Atualidades 06/08/2011

06 de agosto de 2011

O Globo


Manchete: Agência de risco rebaixa EUA e aumenta incerteza na economia

Standard & Poor's tira o triplo A que país tinha há mais de 90 anos e expõe perigo de calote

O que mais se temia aconteceu na noite de ontem: apesar de o Congresso americano ter autorizado a elevação do teto da dívida federal esta semana, os Estados Unidos foram rebaixados pela agência Standard&Poor's (S&P), que classificava o país como "AAA" desde 1941. Bem antes, desde 1917, o país já tinha a nota máxima por outra agência, a Moody's. Agora, pela S&P, os EUA passam a ser "AA"+". Pelas agências Fitch e Moody"s, a nota continua máxima, mas elas anunciaram nas últimas semanas possibilidade de revisão. O triplo A era um atestado de risco zero de calote. Comprar um título da dívida americana era considerado um porto seguro pra investidores mundo afora. A mudança da nota foi justificada pelo crescente déficit americano, que pode levar a uma moratória futura. O maior detentor de títulos americanos é a China. O Brasil é o quarto. A nota das agências orienta a decisão de grandes investidores. (Págs 1, 33 e 34 e editorial "Economia mundial acende sinal amarelo)


Bolsas na montanha-russa
A Bolsa de São Paulo chegou a subir 1,99%, cair 3,14% e fechou em alta de 0,26%. Em NY, o Dow Jones subiu 0,54% e as bolsas europeias despencaram. Na pior semana desde 2008, os mercados mundiais perderam US$ 4,2 trilhões de valor (Págs. 1 e 33)

No Brasil, inflação sobe mais
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), da meta do governo, bateu 6,87% nos últimos 12 meses, maior taxa desde junho de 2005. Mas especialistas acreditam que crise global pode ajudar a controlar a inflação. (Pags 1 e 35)
Rio enfrenta apagão em inverno chuvoso

Curto em subestação de Furnas deixa 12 bairros sem energia durante horas

Mesmo com os reservatórios cheios e uma quantidade de energia armazenada este mês que superou em 22,8% o mesmo período do ano passado, os cariocas foram surpreendidos ontem por um apagão ao meio-dia que, ainda no fim da tarde, continuava afetando algumas áreas. Doze bairros, a maioria da Zona Sul, ficaram sem luz, causando transtornos a 360 mil clientes da Light. Pelo menos 70 sinais se apagaram, e a a prefeitura mobilizou 400 agentes para evitar transtornos maiores no trânsito. A causa foi um curto-circuito que desligou dois dos três transformadores da subestação de Furnas no Grajaú, obrigando a Light a cortar 190 megawatts de energia distribuída. O Operador Nacional do Sistema acionou duas termelétricas para abastecer diretamente a rede da Light até que o problema na subestação de Furnas seja solucionado. Às 14h25m o fornecimento foi normalizado, segundo a Light, mas consumidores continuaram relatando piques de luz. (Págs 1 e 18)
Enquanto isso, no Galeão...

Depois de horas de viagem, cerca de 1.400 passageiros de voos internacionais fizeram uma verdadeira escala forçada na Alfândega do Tom Jobim para desembarcar na cidade. A falta de funcionários da Receita Federal provocou longas filas. Parentes e amigos que aguardavam no saguão do aeroporto protestaram contra a lentidão batendo nos carrinhos de bagagens. (Pás 1 e 26)

É o fim do caminho

A presidente Dilma reuniu os comandantes das Forças Armadas e garantiu que não haverá mudança na condução da Defesa com a troca de Jobim por Amorim. Jobim "é página virada", disse ela a rádios. (Págs. 1, 3, 4 e 12 e Merval Pereira)
Prosa e Verso: Uma cidade e seus desafios

Num caderno especial, urbanistas, antropólogos, arquitetos e críticos discutem o impacto da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no imaginário e nas políticas públicas do Rio de Janeiro. (Pág. 1)

Divisão de Tarefas

A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, tomou posse defendendo a definição de competências dos governos (Págs. 1 e 22)
História

Botocudos são descendentes diretos dos primeiros brasileiros (Pág 1 e 43) 
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O Estado de S. Paulo


Manchete: Dilma tenta acalmar militares após nomeação de Amorim

Em reunião com comandantes após troca na Defesa, presidente pede que se mantenha normalidade institucional

