Atualidades 11 de maio de 2016

“Thus Gotama [Buddha] walked toward the town to gather alms, and the two samanas recognized him solely by the perfection of his repose, by the calmness of his figure, in which there was no trace of seeking, desiring, imitating, or striving, only light and peace” 
― Hermann Hesse, Siddhartha




O Globo
Manchete : Senado vota o futuro do Brasil
Rio propõe moratória de 2 anos nos juros da dívida
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O Estado de S. Paulo
Manchete : Na reta final, Dilma apela ao STF; Temer prepara pronunciamento
PRB rejeita Esporte; Temer ofereceu Ciência a Kassab
PP pressiona pela renúncia de Maranhão (A11)
Senadores cassam mandato de Delcidio (A12)
Foto-legenda : Reaproximação
Coluna do Estadão
Notas&Informações - Depois do desastre, o esquecimento - Dilma Rousseff acabou perdendo o que lhe restava de dignidade (A3)
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Folha de S. Paulo
Manchete : Senado deve afastar Dilma; governo recorre ao Supremo
Delcídio do Amaral, ex-PT, é cassado por 74 votos a zero
Governo autoriza a entrada no país com 5kg de itens como queijo e doce de leite (Mercado A15)
Foto-legenda : No seu quadrado
Marcelo Coelho - As instituições partiram para o vale-tudo
Editoriais - Leia “Danos econômicos”, sobre reflexos da crise política nas finanças, e “Transparência à paulista”, acerca de divulgação de boletins de ocorrência. (Opinião A2)
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11 de maio de 2016
O Globo

Manchete : Senado vota o futuro do Brasil
Decisão interromperá 13 anos de PT no poder
Dilma recorre ao STF e diz que seguirá lutando
Ex-líder do governo, Delcídio é cassado

Treze anos após a chegada do PT à Presidência, o Senado deve interromper hoje o maior ciclo de um partido no poder pós-redemocratização ao acolher o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, o que a afastará do cargo por até 180 dias. Se confirmado, será o primeiro presidente a ter o mandato interrompido desde Fernando Collor, em 1992. Em enquete feita pelo GLOBO, 50 senadores já declararam voto favorável à saída da petista, nove a mais do que o necessário para a abertura do processo. Dilma tentou impedir a sessão de hoje ao recorrer novamente ao STF. O mandado de segurança, que será julgado pelo ministro Teori Zavascki, alega que o processo tem vício de origem por ter sido aberto por vingança pelo presidente da Câmara afastado, Eduardo Cunha. O ministro José Eduardo Cardozo (AGU) afirmou que vai “judicializar até o fim”. E Dilma anunciou que, mesmo afastada, continuará protestando contra o impeachment. Ontem, movimentos sociais e sindicatos fizeram manifestações em 17 estados e no Distrito Federal contra a saída dela, bloqueando estradas. Na véspera da votação decisiva para Dilma e o PT, o Senado cassou o mandato de Delcídio Amaral, ex-petista e ex-líder do governo, acusado de tentar obstruir as investigações da Lava-Jato. Foram 74 votos pela cassação de Delcídio e uma abstenção, sem um voto sequer favorável ao agora delator do esquema de corrupção na Petrobras e no governo. O vice-presidente Michel Temer, que deverá assumir a Presidência tão logo Dilma seja notificada da decisão do Senado, continua tentando fechar a montagem de seu governo. Com uma equipe política, distante do Ministério de “notáveis” que cogitara, o vice escolheu 14 dos 22 ministros que pretende nomear. Entre as novidades, o secretário de Segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes, para a Justiça, Blairo Maggi na Agricultura e Bruno Araújo em Cidades. (Págs. 3 a 20)
Rio propõe moratória de 2 anos nos juros da dívida
Em encontro com os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, o governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles, defendeu uma moratória por dois anos no pagamento dos juros das dívidas dos estados com a União. A proposta, porém, não foi apoiada formalmente pelos demais governadores, que preferem esperar um eventual governo Michel Temer para tentar nova renegociação. Cotado para o Ministério da Fazenda, Henrique Meirelles já começou a se encontrar com governadores para discutir a dívida dos estados e teria dito que o tema será prioritário em sua gestão. Segundo relatório do Tesouro, os gastos do Estado do Rio com aposentados cresceram 118% no ano passado. (Págs. 33 e 34)
Colunas e artigos
ILIMAR FRANCO - Quem boicotar ficará fora do governo (Pág. 2)

MERVAL PEREIRA - Redução do Estado será boa notícia (Pág. 4)

ANTONIO ANASTASIA - Presidente não é monarca absoluto (Pág. 9)

HUMBERTO COSTA - Processo com aberrações jurídicas (Pág. 9)

FLÁVIA BARBOSA - Intervencionismo à la Dilma causou desastre econômico (Pág. 16)

CARLOS ALBERTO SARDENBERG - Na economia, erro básico foi gasto com custeio (Pág. 17)

RICARDO NOBLAT - Erros políticos e corrupção venceram a esperança (Pág. 18)

JOSÉ CASADO - Como o PT atraiu aliados à base de cargos e dinheiro (Pág. 19)

