosto e 7 de setembro de 2001- portanto véspera do 11 de setembro - em Durban na África do Sul, por não aceitar discutir o “sionismo” como forma de segregação, nem discutir sobre a questão do povo palestino, principalmente quanto à necessidade de implantação de um Estado Palestino, que desde o final do ano de 2000 está vivendo uma nova Intifada (revolta) ou Guerra das Pedras. A Intifada atual foi provocada pelo passeio que Ariel Sharon, líder do Likud – partido ortodoxo judeu - fez na região do antigo Templo Sagrado Judeu, atual área onde existe a Praça das Mesquitas, em Jerusalém, local da terceira mesquita mais importante para os povos islâmicos, a Mesquita de Al’Qsar. É óbvio que o passeio de Ariel Sharon foi acompanhado de 3.000 seguranças judeus e que tinha a intenção de provocar uma reação dos povos islâmicos, principalmente dos palestinos, no o próprio território do Estado de Israel e nas regiões da Faixa de Gaza e Cisjordânia, seu objetivo maior era o de atrair os votos dos eleitores de Israel para seu partido conservador, o LIKUD, termina conquistando a maioria no Parlamento Israelense, sendo indicado para primeiro - ministro.

FATOS QUE PRECEDERAM O DIA 11 DE SETEMBRO DE 2001
O atentado com caminhão-bomba no “World Trade Center”, em 1993, que de acordo com a imprensa, em seis anos, fez desaparecer cerca de 90% das empresas multinacionais que possuíam escritórios centrais naquele local. Os atentados nas Embaixadas Americana no Quênia e na Tanzânia, (África, 1999). Já colocados como atentados de responsabilidade da Al-Qaeda, com o comando do milionário saudita Osama Bin Laden.
A explosão no navio torpedeiro dos EUA na região do Golfo de Áden, no Estreito de
Bab El’Mandeb, rota petrolífera, entre a Somália (Chifre Sul da África) e a Arábia
Saudita, atentado praticado por dois homens bombas.

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