Na tentativa de acalmar os militares, que reagiram mal à escolha do ex-chanceler Celso Amorim para a Defesa, a presidente Dilma Rousseff reuniu ontem os comandantes das três Forças Armadas, no Palácio da Alvorada, e disse não haver motivo para preocupações. Dilma pediu aos militares que mantenham a 'normalidade institucional', abriu um canal mais direto de relacionamento com eles e disse que seu governo não permitirá revanchismos. O encontro durou uma hora, no dia seguinte ao da demissão de Nelson Jobim, que chefiava o Ministério da Defesa desde 2007. Todos entenderam na conversa que não haverá revisão da Lei de Anistia. A presidente disse a auxiliares que saiu "aliviada" da reunião. Já o ex-presidente Lula criticou os descontentes com a nomeação de Amorim. "Eu não sei se cabe aos militares gostarem ou não gostarem", disse Lula. Amorim tomará posse na segunda-feira e hoje vai se reunir com os comandantes militares. Ele disse que não perderá de vista " os interesses estratégicos" do País. (Págs. 1 e A4)


Demissão é "página virada", diz presidente

A presidente Dilma Rousseff disse que a demissão de Nelson Jobim do Ministério da defesa é "página virada". "Infelizmente, esgotamos uma etapa" Para ela, é simples entender a substituição de Jobim pelo ex-chanceler Celso Amorim: "Ele assume a defesa porque já deu mostras de que é um brasileiro muito dedicado ao Brasil". (Págs. 1 e A8)

Mercado esboça reação após medidas na Europa

No fim da pior semana vivida pelos mercados desde a quebra do Lehman Brothers, em 2008, as bolsas no Brasil e nos EUA esboçaram uma reação ontem, depois que os chefes de governo do G-7 convocaram reunião de emergência para evitar nova recessão, e o primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, anunciou mais medidas de austeridade. Dados do mercado de trabalho nos EUA também ajudaram. A Bovespa subiu 0,26% e Dow Jones 0,54%. As bolsas europeias, no entanto, fecharam em queda. (Págs.1 e Economia B1, B4 a B7)


Análise
Joseph E. Stiglitz
Contágio de ideias

Noções econômicas equivocadas em ambos os lados do Atlântico vêm se reforçando mutuamente. O mesmo valerá para a estagnação que essas políticas acarretam. (Págs. 1 e Economia B7)

Após censura, filme sérvio é liberado

A exibição de A Serbian Film, vetada há duas semanas no Rio, foi liberada. O filme, que inclui abuso infantil e necrofilia, recebeu classificação indicativa de 18 anos. (Págs. 1 e Vida A24)

Joseph S. Nye Jr.

Uma nova estratégia

Haverá reduções profundas no orçamento da Defesa e, por isso, os Estados Unidos precisam repensar como usar seu poder militar. (Págs. 1 e Visão Global A22)
Tutty Vasques

Tamanho não é documento

Vinte e tantos centímetros mais baixo que seu antecessor na Defesa, Amorim não fica nada a dever a Jobim em matéria de ego imensurável.(Págs. 1 e Cidades C8)
Notas & Informações

Uma escolha infeliz
Nem as Forças Armadas nem o País mereciam Celso Amorim no Ministério da Defesa (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Divórcio Capital Brasília

Nos seis primeiros meses deste ano, cartórios registraram uma alta de 24% no número de casamentos desfeitos no Distrito Federal. Foram 4.978 casos contra 4.013 no mesmo período do ano passado. Ao lado de Rondônia, a capital da República lidera o ranking dos corações partidos. Há explicação pra o fenômeno? Especialistas apontam a Emenda Constitucional nº 66, que foi promulgada em 13 de junho de 2010 e pôs fim à exigência de separação judicial prévia para a obtenção do divórcio. A psicologa Karla Albuquerque acrescenta um fator: homens e mulheres estariam mais intolerantes. "Antes as pessoas que se separavam eram mal vistas", observa. "Mas isso mudou. Hoje, muita gente vê o casamento como uma fast food devido à facilidade em se separar". (Págs. 1 e 35)

Economia dos EUA já não é a mais confiável

Desde 1941, o país era o mais seguro para se investir. Perdeu o posto ontem ao ter a nota reaixada pela agência de classificação de risco Standard and Poor's e ser superado por Reino Unido, Alemanha, França e Candá. (Pags. 1, 12, 17)
Servidor

TJDF veta lei que previa
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