ELIO GASPARI - Maranhão poderia devolver dinheiro à Viúva (Pág. 22)

ZUENIR VENTURA - Rapidez dos fatos desorienta o observador (Pág. 23)

ROBERTO DAMATTA - Imperativo de mudar é inadiável (Pág. 23)

ANCELMO GOIS - A trapalhada política de Cardozo (Pág. 30)

MÍRIAM LEITÃO - Lava-Jato muda empresas e a economia (Pág. 34)
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O Estado de S. Paulo

Manchete : Na reta final, Dilma apela ao STF; Temer prepara pronunciamento
Na véspera de o Senado votar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o governo entrou ontem mm novo mandado de segurança no STF para tentar impedir a votação e anular o processo. O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, afirmou que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), agiu com “desvio de poder” ao aceitar o pedido de afastamento. O ministro Teori Zavascki, relator do recurso, prometeu anunciar decisão pela manhã. Confiante de que Dilma será derrotada, o vice Michel Temer finalizava discurso no qual tentará transmitir mensagem de esperança ao País, combalido após mais de um ano de crises política e econômica. Pelo menos 50 dos 81 senadores se declaravam até ontem favoráveis ao afastamento - é necessária maioria simples. Se o prosseguimento do impeachment for aprovado, Dilma pediu que suspendam a cerimônia de descida da rampa do Planalto. Atos a favor do governo ocorreram em diversas capitais ontem e outros estão programados para hoje. (política A4 a A11)
PRB rejeita Esporte; Temer ofereceu Ciência a Kassab
PRB rejeitou oferta de Michel Temer de indicar o ministro do Esporte. Como parte da estratégia de reduzir número de ministérios, Temer fundirá a pasta de Ciências e Tecnologia com a de Comunicações, que ficará com Gilberto Kassab. ( A7)
PP pressiona pela renúncia de Maranhão (A11)

Senadores cassam mandato de Delcidio (A12)

Foto-legenda : Reaproximação
O presidente do Senado, Renan Calheiros, se reúne com o vice Michel Temer
Coluna do Estadão
O ex-deputado Pedro Corrêa (PP) denunciou corrupção no Ministério das Cidades, que identificou como “terreno fértil a muitas patologias”. (A4)
Notas&Informações
Depois do desastre, o esquecimento - Dilma Rousseff acabou perdendo o que lhe restava de dignidade (A3)

PT também desiste de Dilma - Vai ficando claro que o PT não terá problemas de consciência em atribuir os erros do governo a Dilma (A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete : Senado deve afastar Dilma; governo recorre ao Supremo
Ao menos 50 dos 81 senadores votarão pela abertura do impeachment, segundo levantamento feito pela Folha

O Senado deve abrir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, acusada de fraude orçamentária, e afastar a petista do cargo em sessão que começa na manhã desta quarta (11). A decisão precisa do voto da maioria simples dos presentes — ao menos 50 (62%) dos 81 senadores devem votar pela abertura do processo, segundo apurou a Folha. Nesse caso, Dilma será afastada por até 180 dias e substituída pelo vice, Michel Temer (PMDB), tão logo seja notificada. Prevê-se que o julgamento final pelo Senado ocorra antes desse prazo. Dilma, que nega ter cometido crime de responsabilidade, pode tornar-se o segundo presidente deposto desde a redemocratização. Em 1992, Fernando Collor foi cassado. O Planalto tentava até a noite desta terça (10) anular o impeachment, com a apresentação de recurso ao Supremo Tribunal Federal. A montagem do ministério do governo Temer está avançada. No Congresso, seus aliados articulam a substituição do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que tentou paralisar o processo. (Poder a4 a a9)
Delcídio do Amaral, ex-PT, é cassado por 74 votos a zero
Com 74 votos a favor e uma abstenção, o Senado aprovou cassação do mandato de Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), por quebra de decoro. A defesa do senador, que fica inelegível por oito anos, recorrerá. Ele foi líder do governo até a prisão, em novembro, sob acusação de obstruir apurações da Lava Jato. Depois, fez delação premiada. (Poder a10)
Governo autoriza a entrada no país com 5kg de itens como queijo e doce de leite (Mercado A15)

Foto-legenda : No seu quadrado
Protesto de estudantes de escolas técnicas e estaduais paulistas por melhorias na alimentação evita cruzar com atos contra impeachment; pressionada, assembleia criou CPI da merenda nesta terça (10) (Cotidiano B3)
Marcelo Coelho
As instituições partiram para o vale-tudo

Cada um dos três Poderes afasta-se do outro, quer decidir no lugar do outro, e, o que me parece ainda mais grave, sem nenhuma “sinceridade institucional”. Segue o próprio arbítrio, inventa casuísmos, fabrica pretextos. Leis, processos, Constituição se transformam numa papelada, que não interessa a ninguém. É a República do Papelão. (Ilustrada C6)
Editoriais
Leia “Danos econômicos”, sobre reflexos da crise política nas finanças, e “Transparência à paulista”, acerca de divulgação de boletins de ocorrência. (Opinião A2)
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